Gravidez na Holanda: preparando a chegada do bebê

Nossa, já faz nove meses que a Carla engravidou? Rapaz, o tempo voou! Agora ela está com um barrigão enorme, andando que nem uma pinguinzinha na rua, sendo ultrapassada por velhinhos cansados, menininhas tímidas e um ou outro jabuti entusiasmado, e eu penso:

— Tá chegando a hora!

E tá mesmo. Esses nove meses foram de muitas descobertas porque, tipo, além de ser nosso primeiro bebê, é também uma gravidez fora do nosso país!

E isso faz diferença, sim? Muitos procedimentos, muito da cultura da gravidez é diferente, e aquilo que passamos a vida ouvindo e aceitando das nossas mães como parte da experiência de estar grávida, na verdade não é exatamente universal. Por "não é exatamente universal" quero dizer "ah, você TEM de ta de sacanagem comigo! E agora?"

Tudo bem, faz parte de aprender a viver em outro país, e justamente esse tipo de experiência é algo que nos atrai. A Carla relatou um pouco de nosso aprendizado em uma excelente entrevista pro Greetings From Holland, mas se você quiser ler também um pouco da minha visão do processo todo de gravidez na Holanda, o meu lado da história, vem comigo que eu vou contar como nós respondemos a esse "e agora?"

Barriga

Mas antes, uma palavra de aviso!

Essa é a nossa experiência. Nada, mas nada mesmo, garante que o que contarei aqui servirá pra mais alguém! Pode ser que sim, pode ser que não, e pra cada coisa que aprendi e comentei, juro, cada uma, eu ouvi alguém dizer "é, é, mas comigo (ou minha amiga/irmã/mulher/cunhada/etc) não foi assim!"

Não deve ter sido mesmo. Normal. Cada gravidez tem sua história. Tudo o que vou fazer é contar a nossa.

Como saber se está grávida: teste de farmácia

— E aí, veio?

— Ainda não.

— Deve ser nervoso.

— Ahã...

A gravidez foi planejada, decidimos tentar, mas transformar projeto em realidade sempre dá aquele frio na barriga. "Caraca, this is it! Quer dizer, será que é?"

Será? Eu tava em dúvida e o primeiro "e agora?" se apresentava. Putz, e eu lá sei eu como que descobre se a minha esposa tá grávida? Tem de esperar quantos dias? Tem teste de farmácia, mas qual comprar? Como funciona? Qu...

— Precisando de um teste de gravidez?

Pera, o quê? Essa era minha televisão, que, a propósito, quase nunca fica ligada a não ser pra mostrar filmes e jogos de PlayStation 3. Nesse dia por acaso estava no canal Nederland 1, e tava lá, bigbrothermente lendo meus pensamentos pra me vender algo. Era uma propaganda de teste de gravidez.

— No caso, dona TV, eu tô sim...

E por 30 segundos ela me mostrou didaticamente como funcionava e como seria muito, muito bom para mim comprar um teste da Clear Blue. Pra você ver o que a paternidade potencial (e a publicidade) faz, nem pensei "nossa, tô entendendo propaganda em holandês já" mas "bora pra farmácia".

Pra não ter perrengue da gente se atrapalhar com a interpretação de linhas, comprei o teste digital, que dá por escrito o resultado no visor.

Quando a Carla chegou em casa, seguiu as instruções e daí nós vimos o que era o tal "nervoso" que tava atrasando. Nervoso, é? Se prepara quiridão. Constava lá no teste, simples e definitivo:

ZWANGER

Grávida.

Yeah, Daniduc meu velho, this is fucking it.

Tentando confirmar a gravidez

Agora, veio o primeiro conflito da cultura brazuca com a holandesa. No Brasil, ou, vá lá, onde morávamos (parei de assumir que o que vale pra um estado vale pra todos, nem sempre é o caso), o negócio é sair correndo pra fazer um exame de sangue pra confirmar a gravidez, porque, né, quem confia em teste de farmácia?

