7 Golpes e ciladas em cima de turistas na Europa

Uma das primeiras coisas que dançam quando você vai visitar um lugar novo é a ilusão de que ele é totalmente perfeito. Cada lugar tem suas armadilhas, e ser turista não te coloca na posição mais confortável do mundo pra escapar delas. Ao contrário, você está num ambiente estranho, novo, fascinante (muitas coisas pra absorver sua atenção), e isso é como mel pra atrair ursos (bem mais perigosos do que moscas).

Existem muitos perigos em uma cidade, mas turistas são um grupo alvo perfeito pra uma ameaça em específico: o conto-do-vigário, golpes e ciladas montadas justamente pra se aproveitar de sua posição vulnerável de peixe fora d'água, armadilhas que raramente um local embarcaria.

Andando pela Europa, encontrei diversas. Algumas me custaram algum stress pra me livrar, mas outras passei bem ao largo, pois já estava avisado pelas minhas leituras. Espero aqui retornar o favor e ajudar a tornar sua viagem um pouco mais segura.

(Se você está vindo para Amsterdam, o Ducs oferece serviços totalmente confiáveis para você evitar roubadas!)

1. Anel em Paris

Seguinte, esse golpe eu vi em ação na Ponte Alexandre III. É, aquela lindona que sai direto em cartão postal. Essa:

Ponte Alexandre III - Paris Ponte Alexandre III - Paris

Você tá lá, clicando a deslumbrante vista e chega um cara do nada. Ele se agaixa perto de você e pega algo no chão. É um anel. De ouro! Oh!

— Esse anel é seu?

Não é. Será ouro mesmo? O cara não parece ter muita grana, mas oferece pra você ficar com o anel. A idéia é que você dê uns trocos pro cara — tipo, uns €10,00. O anel vale muito mais, certamente. Né? Uma pena que alguém tenha perdido, mas você não está fazendo nada de errado e tal. O cara provavelmente não conseguiria vender tão fácil, e ele precisa mais do cash do que de um anel.

CILADA!

Logicamente que o anel é falso e logicamente que ele quer te vender uma quinquilharia que deve valer uns €0,50 por dez pilas. Está jogando com a ganância e senso de oportunidade que é a base de tanto conto-do-vigário. Quando o cara me abordou (pode ser mulher, também, pelo que li), eu não conhecia o golpe e parei pra entender o que estava acontecendo

(Eu sou um que para praticamente toda vez quando falam comigo, porque a pessoa pode estar precisando de ajuda, honestamente. 98% das vezes é roubada, alguém pedindo dinheiro ou falando merda, mas às vezes não. Ontem, por exemplo, aqui em Haia, um tiozinho polonês me parou. Tinha todo jeito de que queria me pedir grana. Mesmo assim, parei. Ele não queria dinheiro. Estava perdido e não falava inglês. Tinha o endereço de um hotel. Indiquei o caminho pra ele. Esses 2% sempre fazem valer a pena pra mim. E, antes que perguntem, sim, eu parava muitas vezes em São Paulo também — quando não era obviamente uma roubada — e, sim, fui assaltado. Sou um otário persistente).

Enfim, niqui o tio me abordou e começou a aplicar a rotina do anel, a Carla, zupt, meu anjo da guarda e esposa amada, colou em mim e disse "roubada, vamos embora". Segui o conselho e saí. Ficamos, depois, em um canto da ponte, observando o modus operandi do meliante. O método de vender o anel (e quem se ferra é quem recebe, vejam vocês só) ficou claro pra nós. Procurei depois online e confirmei o golpe. Eu deveria ter desconfiado de cara: um parisiense falando inglês, magina. (Piadinha, não levem a sério).

Pont Alexandre III - Paris
Em compensação, me diverti fotografando por lá

2. Escadaria da Sacré-Cœur, Montmartre, Paris

Ê Parri, linda, problemática e apaixonante. Mais uma da segunda cidade mais bonita que eu conheço (ah, vai, cês sabem que eu sou parcial por Amsterdam). Essa foi nas escadarias que levam pra Basílica de Sacré-Cœur, no Montmartre. Aos pés dela fica uma multidão, mas uma multidão de ambulantes. A idéia é abordar os turistas e vender uma fitinha que, segundo eles, é pra "ajudar" a Basílica. Cof. Tá, sei.

