Morar fora do Brasil: 5 vantagens (e 5 desvantagens)

Antes de resolver morar fora do Brasil e me mudar pra Holanda, eu tinha uma série de ideias de como seria esse negócio de "morar fora".

Quebrei a cara em exatamente todas elas.

Morar fora do Brasil: recém-chegado
Eu, recém chegado à Amsterdam, sem ter a menor ideia do que eu estava fazendo (Foto: Carla Duclos)

Mesmo as que eu esperava e sabia — por exemplo "dá saudades da família" — eu descobri que doía diferente do que eu pensava. Essa foi a primeira lição que eu aprendi: é tudo como você pensava, mas totalmente diferente do que você pensava.

Como eu falo dos dois lados da moeda, é garantido de irritar todo mundo.

Tá, tá, vou tentar explicar. É uma curiosidade que muita gente tem. O problema é que esse assunto é cem por cento garantido de dar pau nos comentários. É batata (amassada com verdura e servida com  linguiça), o povo se altera, o amor acaba, sai batendo a tampa do laptop, os trolls se assanham, é uma lambança.

É fácil entender porque: eu falo de vantagens e desvantagens de morar fora do Brasil, coisas legais e dificuldades. E aí vem o leitor que tá sonhando em morar fora, lembrando das férias sensacionais que passou na Holanda, estressado no trânsito e com medo de assalto e irritado com vizinho mal educado e político ladrão. E ao ler "olha morar fora tem certas dificuldades", ele sente o sonho ameaçado, fica irado, me xinga de mal acostumado, reclamador de barriga cheia, etc e tal.

Só que eu também falo das coisas legais; e daí o leitor que tá aqui sofrendo choque cultural, que entende qualquer elogio a outro país como insulto pessoal ao seu senso de patriotismo, lê e fica irado, me xinga de deslumbrado, de colonizado, de paga pau de gringo. Etecetera e tal.

Mas olha só: morar fora é pra mim uma experiência sensacional. Hã, mencionei? Não tenho planos de voltar. Tô contente aqui. Sim, existem perrengues, e existem diversas vantagens, e eu nunca achei que algo precisa ser perfeito pra ser legal.

Tá, vamos lá. Primeiro as...

Desvantagens de morar fora do Brasil

1. Choque cultural dói

E não é pouco. Eu sempre lia sobre ele, mas só quando achatei o nariz nele eu entendi porque se chama "choque" cultural e não "transição suave e super tranquila" cultural.

É o seguinte: cultura é visão de mundo, e ao mudar de cultura você tem sua visão de mundo desafiada, e se você acha que isso é fácil, bem-vindo à Terra, marciano. Não, cara, seres humanos sofrem quando a visão de mundo é desafiada e são forçados a mudar o jeito de pensar.

E de repente você está lá, lidando e negociando e vivendo e trabalhando e discutindo e criando filho entre pessoas que simplesmente não compartilham sua visão de mundo e, tipo, você é o estranho.

É difícil, e tem hora que sobe o sangue (especialmente quando alguém faz algo que na sua cultura é traduzido por "vamos pro pau agora porque eu simplesmente não te respeito", mas na cultura local quer dizer "todo mundo faz assim e é normal, não faço idéia de porque você tá estressado").

E aí tem toda a alegria de você começar a entender o que é diferença cultural e o que é loucura e piração específica da cabeça daquele indivíduo que tá te tirando do sério.

2. Reconstruir sua vida não é fácil

Morar fora do Brasil: reconstruindo a sua vida

Daí que meu visto finalmente saiu, eu voltei pra Holanda, agora sem data específica pra voltar, a Carla saiu pra trabalhar, eu disse "chau, mozizi..." hã, *cof*, "até breve distinta esposa", e olhei com as mãos na cintura em volta e pensei:

— Puta merda e agora?

Nós abrimos mão do nosso círculo social pra irmos a um país que não falávamos a língua, aprender a fazer tudo do começo porque, tipo, a gente não foi criado aqui e de repente não sabia nem onde comprar um parafuso ou onde arrumar o dente, todo aquele apoio que você tinha das pessoas e da segurança de saber se virar num país sumiu, e você tem de inventar sua vida de novo.

Foi meio apavorante.

Esse é um item que eu tenho certeza de que tem alguém correndo pros comentários pra gritar como isso é legal na verdade e que daria tudo pra estar no meu lugar. Eu só digo uma coisa: eu concordava com você. Até passar e descobrir que reconstruir vida é negócio trabalhoso e ter infinitas possibilidades sem ter ideia de por onde começar apavora, sim.

Eu sei que você acha que não. Eu também achava.