Os holandeses, aparentemente. Mas me adianto.

Completamente ansiosos pra confirmar a grande novidade, a Carla ligou correndo pro nosso huisarts. Tem nada que ver com um pintor, arts em holandês é "médico". Huisarts quer dizer algo na linha de "médico da família" (huis quer dizer literalmente "casa"). O huisarts é a primeira linha de atendimento médico na Holanda.

Tá com problema de saúde? Aqui, nada de ir já ligando pra um especialista marcar consulta. Você tem seu huisarts, e é ele que te encaminha pra um especialista quando, e se precisar.

(Na teoria, ao menos. Há todo um sobrecarregamento do sistema médico holandês e às vezes os huisartsen parecem atendente de suporte da Net te impedindo de falar com técnico. Mas depende do caso.)

Então, a gente aqui é condicionado que, salvo caso de vida ou morte, tudo você liga pro seu huisarts. Daí, pensamos, confirmar gravidez igual exame de sangue, exame de sangue igual huisarts.

Agora, a gente tinha acabado de mudar pra Haia, ainda estávamos transferindo nosso huisarts de Amsterdam. O processo é teoricamente simples, mas Murphy, ou melhor a TNT, empresa de correios holandesa, deu aquela força e perdeu nosso dossiê que enviaram de Amsterdam à Haia. Dank je wel, TNT!

No fim, eu, pouco apavorado, fui pessoalmente até Amsterdam, peguei a po... droga do dossiê, levei até o novo huisarts em Haia e marquei uma consulta pra Carla no primeiro horário disponível.

Ops. Não era no huisarts

Chegando na consulta, fomos atendidos pela nossa nova médica. Mas nova mesmo. Quando entramos no consultório, eu tomei um susto. Era uma médica que tinha cara de... sei lá... 15 anos?

Meu primeiro impulso foi dizer pra ela "sua mãe sabe que você tá brincando de médica?" mas me comportei. Ela provavelmente era muito mais velha do que aparentava, ou então era uma criança prodígio. Anyways.

— Por que vocês dois estão aqui?

— Hã... eu acho que estou grávida.

— Parabéns. Mas por que vocês estão aqui?

Hein?! Porque... hã... COMO ASSIM?

Bem, nós descobrimos que na verdade, quando você faz o teste de gravidez e dá positivo, o procedimento correto não é ir pro huisarts. É ir direto pro profissional que cuida de gravidez na Holanda (já falo delas).

Mas, como assim, o teste é confiável? Não tem de fazer exame de sangue? — Inundamos a médica-prodígio de perguntas.

Sim, ela explicou, o teste é confiável. Ele é feito pra detectar a presença do hormônio da gravidez. Ele dá positivo quando tem um nível alto do hormônio.

E o exame de sangue detecta exatamente o mesmo hormônio, só que em quantidades menores. É bom pra detectar gravidez bem no começo, antes da data prevista da menstruação, por exemplo. O teste de farmácia é acurado no dia da data prevista da menstruação, mas se ele deu positivo é porque tem bastante hormônio, e o exame de sangue não vai ser mais preciso: se tem hormônio suficiente pro teste de farmácia dizer "é quiridão, bem-vindo ao time", então o exame de sangue é overkill.

Não precisa ir ao huisarts. Vá direto pra uma verloskundige.

Como, verlos...quem?

Profissional que acompanha gravidez e parto na Holanda: Verloskundige

A verloskundige é o que os ingleses chamam de "midwife". Em português a tradução literal seria "parteira", embora eu não goste muito do termo porque toda vez que eu falei que quem acompanha a gravidez e parto na Holanda é uma parteira eu me encrenquei.

Tive de explicar que "parteira" aqui é um profissional de saúde, faz faculdade de 4 anos, e não senhoras do século XIX com conhecimentos folclóricos sobre chás ou algo assim. Por isso, prefiro traduzir por obstetriz. A verloskundige não é formada primeiro em medicina pra depois especializar em obstetrícia: ela entra direto na faculdade pra obstetriz.