O problema é que os caras são meio agressivos. Por "meio agressivos" quero dizer bastante agressivos. Eles já chegam querendo pegar seu pulso, falando inglês, ops, "inglês", abordando de turma. Eu cheguei e foi como sardinha em tanque de tubarão: eles fecharam em mim.

Eu disse "no, thanks"

"It's not for me, it's for the church."

"No, thank you!" — já saindo andando. O cara pegou no meu ombro, pra me impedir. Tive uma reação instintiva e bati na mão dele, tirando-a na hora e gritei:

- DON'T TOUCH ME, SIR!

Juro que falei sir. Dica: quando quiser ser ameaçador, não seja polido. Mas eu não tava pensando muito. Recebi como resposta:

- FUCK OFF, ASSHOLE!

Respondi algo nas mesmas linhas e saí dali, bufando. Mas não me incomodaram mais. Da Basílica, voltei por outra parte, saí a passear pelo Montmartre e não desci de novo as escadas.

O Conexão Paris (que recomendo) tem um artigo sobre esse golpe das escadarias da Sacré-Cœur.

Sacré Coeur

3. Pombos na Piazza del Duomo, Milão

Tá, vamos sair um pouco de Paris. Essa foi em Milão. A primeira atração da cidade que fomos ver foi Il Duomo, ou seja, a Catedral de Milão. Essa catedral me deixou tamanha impressão que escrevi um texto inspirado por ela. É impactante.

Chegamos de manhã, e a praça estava praticamente vazia. A Catedral brilhava, linda, linda. Imediatamente chegou um cara, pegou meu pulso (isso aconteceu antes do lance em Paris — talvez por isso eu já tivesse mais ligeiro por lá) e encheu minha mão de milho. Enquanto eu ainda estava estupefato, ele levantou minha mão. A idéia é atrair os pombos pra comer na sua mão e depois te perturbar até você dar alguma grana. Eu sei de gente que deu, depois, só pro cara parar de importunar.

Eu tive mais sorte. Eu tenho a Carla.

De novo ela veio muito rápido, me pegou pela outra mão, enquanto dizia "no, no" pro cara e, antes que ele ou eu pudéssemos ver o que rolava, estávamos longe. Você deve estar se perguntando se é seguro eu andar sem supervisão adulta e como eu conseguia voltar pra casa antes de conhecer a Carla. Eu me pergunto isso também, às vezes.

De qualquer forma, o incidente foi logo superado e continuamos a apreciar Milão, que é uma cidade subavaliada pelos turistas.

Duomo di Milano - por do sol
Tenho culpa de ficar encantado?

4. Ciganas em Berlim

Esse foi um que passamos longe porque já havíamos lido sobre. As ciganas (ou, enfim, mulheres que se vestem como ciganas) ficam esperando perto das grandes atrações turísticas e estações de trem. Ao ver um turista trololó, elas aplicam a frase típica:

— Do you speak English?

Se você responde sim, elas vêm com um papo-aranha de que precisam dinheiro pra voltar de trem pra terra/país delas, que isso e aquilo. Mas, como disse, elas nem chegaram a desenvolver. Ignoramos e continuamos nosso caminho, ouvindo os chamados de "hablas espanhol? Parlez-vous Français?". Acho que eu devia ter respondido em holandês, só pra assustar. Funciona melhor que Klingon, dizem.

Berlim
Reflexões sobre Berlim...

Tá indo pra Berlim? Eu contei a história e o roteiro pra ver o que resta do Muro de Berlim. E tem uma página indicando meus artigos sobre Berlim.

5. Mulher com abaixo assinado em Barcelona

Essa foi em Barcelona. Uma mulher aborda você, em inglês, e começa a elaborar sobre um abaixo assinado. Ela não quer dinheiro, veja só, apenas que você apoie uma causa super válida, daquelas que todo mundo é a favor. Enquanto eu ouvia a explicação e tentava dizer que não, eu não daria meu endereço e outros dados pessoais pra uma desconhecida, me achando muito ligeiro e malandro por isso, veio, adivinha, a Carla me resgatar ("Quando não vejo o Dani por 3 minutos seguidos eu já desconfio se ele não está encrencado").

Depois li numa notícia que a pessoa não está interessada em seu nome, telefone ou outros dados, mas em te entreter tempo o suficiente pro comparsa vir e bater a sua carteira. Depois, um amigo nosso contou que aconteceu isso com ele — ele teve a carteira batida.

Yeah, a Carla me salvou de novo.