3. Os amigos do Brasil se afastam

Primeiro é aquele monte de despedida, mó festa. Depois eles começam a vir e ficar no seu sofá aproveitando a estadia grátis no estrangeiro. Depois eles voltam e continuam a viver e a sair entre eles, e a passar por coisas junto que você não passou, e a fazer piadas internas sobre situações que, ah, é, você não viveu, ok, deixa eu te explicar, é, é meio sem graça falando assim, você tinha de estar lá na hora...

Novas gírias surgem, você de repente nem entende mais o que eles tão falando, e daí você começa a se dar conta que relação só existe com convivência.

Prepare-se pra perder amigos. Não que eles deixem, assim, de ser seus amigos, ou que você irá brigar com eles, mas você irá perdê-los por simples e pura deriva continental, afastando um centímetro por ano, até haver um oceano entre vocês.

4. Distância da família e amigos dói (de um jeito que eu nem imaginava)

Eu achava que era assim, daria uma saudade, saca, de ir na casa da família todo domingo e tal, que seria incômodo, mas parte da vida. Eu estava enganado.

Não no começo, claro. No começo é bem assim. Mas com o passar dos anos, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer algo na sua família que você queria estar lá junto. E não pode.

Tanto coisas boas quanto ruins. Por exemplo: quando minha cunhada engravidou, ela ligou no Skype pra dar a notícia. Poxa, legal, Skype, coisa do futuro, super Os Jetsons, melhor que carta demorando duas semanas de navio. Certo.

Mas então, todos reunidos no lado de lá, todos falando contentes, aquele brilho no olhar, nós aqui pulando de alegria, querendo dar um abraço e não podendo, quando de repente, eles anunciam:

— Então temos de desligar, porque vamos todos naquele restaurante legal que a gente sempre ia pra comemorar.

E quando rolou o "bluft" de fim de ligação do Skype, ficamos eu e Carla olhando pra tela fria do computador, quietos.

Demorei 2 anos e meio pra conhecer a minha sobrinha ao vivo.

E nem vou entrar no assunto de quando rola um perrengue forte — doença, falecimento, momentos chaves em que a sua força seria importante e você tá a 12 mil quilômetros de distância, e Skype nessas horas ajuda picas. Aconteceu comigo e dói de maneira inimaginável.

5. Sempre serei estrangeiro

Não tem jeito. Tem certas coisas que não se pega, mesmo morando anos e anos e anos e anos no lugar. Eu não fui criado aqui, eu não cantei as musiquinhas que eles cantaram na escola, eu não vi os mesmos desenhos animados com a dublagem engraçadinha daqui, eu falo com sotaque, tem piadas que vou morrer antes de entender, e por mais que eu adquira a cultura do lugar eu nunca serei nativo dela e isso se sobressai.

Daniduc e Carladuc em Keukenhof pagando mico
Não sei como sempre percebem que eu não sou nativo...

Além disso, sim, sempre tem aquele lance sutil e subentendido de "que que cê tá fazendo aqui?", mesmo quando é bem intencionado e não-agressivo. Por que você abandonou seu país?

Eu sempre serei "o  de fora", o "que fala diferente", o "gringo" por assim dizer. E tem horas que isso cansa.

Por outro lado, se cansa, tem coisas que compensam, e de longe. Nem tudo é perrengue e dificuldade. Tem, sim, muitas...

Vantagens de se morar fora do Brasil

1. Meu mundo ficou maior

E não só literalmente, com mais lugares diferentes que eu conheci, mas ficou maior dentro da minha mente. O choque cultural me forçou a perceber que minha visão de mundo está longe de ser a A Certa, mas mais ainda, está longe de ser A Única.

E isso é sensacional. De repente um mundo de possibilidades se abriu, e minha visão de realidade ficou muito mais rica, muito mais cheia de nuances que eu nunca teria visto se não tivesse me enfiado num avião da KLM com 2 malas de 32 quilos e nenhuma idéia do que me aguardaria dali pra frente.

2. Redescobrir a sua vida é muito legal

Se não fosse a mudança de país, eu nunca teria feito o Ducs Amsterdam. Você não estaria lendo isso, pouco provável que eu tivesse um blog como uma empresa, onde eu estou inventando algo novo.

Às vezes precisamos engolir em seco e pularmos no abismo pra sair da inércia que estávamos. E por mais dolorido que seja esse processo, as recompensas podem ser amplas.