Se a sua gravidez é normal, sem risco, quem faz todo o pré-natal é a verloskundige (aliás, tô dizendo "a" verloskundige porque todas as que nos acompanharam eram mulheres, mas há homens também. O nome é neutro).

Então, quando o ClearBlue te dá a notícia que a dona cegonha tá aprontando a encomenda, a primeira providência é achar uma verloskundige, ou clínica delas, perto de você. Digo, em vez de sair correndo pra Amsterdam, pegar um dossiê que o correio perdeu e marcar uma consulta com uma médica com cara de nova demais pra saber de onde vêm os bebês, que nem a gente fez.

Pra achar uma clínica, você pode perguntar pro seu huisarts (foi o que fizemos), procurar no Google.nl (foi o que a huisarts fez pra nos responder) ou pode buscar no site da KNOV (Organização real Holandesa de Parteiras). Ou, claro, peça indicação pra amigas e colegas. Mas lembre-se: a verloskundige (ou clínica delas) deve ser perto da sua casa.

Profissional que acompanha gravidez e parto na Holanda: ginecologista

Ah, mas se a verloskundige determinar que a sua gravidez é de risco, por qualquer motivo, ela vai te encaminhar pra outro profissional, esse com formação em medicina e especialização em ginecologia (a verloskundige tem formação somente em obstetrícia).

O ginecologista (gynaecoloog) faz o pré-natal dos casos que requerem uma atenção diferenciada por motivos de saúde além da alçada da verloskundige, que acompanha somente a gravidez normal e sem complicações. Complicou? Precisou de algum procedimento médico (mesmo uma simples anestesia)? Agora é com o Gynaecoloog.

(Ok, eu tô simplificando aqui: essa é, de novo, a teoria).

Mas não foi nosso caso, com a gente foi com a verloskundige mesmo.

A primeira consulta

A primeira consulta é tranquila, ou melhor, tranquilizadora. O histórico da grávida é levantado (ela olha com frieza pro pai quando ele responde entusiasmadamente "na minha família não tem histórico disso não" e acrescenta: "eu quiz dizer ela"), o grau de risco da sua gravidez é determinado, o coraçãozinho do bebê é ouvido e...

OH! OH MEU DEUS! Os primeiros batimentos do BabyDuc que ouvimos! Oh! Oh!

Desculpem, desculpem.

*assooooooooa*

Foi um cisco que caiu no meu olho. Voltando.

Daí a verloskundige perguntou onde a Carla iria querer, em princípio, fazer o parto.

Onde ter o bebê: hospital, casa ou casa de parto

Já me perguntaram se na Holanda era obrigado ter filho em casa. Já se surpreenderam quando descobrem que você não pode escolher fazer cesárea. Já ouvi tudo que é tipo de coisa sobre isso na Holanda, e dá uma confusão danada. Vou contar as nossas escolhas.

Em primeiro lugar, nós gostaríamos de ter o parto mais natural possível. O que é uma sorte, porque a Holanda tem uma cultura muito forte de parto natural. Então, se a gravidez não é de risco, eles permitem escolher ter o bebê em casa, no hospital ou numa casa de parto (geboortecentrum).

Se a gravidez é de risco, você vai ter o nenê no hospital.

Se não é, pode escolher. Mas se você escolher ter o bebê no hospital sem motivos médicos, seu plano de saúde não irá cobrir todas as despesas (dependendo do seu plano). Se houver razão médica pra ter no hospital, até o plano mais básico cobre tudo. Se não, você tem de contratar um plano que dê cobertura completa.

E ainda há uma terceira opção, que é a casa de parto.