Rambla del mar Barcelona
PEGUEM AQUELE POMBO! La Rambla del Mar, Barcelona

6. Senhor da passagem de ônibus em Genebra

Esse eu não tenho certeza de como funciona o golpe até hoje — ou sequer se é um golpe. Foi assim:

Havíamos acabado de chegar em Genebra. Depois de horas procurando terminal de ônibus (duh, é na parte de cima do aeroporto: tem de subir as escadas), finalmente achamos. Quando chegamos no ponto, fomos comprar o bilhete na máquina. Veio um senhor de idade oferecer ajuda. Recusamos. Né? Sei como é, eles vêm pedir ajuda e depois cobram uma "taxa" e tal.

O senhor, muito educado, disse que não queria dinheiro de nós. A máquina aceitava moedas de franco, Vocês têm moedas de franco?

Não tínhamos.

Oras, que coisa, o senhor tinha um cartão que habilitava comprar a passagem. E não, ele não iria cobrar nada por isso. Deixou que examinássemos a tarifa impressa na máquina. Disse que só queria ajudar. Se déssemos o dinheiro, ele tirava as passagens pra gente e ainda nos dava o troco certinho.

— É importante não pagar a mais pela passagem. Tem de pagar o preço certo! — ele disse.

Olhamos. Estávamos com mochilas, cansados e o ônibus já ia sair. O terminal do aeroporto ficava a uma caminhadinha.

Aceitamos.

Ele cobrou o preço certo, nos deu o troco certo. As passagens eram válidas. O motorista ignorava solenemente o senhor.

Assim que compramos as passagens, ele passou a ajudar outro casal perdido.

Eu fiquei matutando muito tempo pra entender. Pode ser que o senhor tenha direito à passagens ilimitadas, por qualquer motivo, e esteja revendendo-as — o golpe seria na empresa de transportes da Suíça e não em nós. Eu não tenho prova alguma disso. Se tivesse me ocorrido isso, provavelmente eu não teria comprado as passagens com ele. Na hora, ele pareceu uma pessoa querendo ajudar. Foi a única vez em que o vimos. Se um dia eu voltar à Genebra, certamente não comprarei dele e levarei o dinheiro já trocado, em moedas. Talvez seja uma boa idéia você fazer o mesmo.

Leia sobre nossa viagem pelo Lago Genebra!

7. Conta do hindu em Amsterdam

Opa, como poderia terminar sem uma de Amsterdam? Esse golpe eu só vi uma vez mas, como vocês jovens descolados dizem, fica a dica.

É assim: vem um senhor com cara de hindu. Daqueles de turbantão, manto, pontinho na testa, barba, pacote completo. Ele aborda você e começa a aplicar um chaveco elaborado de como ele lê as linhas de seu rosto e vê sua aura e sei lá eu que mais. Que como você terá sorte em sua vida. E como ele é um sarcedote hindu que tudo sabe, tudo vê (ou algo assim). E suas linhas aurais projetam poder astral e tudo. E tal. E te oferece uma conta.

É, uma conta de colar, dessas de bijuteria. Ele diz que é do templo dele na Índia. E o Universo e o Paulo Coelho conspirarão por você (dinheiro não, entretanto).

Bueno, aí vem a mesma rotina do Anel de Paris: que o templo dele está em dificuldades (segura na sua mão e olhar penetrante) e precisa da sua ajuda e que o quê você puder contribuir (só isso? Não, não, isso é muito pouco, estamos em sérias dificuldades) e...

Enfim, uma hora você pode ficar tentado a ceder uma grana pro cara parar de recitar platitudes sobre o universo. Separe-se de seu dinheiro ou do hindu (o dinheiro oferece menos resistência, e essa é a fonte do sucesso do hindu). Aviso: moedinha de um não funciona.

Bônus: junkies em Amsterdam

Bem mais comuns do que o hindu, são os junkies em Amsterdam. Eles abordam em inglês pedindo uma moedinha. Pode ignorar com segurança. Se quiser pagar de local, diga "nee" ("não", em holandês. Soa como "nei"). Eles raramente insistem, e raramente são agressivos. Um "no" em geral os afasta.

(Descubra mais um monte de Dicas sobre Amsterdam.)

Não deixe isso estragar sua viagem

Ninguém gosta de problemas, muito menos eu. E eu vou ser o primeiro a dizer que a Europa não é um paraíso na terra — eu moro aqui e sinto muito de seus problemas na pele. Como eu disse no começo, ir a um lugar é um bom jeito de destruir a imagem perfeita que se tem dele.