3. Minhas amizades ficaram mais diversas

Ok, verdade que me afastei de muitos amigos que ficaram no Brasil. Por outro lado, conheci gente das mais diversas culturas, aprendi sobre países que eu só sabia o nome (e olhe lá) da melhor forma possível (conversando em meio a cervejas com um nativo de lá). Sim, claro, visitar o país é sempre bom, mas falar com um nativo, te contando, empolgado pelo segundo copo de cerva 8%, te dá insights que nenhum turismo dá.

E percebi que gente legal é gente legal em qualquer língua.

Morar fora do Brasil: Skype ajuda, mas nem sempre
Além disso, a gente sempre pode importar certos amigos.... 🙂

4. Minha filha terá mais de uma cultura

Verdade que saudades da família dói, e isso não tem jeito. Mas, por outro lado, a vida continua e se renova, e minha filhota nasceu aqui. E em vez de uma cultura, ela terá, de cara, duas. De saída o mundo dela será muito maior do que o meu na idade dela, e isso abre portas infinitas pro futuro. E, se abrir portas pro futuro de sua filha não é uma vantagem, eu não sei o que seja...

Barriga de grávida
Não foi só nosso mundo que cresceu... a família também!

5. Cidadão do mundo

Sim, ser estrangeiro não é fácil. Mas por outro lado, é muito libertador perceber, após seu primeiro expatriamento, que você tem o jogo de cintura necessário pra enfrentar o processo, que há muito o que se ganhar depois que se paga o preço de aprender pela dor e que sobreviveu ao vendaval do mundo lá fora.

E de repente o vendaval é mais um vento inflando suas velas e você se lembra que o mundo é grande, cheio de possibilidades e nada te prende a um lugar se você não quiser ficar preso.

Como disse o Calvin pro Haroldo, é um mundo mágico, meu velho companheiro.

Vamos explorá-lo!

****

Se você tá pensando em vir pra Holanda, eu escrevi um artigo com dicas de como arrumar emprego na Holanda. Além disso, eu escrevi outro artigo contando como nós viemos parar na Holanda

E participa desse bate papo com a gente aqui:

https://youtu.be/itt7ihmA1c4

 

Ingressos pra atrações em Amsterdam

Um jeito bacana de retribuir o Ducs e ainda se dar bem é comprar ingressos online comigo. Assim você evita ficar tomando vento em fila quando você devia estar passeando… e me dá uma força preciosa!

Dá uma olhada na página de ingressos do Ducs Amsterdam

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Eu escrevi um artigo com muitas onde ficar em Amsterdam.

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54 comentários em “Morar fora do Brasil: 5 vantagens (e 5 desvantagens)”

  1. Olá, bom dia. Meu nome é Artur, minha esposa está se formando em design de moda e eu estou no meio do curso de sistemas da informação. Gostaria de saber se a área de ti é muito boa ai? E ainda do Brasil posso conseguir uma vaga ou é melhor eu arriscar e ir em busca de um emprego ai?
    Desculpa o incomodo, uma ultima pergunta, se eu arriscar com a minha esposa, em media, quanto temos que levar de dinheiro? Agradeço desde já pela atenção, e continuem sempre com esse trabalho maravilhoso que vocês fazem.

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  2. Holanda terra de meu amado imortal Vincent VG, sempre foi meu sonho.
    Deixei p velhice e enfim a velhice está a caminho. Se der eu vou.

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  3. Olá bom dia!
    Um amigo de infância que mora na Nova Zelândia fez uma proposta a mim e meu esposo para irmos morar e trabalhar lá por 3 anos.
    O problema é que tenho 2 filhos um de 13 e outro de 8 de outro casamento que moram com a avó e ficam comigo nos fins de semana. ..a viagem é para janeiro eu estou extremamente confusa, ao mesmo tempo que meu esposo já comunicou que vai e temos a oportunidade de dar um futuro melhor pra os nossos filhos (já que ele tbm tem uma filha de outro casamento) quando voltar, penso que posso pirar de tanta saudade, entrei no seu blog sem querer e de certa forma ajudou um bocado!
    Ainda não sei se vou ou não. .tenho apenas alguns meses para decidir. .
    De qualquer forma foi um ótimo post!

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  4. Confesso que chorei lendo o que você escreveu sobre a falta que se sente da família. Não sou expatriada, mas meu filho é. Procuro me consolar pensando só nas vantagens, mas não é fácil não. Gosto muito do seu blog, excelente conteúdo, vai muito além das dicas turísticas ou práticas de Amsterdam e Holanda, com reflexões ora divertidas, ora cheias de sensibilidade, mas que transmitem sempre muita sinceridade. Muitas felicidades para você e sua linda família!