A casa de parto é tipo um hotel de ter bebê. Elas ficam ou muito próximas ou dentro de um hospital, e tem quartos preparados pro parto, alguns com banheiras, eles têm toda a infra pra um parto natural... é uma opção legal, se sua gravidez é sem risco e sua escolha é por parto natural (se você quiser uma peridural, por exemplo, aí precisa ser um ginecologista, e aí é hospital).

(Se você leu a entrevista da Carla, já sabe que nossa escolha é, a princípio, o geboortecentrum).

O primeiro ultrassom: 9 semanas

Certo, certo, então a Carla foi à primeira consulta com a verloskundige, ouvimos o tum-tum-tum indutor de pais babões, e agora, hora do primeiro ultrassom.

Aliás, aqui na Holanda, o ultrassom é feito, se tudo der certo, duas vezes. Se precisar mais, por um motivo qualquer, eles fazem, mas se nada justificar, são dois.

Sei que isso soa estranho pra um monte de gente (ao menos soou pra muitas pessoas que contei). No Brasil, pelo jeito, fazem-se muitos, muitos ultrassons.

Mas também tem de levar em conta que muita gente no Brasil vai em médico particular, pago ou não pelo convênio, e aqui na Holanda tudo isso que tô falando é saúde pública.

Então tem toda uma complicação de reembolso de convênio no Brasil que me leva a questionar se esses ultrassons todos são realmente, realmente necessários.

Por outro lado, muita gente questiona o inverso, se, por ser saúde pública aqui na Holanda, não estaria o governo dando aquele economizão e fazendo menos testes do que seria seguro?

De todas as formas, são dois, e o primeiro é com 9 semanas, ou ao menos o da Carla foi.

Eu não sabia se eles iam filmar, se a gente ficaria com uma lembrança, e na hora descobri que, não, eles não gravam. Daí me atrapalhei tentando pegar o celular, e no fim desisti porque o exame ia começar e eu não queria perder nada.

Lá estava, nosso BabyDuc, apenas comecinho de gente, implantadinho pra sua jornada, apenas um eco numa tela, mas claramente bebeforme, uma promessa de amor...

No fim das contas a técnica do ultrassom imprimiu uma imagem e, se na hora eu tava atrapalhado, no dia seguinte eu peguei a imagem do ultrassom e, de repente, caiu imensa e pesada a ficha de que eu iria ser pai, PAI, que minha criança estava no ventre da minha esposa, da minha amiga, namorada, amor, que...

...

Eu confesso que chorei desavergonhadamente, chorei solto, olhando sozinho aquela imagenzinha. Dessa vez, amigos, não era cisco nenhum.

Chorei mesmo.

O segundo ultrassom: 20 semanas

O segundo ultrassom é o que todo mundo quer saber. Os pais, porque nele se confirma que as coisas estão se desenvolvendo bem com seu bebê, e o resto do mundo (e às vezes os pais também) porque esse é o ultrassom que é possível detectar se é menino ou menina.

Nós queríamos saber, embora já estávamos decididos a não contar em público. Por quê?

Série de motivos. Um, porque isso é meio que o costume aqui na Holanda. Há uma certa superstição em falar o nome e o sexo do bebê. Pior que eu não sabia, e quando cheguei aqui na Holanda tinha uma amiga grávida (austríaca, mas casada com holandês), e eu ficava pentelhando pra ela dizer ao menos os nomes possíveis, pra guria ou guri. E ela, toda super educada, esquivava da pergunta e dizia "a gente não escolheu ainda..."

Quando descobri o costume holandês, morri de vergonha.

Outro motivo é que ultrassons se enganam, e não é raro. E não queríamos criar toda uma expectativa e tal, e dai se era um e não outro, aquela coisa...

E depois, vai, a gente curte fazer uma surpresa 🙂

Ah, e isso tem o efeito colateral de forçar a pensar criativamente: há muitas, muitas outras cores além de rosa e azul nesse mundo, cores lindas e super bebe-combinantes. Aliás decidi que eu não vou comprar nada rosa nem azul. Bebês podem ser amarelinhos, verdinhos, branquinhos, laranjinhas (own, o Dia da Rainha se aproxima!) e violetas e mais um monte de cores...