Mas isso não é necessariamente ruim.

As cidades não são parques de diversões, mundos de fantasia onde tudo funciona, habitado apenas por clientes e gnomos cujo único desejo é servi-los. As cidades são o resultado de gerações e gerações de pessoas vivendo juntas, criando através dos tempos um organismo vivo.

E se tem uma coisa que aprendi na faculdade de Biologia, é que seres vivos são barulhentos, fedidos, sujos, perigosos e inerentemente imperfeitos. E, até por isso mesmo, também fascinantes.

UPDATE: Leia os comentários. O pessoal deu dicas de outros golpes. Estão bem legais.

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42 comentários em “7 Golpes e ciladas em cima de turistas na Europa”

  1. Esse do golpe do abaixo assinado eu vi em Paris na Garu du Nord.
    Eu achei suspeito e fugi, imaginei que seria golpe mas não entendia como.

    Outro que tentaram me aplicar foi em Atenas, um cara simpático pede para tirar foto dele e começa a conversar e te chama para beber em um bar que ele conhece... Ai não se o final ele iria embora sem pagar ou é igual daquela serie Scam City (que tinha muita coisa falsa) que os cara te cobram um absurdo e se não pagar, vc ganha uns hematomas

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  2. Que triste, vc escreveu esse post em 2010, retornei ontem de Paris (2017) e vi os dois golpes acontecerem inclusive o do anel comigo, não caí (uhuuu)

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  3. Boa tarde! Depois de Amsterdam, faremos um cruzeiro, talvez você possa nos dar alguma dica de alguma agência de turismo ou particular que possamos fazer um passeio de um dia em Estocolmo, 2 dias em São Petersburgo, seria ótimo, pois nosso inglês não é muito fluente e passeios com o navio são extremamente caros. Agradeço muito a gentileza.

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  4. Já dizia o ditado: quem avisa, amigo é. Golpes existem em todos os locais do mundo e, por isso, adoro esse compartilhamento de informações entre viajantes.

    Em Buenos Aires, na Argentina, caímos em um dos golpes mais comuns: o da nota falsa com os taxistas. Era tarde, estávamos voltando de Puerto Madero para o nosso hotel no Microcentro e, mesmo tendo lido muitos relatos na internet, pegamos o táxi sem nos darmos conta que não tínhamos notas pequenas para pagar com a quantia exata da corrida. Resultado: ele nos deu o troco com uma nota falsa. Foi o caminho inteiro conversando, dizendo que já tinha ido ao Brasil e etc, só para se fazer de amigo e bonzinho.

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  5. Oi Dani, a ideia é ir passar Natal e virada do ano no frio. Saber porque o Papai Noel usa aquela roupa tão quente. Rsssssss O roteiro é Munique, Berlim e Amsterdã, ou Munique, Praga e Amsterdã. Dá pra curtir bastante, mesmo com o friozão?? Probabilidade de neve é grande?? Média de 3 dias em cada cidade. O que vc propõe pra aproveitar bastante?? Cláudia

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  6. Como não achei o golpe em que caí vamos lá: foi numa loja de shopping no Paraguai mas deve servir pra aqueles lugares meio suspeitos ou camelôs, por exemplo. Pra não entrar demais nos detalhes, fomos comprar um videogame e uma maquina fotográfica. Pesquisamos por tudo até cair ali. Olhamos o produto, pagamos, fomos retirar no pacote e o homem (brasileiro) disse que lamentava mas teria que ir buscar o tal videogame com a tal configuração no depósito e iria demorar. Dissemos que esperaríamos e ele ficou olhando com uma cara debochada e não se mexeu mas ofereceu outra coisa, que na verdade era praticamente o que havíamos comprado, por um preço maior. Não teve como sair dali sem essa última "oferta". Nos custou a máquina fotográfica. Resumindo: pra tentar minimizar dê o dinheiro exato. Depois que o dinheiro tá na mão do cara só rezando pra Jesus!

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  7. Boa noite, Ducs!

    Vou para Amsterdã no Natal esse ano. Estou com duas opções de hospedagem pra ficar. Uma é próxima ao Vondelpark e outra fica fora do centro da cidade (em Schiphol). Com relação a conforto, acho a de Schiphol melhor. O que ocorre é que a em Schiphol é 12 euros mais barata. Qual tu indicaria? Tu acha que gastarei com transporte mais do que 12 euros pra me deslocar pro centro ficando na de Schiphol? Mesmo que eu fique na perto do Vondelpark, mesmo assim gastarei com transporte? E qual é melhor devido aos deslocamentos. Enfim, o que tu sugere?