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  5. Eu pretendo me mudar para outro país, estou pesquisando muito principalmente sobre a Itália.
    Mas sempre acabo pensando nesses casos, porém é um sonho rs, mas eu até entendo, por que só no Brasil, se mudar para outro estado já é difícil se adaptar, principalmente entre os extremos sul e norte (nordeste), imagina para um outro país.
    Porém é bom mudar, novas oportunidades é sempre bom.
    Muito bom seu artigo
    Parabéns

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  6. Nossa que legal ... me vi em todos os tópicos. O mais difícil pra mim é a família e amigos lome fãs 1 ano que estou na França. Obrigado por compartilhar suas experiências.

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  7. Bacana, me identifiquei muito com seus relatos, e posso dizer que faço das suas palavras a minha, pois as mesmas sensações pude vivenciar quando me mudei do Brasil para Barcelona, a foto do inicio descreve com exatidão a minha cara junto a duas malas parado em frente de um predio sem saber o que iria fazer.( kkkk), no inicio é uma sensação de descoberta de deslumbre. Mas passado a euforia, veio a realidade, e a principio não foi nada facil, porêm hoje posso dizer que foi a melhor coisa que fiz.

    um forte abraço e sucesso.

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  8. Daniel, tudo bem?
    Já faz um tempo que não entro no blog, mas recebo sempre as atualizações dos comentários, hoje resolvi entrar e... SURPRESA! Cara nova! Tudo novo!!! Parabéns! Um dia quando eu crescer quero ser igual à você. Até o fim do ano que vem estaremos indo para Portugal, até lá muitas experiências que você já conhece. Um abraço amigo!!!

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  9. Daniel adorei seu texto, ainda mais quando tu fala dos pontos negativos ( pq esse existe em qualquer canto do mundo, não tem jeito) Tenho uma enorme vontade de morar fora ( Canada) mas já tenho 25, graduada, casada, uma pouca noção de inglês e espanhol é só; A vontade ainda pulsa mas nem sei por onde começar fora o frio na barriga... Recentemente fiz uma viagem pra fora realmente percebemos que nossa visão de mundo nem sempre está correta é não é a única que existe, por mais que o choque seja grande isso engrandece nossa maneira de ver o mundo.
    A minha vontade de morar fora é mais pela segurança (ou falta dela) é a qualidade de vida que parece que estamos perdendo no Brasil mesmo sabendo que não será fácil o inicio.

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  10. Estou a alguns meses de ir embora do Brasil, e mesmo tendo sido até hoje apenas turista em outros países, já consegui ter um vislumbre do que me espera daqui para frente. Eu não tinha chorado desde que o processo todo começou, e lendo esse texto consegui sentir milhares de sensações ao mesmo tempo, até que percebi algumas lágrimas caindo enquanto me colocava nesses parágrafos que você descreveu tão bem.

    Parabéns e obrigada!

    Responder
  11. Muito bom esse post! Estou a 3 meses na Itália e no momento estou vivendo essa fase de desvantagens bem a fundo! Eu não mudaria uma vírgula do que está escrito.
    Muito bom ver que outras pessoas também passaram por essas mesmas situações e venceram, me dá um estimulo a mais para continuar lutando.
    Obrigado e sucesso.

    Responder
    • Rafael, bom dia!

      Estou tirando a cidadania e estou doido para ir para a Itália também. Falo, além do portugues, ingles fluente e Italiano avançado. Como está o mercado de trabalho na cidade onde mora? Consegue-se viver bem com o salário médio? Se puder, por favor, adoraria uma resposta!

      Muito Obrigado,

      Caio

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  12. Oii galerinhaa, blzzz
    estou finalizado meu processo de cidadania italiana e se Deus quiser em 2017 já fica pronto...Quero ficar um bom tempo na Italia e conhecer várias cidades... parabenizo vcs pelo blog, os artigos aqui tem me motivado muito a continuar em busca da minha cidadania.. bora viver na Italia um tempo, ehehe

    Abraçaooo

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  13. Não consegui chegar na parte das vantagens sem me emocionar com as desvantagens.

    Primeira vez que choro lendo um blog cara, parabéns por me lembrar que eu não sou o único que passou por isso e quem tem um monte de coisa legal que vem com o pacote.

    Nego Vai Longe.

    Responder
  14. Daniel, parabéns pelo seu blog, gostei demais da sua matéria, me identifiquei com cada palavra escrita, estou atualmente morando na Alemanha, e realmente é tudo o que vc falou. Tem muitas coisas maravilhosas e tb alguns perrengues, pois crescer dói pacas, o choque cultural é absurdo e mudar o pensamento é preciso. As sandálias da humildade aos poucos vao sendo calcadas e por aí vai. Me desculpa a falta de acentuacao, teclado alemao nao tem alguns acentos. hihihi

    Abraco em tds

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  15. Olá, estou "indo" para Bogotá (indo em aspas pq ainda não decidi se vou, tenho amigos lá e consegui uma oferta de emprego ganhando razoavelmente bemas estou com aquele medo) e adorei ler esse post, realmente inspirador.