(Não tenho nada contra presentes, entretanto).

Mas enfim, o ultrassom!

Esse ultrassom foi tenso... a gente morrendo de ansiedade pra saber se estava tudo bem com o BabyDuc, e tal, e pegamos uma técnica de ultrassom muito figura. Ela é super calma e metódica, simpática pra caramba...

E ela ia falando tudo os termos técnicos na maior calma...

— Aqui temos os sneveres parietofrontais: um... dois... três... é, são três...

...e a gente prendendo a respiração, ficando azul, verde, roxo...

—...que é normal...

— UUUUuuuUUuuufs...

— E depois o buvers centroveitricular... que está bem redondo...

Púrpura, amarelo...

— ...como deve ser...

— UuuuuFFffssss...

E assim fomos, até ouvirmos que o BabyDuc tinha todos os snevers e buvers nos números e formatos certos...

E isso é o que importa!

Preparando o ninho: Kraampakket

Uma peculiaridade aqui na Holanda é que os planos de saúde, ao invés de não quererem nada com você porque você está grávida, disputam o seu dinheiro. Tem diversos, oferecendo um monte de vantagens pra família que vai crescer.

E você pode trocar de plano no meio da sua gravidez, se você estiver grávida no fim do ano, que é a única época em que todos podem trocar de plano de saúde.

Uma das vantagens que os planos de saúde oferecem pra atrair as grávidas é cobrir o kraampakket! Ahá! Qué isso?

É um pacote que seu plano de saúde manda contendo diversas coisas que você irá precisar pro parto. Coisas tipo álcool 70%, bandagens pro umbiguinho, absorvente pra mamãe (uns grandões, que nem vende em farmácia), gel pra higienizar as mãos dos papais, protetor de colchão (pra por quando dá 37 semanas de gravidez: a bolsa pode estourar e você quer preservar seu colchão, né?) e, claro, ítem essencial pra higiene do bebê, um balde.

Hmmmm... um balde... ceeerto.

Então, acontece que aqui na Holanda foi inventada a prática de lavar bebês em baldes. Sério! Mas não é tão bizarro como soa, na verdade.

A idéia é que o bebê se estressa menos porque fica numa posição que lembra a fetal, e a água fica morna mais tempo. A marca mais famosa é a TummyTub, mas em princípio não precisa ter balde especial não. E o nosso kraampakket veio com um balde de lavar neném.

Own.

Mas enfim, eu sei que no Brasil o balde fez até um certo sucesso, e saiu até no programa da Ana Maria Braga, embora aqui na Holanda ele seja mais usado e recomendando pra bebês pequenos, de até seis meses.

Ah, sim: o balde veio no nosso kraampakket, mas desconfio que não é em todo pacote que vem não.

E, hã, eu e a Carla compramos uma banheirinha também, claro! 🙂

Balde holandês pra dar banho em bebê: Tummy tub
Vem com instruções!

Kraamzorg: agendando a chegada da fada madrinha

Kraamzorg é uma coisa muito holandesa e todo mundo elogia. Ela faz parte do sistema holandês de cuidado pós-natal.

É uma enfermeira/ajudante que vem na sua casa (ou no geboortecentrum) e sua tarefa é ensinar e ajudar com o bebê. Elas podem dar uma força na casa com coisas leves, como fazer um rango, dar dicas de amamentação, se precisar dar uma olhada nos irmãozinhos, coisas assim. elas vêm na sua casa por uma semana (mais ou menos: o tempo varia com seu plano, necessidade e outros fatores).

Eu ainda não posso falar sobre elas como experiência pessoal — isso é pra depois do parto — mas agora, no fim da gravidez, é hora de agendar um kennismaken, uma entrevista de apresentação com a organização de kraamzorg que irá te atender.