    Agradeço desde já!

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    • Oi Arthur,

      No seu caso vou dar uma resposta bem pessoal, realmente a minha opinião. Se a diferença é de apenas 12 euros, a não ser que vc faça muita questão de conforto, eu ficaria perto do Vondelpark. Você vai estar exatamente onde tudo acontece, poderá fazer muita coisa a pé e acaba sendo muito mais confortável do que ter de se deslocar para Schiphol toda vez para voltar pra dormir - Schiphol é basicamente uma cidade dormitório.

      Desculpa a invasão... mas não resisti à uma resposta pessoal nesse caso!

      abraços,

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  8. Oi
    Gostei das dicas
    Sou uma senhora de 66 anos e vou viajar com minha irmã pra Amsterdam em outubro/16
    Morei no RJ e atualmente moro em New Zealand. Aqui me sinto bem segura apesar de tb ter alguns golpes e assaltos, mas bem poucos.
    Muitos dos golpes eu já tinha lido sobre eles. Achei bem interessante relembrar, kkkk
    Vc pode nos dar uma dica de hotel de bom preço, limpo e bem localizado?
    Eu muito interessada em visitar o Anexo Secreto de Anne Frank.
    Como posso comprar um ingresso de sênior para nós duas.
    Agradeço antecipadamente

    Responder
  9. Ah, uma variante do golpe da fitinha é a de "escultura" com folha de palmeira (?!) e a tatuagem de henna "de graça", em Arraial d'Ajuda....

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  10. Bom, não foi muito golpe, talvez tenha sido mais assédio mesmo.
    Em Zürich, naquela pracinha do cais do lago (Limmatschiff) um senhor beeeeem senhor me abordou (eu estava sentada fazendo um lanchinho). Disse (em inglês, depois de eu dizer que não falava alemão) que eu tinha cara de latina, que ele falava espanhol pq já morou na Espanha.... Aí eu falei que não falava espanhol e fechei ainda mais a cara. Ele falou mais algumas coisas que eu não prestei atenção pq só pensava em sair dali... Eu disse tchau e percebi à distância que ele ainda estava atrás de mim... Peguei o celular e fingi uma ligação, indo pro ponto do tram.
    Em Stuttgart, na Koenigstrasse, indo pegar o trem pra ir embora, um cara me abordou em inglês e veio com aquele papinho de que eu muito linda, etc. Aí eu fui me esquivando dizendo que estava atrasada e ele disse que era grego, que queria saber de onde eu era... Aí eu fechei a cara, falei que era noiva e fui saindo. Então ele deu um tapinha no meu bumbum! Dei um chilique e o pessoal do posto de informação veio me acudir. Acabei não chamando a polícia pq o cara sumiu na multidão.

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  11. Junho 2015 - Aeroporto Internacional de Ezeiza - Buenos Aires - Golpe do "Peguei a mala errada"

    Estava chegando à esteira para buscar minha mala quando vi um cara passando com uma mala MUITO parecida com a minha. Como minha mala é bem genérica, comprada no Carrefour, prata e grandona e não tinha nada excepcionalmente especial nela (fitinhas, adesivos, etc) tentei enxergar o cadeado. Como não consegui mandei meu marido correr até o homem e olhar de perto. Num é que o sujeito estava levando MINHA mala embora? O cara deu uma desculpa qualquer e/mas ficou pela área. Eu avisei ao funcionário da Gol, pois achei muito suspeita a atitude, já que ele não voltou para esteira nenhuma e não foi falar com o funcionário.

    Meu primo é piloto e por coincidência viemos no voo que ele pilotava, então ao pousarmos, ficamos alguns minutinhos a mais dentro da aeronave nos despedindo e quando chegamos para pegar as malas já não tinha quase ninguém na esteira. Eu creio que o cara fica esperando para 'catar' bagagens 'sem dono'. Como hoje em dia ninguém olha os tickets das bagagens na saída, fica muito fácil alguém levar uma bagagem que não lhe pertence. (E sinceramente, eu fico meio 'p' da vida que com tanto código de barra e scanner ainda não inventaram uma maneira de voltar a conferir esses tickets.)