    Para ir para Colômbia precisarei terminar meu relacionamento de 2 anos. (As coisas estão frias e não dão mais certo como antes) E ler o tópico 2 das vantagens foi maravilhoso.
    Obrigado por partilhar das suas experiências

    Responder
  16. Olá, Daniel!

    Tenho planos de morar fora já tem um certo tempo. Minha namorada também compartilha dessa vontade. Estamos tentando nos organizar pra que dê certo em breve e pela Europa.
    Hoje procurando algo sobre "pessoas e suas experiências nesse processo", para nos ajudar nessa nossa nova empreitada, me deparei com teu blog. Cara, que sensacional. Tenho lido aqui várias dicas e relatos teus e tal.. bem diretos, sóbrios, objetivos e de grande ajuda também.
    Parabéns pelo Blog hein!

    Forte Abraço

    Responder
  17. Olá,
    Minha filha está pensando em estudar em Amsterdam, fazer faculdade ou mestrado. Ela fala inglês e estuda francês agora. Quer estudar geologia. Eu li que Amsterdam é uma cidade que recebe bem os estrangeiros. Eu alugaria um pequeno apto pra ela e iria sempre que pudesse passar uma temporada com ela porque estou perto de aposentar. Você concorda que Amsterdam recebe bem estrangeiros? que é uma cidade bem tolerante? e Sobre a Universidade de Amsterdam, você ouve falar bem?
    Abraço e parabéns pelo Blog.
    Valeria

    Responder
    • Oi Valeria,

      Se você pede a minha opinião, sim, concordo que Amsterdam, em geral, recebe bem estrangeiros, que Amsterdam é uma cidade bem tolerante e sim, ouço falar bem da Universidade de Amsterdam.

      abraços,

      Responder
  18. Vc ja falou tudo! Isso mesmo ! Concordo com tudo! Ja fui uma sonhadora e o que mais doi eh na hora de acordar pra realidade da vida,parece com aquele filme inception,onde vc cria um mundo maravilhoso e de repente acorda e percebe q era um sonho.
    Morar fora eh bom por um tempo mas o problema q na hora d voltar,vc vai voltar como? e pra onde?,chega a idade e percebe q as oportunidades diminuiram e o caminho ja nao tem mais volta...pois seus entes querido ja nao existem mais...
    Aos sonhadores de plantao, abram os olhos...pois se existisse internet na minha epoca eu optaria por viver no Br.

    Responder
  19. Ola sou maria,estou pensar em mudar pra holanda eu e uma filha de oito anos 'queria saber como e avida por la.,escola'trabalho'etc...obrigada

    Responder
  20. Incrível seu post! Você não falou de nada 'clichê' mas sim das verdades mais profundas de viver fora... da essência de ser sempre um "estrangeiro", tipo, não cantamos as mesmas musiquinhas na escola...

    Responder
  21. Daniel, é muito bom ver a sua visão sobre morar em outro país. As pessoas acham que é um sonho e blábláblá.
    Irei me mudar junto com meu marido para a Irlanda e tento me preparar de uma forma não negativa, porém realista!
    Sei que não terei aqueles super amigos que vão em casa pra bater papo, isso é muita intimidade pra eles rsrs. A saudade da família deve ser algo inimaginável.....
    Mas sei das oportunidades de abrir minha mente, oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

    Responder
  22. Olá!! Amei seus textos e dicas!!!
    Vou ser direta rsrs...quero saber se consigo sobreviver com minha filha de 16 anos, com salario de aposentada, por volta de 1500 € ??? Tem escola pública??? Ou acha melhor ela terminar o ensino médio no Brasil e irmos sem compromisso???? Vlw obrigada

    Responder
    • Oi Monica,

      Difícil responder sua pergunta. Até por não saber o que você considera sobreviver. Se não precisar gastar com moradia, talvez seja possível sim... mas o aluguel em Amsterdam está bem caro. Pode chegar a 1000 euros para uma casinha/apartamento razoável...

      abraços,

      Responder
  23. Muito legal tudo o que você escreveu. Tenho vontade de sair, e fiquei me imaginando nas cenas que sempre pensava e você as relatou... a saudades da família, dor de saudade dos amigos, das rodinhas, dos jantares em grupos com amigos de anos... isso ja vai doendo antes.