Veio aqui em casa uma pessoa, muito simpática, levantar nosso perfil. Queriam saber o que estava pronto pro bebê e o que não estava, fez um monte de perguntas do que a gente já tinha, orientou a pegar o que não tinha, descobriu que a gente tem gatos, que não tinha outros filhos, e mais um monte de coisas.

Com isso, ela irá selecionar uma kraamzorg pra vir nos dar uma força nos primeiros dias de BabyDuc.

Não sei como será nossa experiência, mas a princípio acho muito civilizado!

Curso de parto em Haia

Ah, sim, e nós fizemos um curso de parto. Foi bem legal, a gente aprendeu muito!

Aprendemos sobre o processo do parto, aprendemos sobre coisas que são normais e não são, aprendemos técnicas de massagem, técnicas de alívio da dor, posições e mais um monte, um monte de coisas!

E, sim, estamos aprendendo holandês, mas nessa hora crucial, bora pra uma língua que a gente já domina, então o curso foi todo em inglês. Uma colega nossa até era holandesa ("it's ok, it's allowed to be Dutch here" disse nossa professora), com marido australiano, mas de resto éramos todos expats, professora inclusa.

Eu recomendo bastante, se você estiver que nem nós, assim, esperando bebê em Haia. Chama Great Expectations.

Reeeeta final!

E agora está chegando a hora. As consultas com a verloskundige, que eram espaçadas, a cada mês, foram pra cada 3 semanas, reduziram pra duas, e agora estão já semanais, ritmo que ficará até o BabyDuc dar o ar da graça.

Ah, mas eu sei que não abordei um monte de coisas, e muita gente está curiosa pra saber sobre o parto, como é, como não é na Holanda, e por aí vai. Mas o parto será outro artigo!

Nesse eu foquei somente no processo da gravidez na Holanda, e deixei de fora o parto de propósito. Mas fique acompanhando o Ducs que contarei depois que tivermos passado pela experiência!

É a nossa experiência

Não custa lembrar: essa foi a nossa experiência! Nem todo mundo tem a mesma só porque tá na Holanda. Na Holanda, como em qualquer lugar, tem profissionais bons e profissionais ruins, cidades com mais infra e com menos, procedimentos variam entre lugares, cada gravidez tem sua história. Não quis dar aqui um relato completo, falar de todos os casos e possibilidades, mas dizer como foi conosco.

E a sua como foi? Conte aí pra gente nos comentários, diga o que achou curioso, diferente, o que achou legal, dê uma força, faça parte da nossa corrente!

BabyDuc a caminho...

Fontes e referências

Maternity matters – What to expect in the Netherlands. IN: Expatica.com
Verloskundige. IN: Wikipedia em NL
Advantages for the baby. IN: Tummy Tub
The Tummy Tub, Dutch for 'Baby Bucket'. IN: daddytypes.com
Experiência pessoal e amigos e amigas que muito, muito nos ajudaram e ajudam nessa jornada. Vocês sabem quem vocês são. Meu MUITO OBRIGADO!
Since many of those friends can't read Portuguese I'll repeat this in English: To all the friends who gave and still give us invaluable help, our THANK YOU. You know who you are.

Ingressos pra atrações em Amsterdam

Um jeito bacana de retribuir o Ducs e ainda se dar bem é comprar ingressos online comigo. Assim você evita ficar tomando vento em fila quando você devia estar passeando… e me dá uma força preciosa!

Dá uma olhada na página de ingressos do Ducs Amsterdam

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Reserva um hotel bacana aqui em Amsterdam!

Eu escrevi um artigo com muitas onde ficar em Amsterdam.

E se você fizer sua reserva através dos links do Booking aqui no Ducs, eles repassam uma comissão pra gente (ao mesmo tempo que você paga menos pelo hotel).

Então é uma forma de apoiar o Ducs em Amsterdam e ainda descolar um lugar legal, ter suporte em português e pagar menos! :) Todo mundo ganha!

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