    Então é sempre bom dar aquela personalizada na mala que aí o golpista não pode dizer que se confundiu e não demorar muito para chegar na esteira.

    No mais obrigada pelas dicas. Vou viajar pela Itália com minha mãe e irmã e embora eu seja meio naturalmente paranóica no extrangeiro, sempre é bom saber mais. kkk Me disseram que em Nápoles devo ter cuidado com criançinhas que correm para te abraçar, são trombadinhas.

    Ps. Acho que o velhinho deve receber algum tipo de VT e revende que nem o povo faz aqui kkk Dinheiro preso em cartão para quem não tem utilidade não é dinheiro né?

    Responder
  12. Olá!
    Passei por esse golpe da escadaria Sacre Coeur mês passado mas não tinha lido nada a respeito dele. Colocaram no meu pulso, disseram que era presente, eu não tinha dinheiro e sugeri dar umas moedas, o ambulante me arrastou para o muro, abriu a carteira e queria me obrigar a dar à ele 5 euros. Eu falei que não tinha e subi correndo para igreja assustada.
    Na hora fiquei muito brava comigo mesma por ter me permitido cair nesse golpe. Mas logo me perdoei e fui curtir a igreja, mas depois disso eu fiquei esperta e soube me desvencilhar do golpe das ciganas em Florença e dos vendedores de rosas no parque Vila Borghese em Roma.

    Responder
  13. Olá Daniel, estou viajando agora em agosto para Londres, com conexão em Amsterdã (5h). Viajo com minhas filhas de 13 e 15 anos e falamos pouco o inglês. Gostaria de receber dicas sobre como podemos conhecer a cidade neste espaço de tempo. Existe um citytour saindo do aeroporto? Gostaríamos também de conhecer a casa de Anne Frank. Enfim, aproveitar ao máximo o passeio enquanto esperamos o voo para londres. Agradeço, desde já sua atenção e parabenizo pelo excelente trabalho. Um agrande abraço, Ana Paula

    Responder
  14. Também passei por essa da rosa em Roma com minha esposa e também de lenço. Tive quer ser grosso e quase jogar a rosa.

    Responder
  15. Sou professor de Escola técnica - agrícola, estou indo com dois alunos apresentar trabalho em olympiadas - INESPO no fim do mês de maio. Gostaria de receber dicas de q olhar na Holanda.

    Responder
  16. Ola Daniel.
    Adorei suas dicas.
    vou está em Amsterdam em agosto e desejo adquirir ingresso.
    saber como e onde alugar bike por um bom preço.
    Um abraço.
    Luiza.

    Responder
  17. Oie!!! Resolvi escrever aqui pq acabei de cair num golpe aqui na europa e acho bom passar a experiência para ninguem mais cair...e não estava ai na sua lista! Foi em Brugge, na Bélgica, cidade mais pacata possivel! Estava passeando com meu marido e distraídos tirando fotos, estávamos perto de uma esquina, veio um cara estranho pedir informação, meu marido, como ele sempre faz, ignorou e comtinuamos andando....o cara veio atras e insistiu com mapa na mão fazendo perguntas e dizendo que estava perdido. Nesse segundo vieram outros dois caras, imensos, com "credenciais de policia" perguntando pq estavamos ali falando com aquele cara, que ali era um ponto de trafico de drogas e ja estavam há muito tempo olhando aquele cara que seria um traficante (tudo parte do teatro). Imprensatam nos tres na parede e Comecaram a revistar o cara e supostamente fingiram achar "droga" no bolso dele. Começaram a nos revistar, pediram passaporte, perguntaram lnde estávamos hospedados e qnd abrimos a famosa bolsinha de cintura que nós brasileiros usamos, pra pegar o passaporte, eles meteram a mão e pegaram tudo que estava dentro, inclusive o dinheiro. Abriram a sacolinha onde estavam o dinheiro e olharam o passaporte. Supostamente devolveram a sacolinha do dinheiro e o passaporte e mandaram a gente guardar tudo pq ali era muito perigoso. Estavam gritando e bem rispidos....ficamos apavorados, até pelo clima de tensão e terrorismo que o país estava vivendo...se o tak cara estava com drogas mesmo imagina se cismassem q estavamos com ele....mas na vdd os três estavam juntos no golpe. Logo após revistarem nossa bolsinha da cintura, sairam carregando o cara, fingindo q ele estava preso e liberaram a gebte. Na mesma hora me dei conta q eatava alguma coisa errada pq nao revistaran minha mochila....paramos pra contar o dinheiro e vimos que tinham roubado metade do dinheiro, uma quantia grande. Fiquei atrasada de cair nisso...ja fui a Paris e escapei de todos esses golpes descritos...moro no Rio de Janeiro, uma das cidades mais perigosas do mundo e vim ser assaltada aqui. Na hora o desespero foi tao grande qje nem reparei q estavam sem farda de policia...mas mostraram credenciais...fiquei apavorada de realmente o outro cara ter colocado alguma coisa na nossa bolsa sem eu ver enquanto pedia informacoes, mas na vdd os três estavam juntos....uma sensação horrivel de pânico e revolta...agora estamos seguindo a viagem pra Amsterdã sem dinheiro nenhum quase e com medo de tudo! Enfim, fica a dica pra ninguem cair mais nisso!