    Mas a vontade de se reinventar, e viver num mundo mais seguro, me fazem ter esta vontade...

    Muito boa escrita, parabéns!

    Rafaela.

    Responder
  24. Oi pow gostei do post. Eu to pensando num futuro bem proximo sair do brasil e ir pra holanda. Qual seria o primeiro passo?

    Responder
  25. Olá, eu tenho 19 anos e estou prestes a me casar e iniciar a vida de casada fora do Brasil. Eu e meu noivo vamos para a Florida, ele já possui uma proposta de emprego e já está tudo mais do que certo. Confesso que sinto medo e insegurança, apesar de ser nova, tenho minha estabilidade no ES (onde moramos), sou radialista e tenho meu emprego garantido. Dessa forma a mente consegue descansar e consequentemente aliviar quando o assunto é dinheiro, mas não imaginava ter coisa que me deixasse tão mais insegura e apavorada. Quando comecei a ler sobre a parte da família, a saudade e sobre as desvantagens da distância, apenas chorei sentindoa profunda saudade sem nem mesmo ter movido um centimetro. Obrigado por expor e relatar nos exatos e mínimos detalhes como é estar fora do seu país.

    Responder
  26. Ola! Minha experiencia eh parecida mas por motivos bem diferentes. Tenho 45 años e vivo na España desde 2013. Vim sem visao de turista. Minha motivacao foi ter um filho ASPERGER e aproveitar minha dupla ciudadanía pra felicitar a vida do meu filho e dar um futuro a ele. Ja estive em Galicia, ,Andalucía e agora vivo em Murcia. Penso que agora encontrei um colegio que meu filho pode passar bem ate sua formacao profissional. Vivo a cada día a incerteza do meu futuro porque sigo desempleada, ate o dado momento recebo dinheiro do meu Pai. Vivo sobre pressao psicológica. Xenofobia. Sexismo. Solidao. Ate pensei na possibilidade de fazer meu apartamento um local de acolhida a Brasileiros recem chegados, más nao vejo muito claro como fazer isso. Estou sempre comecando do zero e sozinha. Cansa. Más a única certeza eh que por mais que deteste estar aquí, no ,Brasil meu filho nao tem a menor possibilidade de ser atendido. Assim que ... Todos os días me canso dos espanhois, ai eu durmo cedo e levanto no outro dia pronta pra mais uma batalha.

    Responder
  27. Olá, meu nome é Marisete Eberhardt, quero dizer que amei o teu blog, amei todos relatos das experiências e desejo muito sucesso pra vocês. É meio clichê falar isso, mas lá vai: "meu sonho é conhecer a Holanda." Tenho 46 anos, moro em um sítio repleto de verde, de animais, enfim, meu mundo é pequeno, mas é lindo. Minha filha de 17 anos a Aline pediu uma viagem internacional (de 15 anos), até hoje não pudemos patrocinar mas "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" diz o ditado. E um dia espero poder realizar todos nossos sonhos. Obrigada pela oportunidade de dar esse recado.

    Responder
  28. Oi Juliana Fiori,

    Desculpa Ducs, vou abrir um parenteses.

    Sim eu te entendo, estou a 6 meses em Cambridge (UK), apesar do que está acontecendo no Brasil, tenho orgulho de ser brasileira, de ser descendente de japoneses. Os amigos e familia por mais que agente "mantenha contato" agente não entende as "piadas" porque não estava lá, e eles não conseguem entender porque agente reclama do que não gosta fora do Brasil, "no primeiro mundo"...
    Eu, meu marido e meu filho temos que voltar p Brasil e nós acreditamos temos fé, que um dia o Brasil vai melhorar!!!! Não podemos perder a esperança! bjs
    Silvia Suzuki

    Responder
  29. Ducs!! Sigo tuas dicas faz tempo! E agora estou precisando de mais uma! Vou fazer o teste de integração e gostaria de um reforço, de aulas de holandês, quando for visitar meu esposo em Amsterdam. Consegue me indicar um professor particular? Desde já te agradeço! Luciana

    Responder
  30. Muito bom, eu moro no Canadá faz 5 anos e é bem assim, tem as suas vantagens e desvantagens. Nesse momento em que que Brasil vive, recebo muitas mensagens de pessoas achando que é muito fácil morar em outro país, esquecem que há muita burocracia para se conseguir visto ou residência e além disso há todos os outros fatores culturais, sistema da sociedade, saudades, etc. No caso específico do Canadá, ainda tem o frio, mas há muitas coisas boas nesse processo também. Muito bom, vou compartilhar o link no meu site.

    Responder
  31. Adorei o post, eu já "morei", ou melhor dei uma moradinha fora de 3 meses em alguns lugares, nos EUA foram 3 meses permitido para minha nacionalidade (tenho dupla nacionalidade Tirai a Espanhola), como sou tradutora, emprego não foi problema, pois trabalho desde 2004 em casa e meus clientes são todos de fora, o idioma nos EUA no incio foi complicado pois nunca tinha praticado tanto de repente o ingles, mas depois ficou show. Depois disso, fui dar uma moradinha na Espanha, na Bégica, e Itália, mas voltei pro Brasil, saudades, cultura e etc bateu forte. Eu não tive problema com visto, nem na Inglaterra, pois tenho dupla nacionalidade meus pais são europeus, coisa que seus filhos vão ter e vai facilitar muito a vida deles, isso eu agradeço de ser filha de estrangeiros, me deu a chance de conhecer o mundo. Hoje mora e vivo no Brasil , mas quando dá dou uma viajada pra algum pais bom demais!

    Responder
  32. Achei seus comentários tão reais que gostaria de contribuir com a experiência de meus pais que viveram isso tudo a 40 anos atrás.
    A falta de perspectivas no Brasil e a violência crescente faz qualquer um querer se agarrar a essa vontade e fugir. Principalmente quem pensa em criar filhos. Com esse desejo, dar uma vida melhor aos filhos, meus pais imigraram para o Brasil em uma época em que aqui havia emprego, qualidade de vida e futuro possível. Conseguiram. E embora nunca (nunquinha) tenham sentido discriminação por serem estrangeiros, a solidão inicial foi bem dolorosa. Amenizou com o passar dos anos (lá pelos 10??). Mais complicados foram os momento graves como fases de desemprego ou a criação dos filhos que foram enfrentados a seco, pois não havia pais, parente ou amigos íntimos que pudessem dar uma mão em momentos importantes.
    Os laços com amigos e parentes se diluíram com o tempo e nenhum laço tão forte foi formado no novo país. Eles aprenderam a viver com isso e focaram somente nos filhos e netos. Até hoje, depois de 40 anos, vejo neles uma pontinha de sou "peixe fora d'água", mas não ligam mais.
    Com 4 filhos pra criar e a instabilidade econômica do Brasil ficaram muitos anos sem poder ir rever a família nas férias. O adoecimento e morte dos pais deles não foi acompanhado de perto e a mãe de minha mãe precisou viver 17 anos em asilo, pois mesmo não podendo viver sozinha não queria viver no estrangeiro com a única filha. Sofreu por tabela, e minha mãe muito mais.
    Algumas famílias que vieram na mesma época que a gente voltaram depois de 20-30 anos, desta vez o sofrimento foi para os filhos que não queriam sair daqui. Alguns destes jovens acabaram se acostumando lá e outros ficaram aqui. Famílias separadas novamente.
    Quanto mais tempo ficar fora mais difícil será reconhecer seu antigo lar, pois se ao sair do país a pessoa cresce e muda há que se lembrar que o país de origem também continuará a evoluir e mudar. O novo país nunca será seu verdadeiro lar e o antigo não será mais... É como sair da casa dos pais, quase uma ida sem volta.
    Meu tom é meio melancólico porque notei que sempre há uma perda emocional irreparável. O que ajudou a superar cada fase foi muito bom-humor com as diferenças culturais, aprender a gostar do novo, e claro, o tempo que tudo ameniza.
    Conclusão: pode-se viver onde a gente quiser, especialmente se se é jovem e a mente e os sentimentos desprendidos. Mas é preciso qualificação profissional e infelizmente a sorte também contará.

    Responder
      • Na idade adulta não houve problemas, me sinto em casa. Mas enquanto criança e adolescente houve casos isolados de colegas que no colégio usaram esse fato para me magoar. Pode ser meio traumático dependendo da sensibilidade da criança e da idade, se já for adolescente será pior.
        abraço

        Responder
  33. Bom dia,
    Meu nome é Agenor Júnior, e lendo seu artigo foi algo como se eu tivesse vivido tudo isso. ...Não me vejo morando por muito tempo no Brasil. ..Já estou fazendo alguns planos e criando metas. ..em breve estarei entrando em contato novamente. ...ansioso para conhecer Amsterdã e ficar de vez. ...
    AbraAbraços .