    Responder
  18. vc eh realmente uma figura! Faça uma gentileza a humanidade e conte suas aventuras divertidissimas em um livro! Adoro ler suas historias!!!

    Responder
  19. Em Florença tem o mesmo golpe do abaixo assinado, eu já me achava descolada por não ter caído em nenhum golpe em Paris. Eram várias meninas, tinham mesa montada com fotos e vários "artigos" e elas diziam, inclusive em "português" pra quê servia o abaixo assinado, que elas eram ex drogadas e a menina que falava o tal português me convenceu pelo bom humor, dizendo que hoje em dia só era viciada em chocolate, por que ninguém é de ferro. Isso foi bem perto da estação Santa Maria Novella.

    Responder
  20. Boa tarde Daniel e demais.
    Este post trata de golpes em turistas, assim como o documentário que tenho acompanhado (Cidades do delito) e vi o episódio sobre Amsterdam. Já estive nessa adorável cidade por 4 vezes e nada me aconteceu.
    No entanto sei dos inúmeros riscos e sempre fico atento em todas as grandes cidades que visito.
    O que gostaria de saber dos srs. é sobre a segurança e possíveis golpes e até mesmo violência/crimes contra os amsterdameses e cidadãos que aí residem. Gostaria de saber esses itens vistos por quem reside em Amesterdam e não ler artigos de jornais ou estatísticas de sites governamentais.
    Grato desde já.
    Abraços a todos.

    Responder
  21. Oi Daniel.
    Assisti no NetFlix a série Scam City. Não sei se você já ouviu falar nesse série. O apresentador percorre as cidade mais visitadas no mundo para descobrir as trapaças que fazem com os turistas. Até o meu Rio de Janeiro ele esteve. Uma cidade por episódio. Num deses episódios, ele foi a Amsterdam e aconteceu de tudo com ele ai. Até achacado ele foi. O que apareceu na mídia foi que o prefeito da cidade exigiu desculpas dele, pois isso abalaria com o turismo em Amsterdam. Há muitos golpes escancarados em Amsterdam? Estive ai e nunca percebi nada. Abraços.

    Responder
    • Putz, Guilherme, eu vou dizer que comigo, tirando o caso que relatei, que foi bem traqnuilo aliás, nunca aconteceu nada nesses anos de Amsterdam... o problema do programa de TV é que assim: ele vai *procurar* os casos, porque senão não tem programa, certo? Então, já sabe: quem procura, acha... isso não quer dizer que quem está de boas, pessoa comum, vai virar um magneto de golpistas.

      Responder
  22. Oi!!! Tenho lido a beça seu blog por esses dias, pois estou planejando uma viagem para Amsterdam e gostaria de compartilhar a cilada que eu vivi em Istambul na Turquia. Estava andando na região da Taksim (não na Istiklal Caddesi, a rua mais famosa, o lugar não era nem tão turístico assim) e vi que um rapaz que carregava seus utensílios de engraxate deixar cair sua escova no chão. Eu, no intuito de ajudar, mostrei a ele que a escova tinha caído e ele me agradeceu e começou a puxar papo comigo em inglês fluente. Disse que era de uma cidade no interior da Turquia e que estava estudando numa universidade em Istambul e perguntou se ele poderia em agradecimento limpar meu tênis pra mim. Veja só, eu estava usando tênis! Ele tanto insistiu que eu acabei deixando. Quando ele acabou ele me pediu dinheiro e eu disse que não tinha trocado e não poderia ajudá-lo e fui embora. Alguns minutos depois ele apareceu atrás de mim e disse que poderia trocar meu dinheiro pra mim. Fiquei muito receosa, mas estava com medo porque não tinha percebido que ele estava me seguindo e resolvi dar o dinheiro. Depois disso me senti uma extrema idiota por pensar que na Turquia as pessoas não agiriam dessa forma. (Atenção: ele tinha outros comparsas naquela região porque num instante ele conseguiu arrumar dinheiro). Sei lá, você vê tantas pessoas religiosas pela rua que você pensa que isso está longe de acontecer, mas em todos os lugares é possível. Como estou morando aqui há algum tempo quando meus familiares vieram me visitar avisei a eles sobre o que aconteceu e eles quase tiveram a mesma experiência que eu na região da Galata Tower. Como já estavam avisados quando viram a escova caindo no chão ignoraram. Ou seja, parece que esse golpe por aqui é bem comum.