    Responder
  34. Adorei o blog. A principio só li o texto das vantagens e desvantagens. Gostei bastante apesar de ser o que e eu já esperava. Morei 6 meses no EUA durante um intercambio e depois dessa experiência minha vontade de morar fora só aumentou.
    Meu namorado está indo atras da cidadania europeia dele para que possamos arriscar a vida fora com um pouco mais de vantagem. Caso a gente não consiga, vamos assim mesmo e ver no que dá.
    Pretendemos ir em 2017, por enquanto estamos juntando dinheiro e nos planejamos o maximo que conseguirmos para passar o menos de aperto possivel. Apesar de estarmos cientes das dificuldades que virão.
    Espero que acompanhando o blog eu consiga ver mais algumas dicas, principalmente de emprego. Temos inglÊs fluente, ele é engenheiro mecanico e eu professora.
    Abraços

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  35. Ola boa tarde tenho uma família um esposo e 3 filhos e ñ sei pq razão eu amo a holanda sem nunca ter indo ai so através do seu blog sinto vontade de conhecer e mora ai mas assim uma pessoa sem estudo e sem dinheiro fica impossível né? Penso que qualquer lugar fora do brasil seria melhor pra mim e minha familia penso em da qualidade de vida a meus filhos.

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  36. Olá,
    Quantos desafios e que legal que seja gratificante!
    Meu nome é Luidi, sou tatuador, casado e temos duas filhas de dois anos e meio e um ano. Minha esposa é tb tatuadora e professora de inglês. diante de nosso perfil, quais as chances na Holanda?
    Obrigado, abraço!

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    • Oi luidi, eu não sei dizer na verdade... esse meio que é o ponto do artigo: não tem como saber a priori; a gente vai se preparando o melhor possível, se dispõe a sair da zona de conforto e usa o jogo de cintura para lidar com o que vier. Sucesso nunca é garantido, e cada história é única. De toda forma, desejo tudo de bom e que seja como for, as coisas dêem certo pra vocês. abraço

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  37. Ducs, como sempre mais um artigo incrível sobre sua visão de mundo e descobertas. Adoro ler seus posts e aprender com eles. Parabéns pela coragem de enfrentar o desconhecido, por se reinventar a partir dele e pela linfa família que formou....Feliz Ano Novo pra vocês!!

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  38. Ola
    Ameiiiiii esse textooooo . Moro no exterior ha 7 Anos e vc descreveuuuuu o que passo e passeiiii . Embora , casada com um native .. Creio eu Mais "punk " ( relacao ao choque cultural ) .. As diferencass nao Sao Tao grandes .
    Hoje , percebi o quanto me afastei e mudei em um giro de 360 graus . Facebook, Instagram. Whatsap .. Qualquerr technology que eu use para ; ou por manter contato com amigos e familiares ou por outras razoes .. Nao tem Mais " graca " , posso dizer assim . Saudadessss as vezes mata , mas a convivenciaaaa diaria com o mundo real , eh bem Mais interessante . Eh aquela vontade de falar com o amigo de Anos que ficou no BR , nao acompanhaaaa Mais Seu raciocinio , sua energia , enfimmmm .. Acabo sentindo solidaoo. Ha sim comunidades brasileiras e tal , nada contra ao expatriatas Como eu .. Mas nao consigo me sentir em casa , finalidades .
    Sera que alguem ai entende o que eh quero dizer ?
    Amo minha decisao . Sair da Zona de conforto , foi a melhor coisaaaa que fiz nessa minha vida . Com 40 Anos to super feliz , so precisoooo mesmo eh desabafarrrr com pessoas que entendem a situacaoooo . Viverrrr no exterior eh questaoooo de coragemmmm e as vezes de dor .

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    • oi Juliana Fiori:
      Escrevi hoje para o Daniel falando da experiência dos meus pais que imigraram para o Brasil. Embora aqui o povo seja muito acolhedor e nós da América do Sul mesmo ainda assim há choque cultural. E a solidão é certamente o maior impacto na vida de quem se aventura a viver para sempre em outro país. Há sempre o esforço para falar, vc não terá amigos de longa data e se portar como os demais cidadãos é impossível, vai contra a sua formação como ser humano, contra as primeiras informações que se recebeu em casa.
      Eu não tive coragem de seguir esses passos no exterior, porque quero continuar convivendo com meus poucos parentes. Convivência é o que cria laços afetivos e afeto é o que dá sentido à vida. Gostaria de ser menos apegada para me jogar no mundo, mas isso não me faria mais feliz. Depende de cada um.

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  39. Gostei muito do seu texto , já estive na colômbia , nicaragua , el salvador , gostei de esta neste países , eu tenho muito vontade de voltar a nicaragua , más pretendo fazer isto , quero viver neste pais pós me apaixonei pela cultura pelo povo seu modo de vida por tudo , graças ao seu texto aumentou minha vontade de ir viver fora do brasil , você esta de parabéns te desejo muitas felicidades na tua vida e de sua família !!!! .

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