    Responder
    • Em Istambul recebi inúmeros convites para tomar chá, pela rua. Nem sei se era algum golpe ou não, mas lógico que corri de todos, ainda mais por ser mulher e sozinha. Mas são muito insistentes.

      Responder
    • Mulher não tem que lidar apenas com golpista, tem que lidar com cantada também! Negócio é treinar muita cara feira no espelho antes da viagem! kkk

      Responder
  23. Ducs, boa tarde!

    Parabéns pelo blog.
    Estarei em Praga agora em fevereiro, gostaria de saber se você sabe informar qual é a melhor loja para comprar roupas de frio com precinho bom.
    Desde já agradeço.

    Responder
  24. Post de extrema utilidade, parabéns!!
    Viajei bastante pela Europa quando morei em Nice e, mesmo assim, já cai num golpe. Estava indo para Barcelona e meu voo que deveria chegar às 22h atrasou e só cheguei às 4 da manhã. A intensão era pegar um ônibus até o ap de um amigo onde eu me hospedaria, mas pelo horário, resolvi pegar um taxi na porta do aeroporto mesmo. Já tinha sido avisada de que o ap não era longe, mas fui conversando com a motorista do taxi e, quando chegou, a corrida tinha dado 20 euros, mas ela me cobrou mais 10 euros de "adicional noturno". Cansada e achando razoável o tal adicional, paguei. Quando contei ao meu amigo o ocorrido, ele disse que eu havia sido roubada, que o tal adicional não existe. Ô raiva!! Realmente temos que tomar muuito cuidado, principalmente quando estamos cansados, pois tendemos a ficar mais desatentos!
    Outro golpe que vi em Paris (mas não cai) é o de crianças ou senhoras pedindo ajuda para ler uma carta. Elas te abordam falando que não entendem direito inglês, pedindo ajuda pra ler, aí na carta está escrito algo bem dramático, alguém de um lugar distante pedindo ajuda (em dinheiro, claro). A pessoa que leu fica comovida e dá o dinheiro. Já vi esse golpe na Notre Dame.
    É isso, todo cuidado é pouco, galera! Batedores de carteira na Champs Elysées e nos metrôs parisienses também são comuns!
    Abs!

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  25. Olá! Nem sei se este é o post mais adequado para perguntar, mas você parece ser local de Amsterdam e eu tenho a seguinte situação:

    9h de conexão aí, que quero aproveitar, em dezembro! Problema!

    Estou levando meu cãozinho, todo paramentado de microchip e passaporte, aos meus pais que moram na Slovakia, meu destino final!

    As duas perguntas são:

    1 - se ele vai ser aceito dentro do trem, levando-o apenas pela coleira, ou se terei que colocá-lo numa caixa, ou mesmo ir de táxi...

    2 - se os cachorros aí quando está dezembro precisam usar roupa especial, ou basta uma roupa de inverno estilo do Brasil! Ele é um lhasa BEM peludinho, porém magricelo

    3 - (desculpe, encontrei uma terceira dúvida): se é possível em alguns locais entrar com o cãozinho (café, restaurante, etc)!

    obrigada!

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    • Oi Thais,
      Não me lembro de ter visto cãezinhos com roupinhas, mesmo no inverno. E a resposta às suas perguntas: sim para todas! Seu cãozinho só precisa de coleira e pode entrar em restaurantes e na maioria dos estabelecimentos. Do contrário, haverá algum aviso na porta. Caso fique na dúvida, pergunte antes de entrar. Mas, fique tranquila, a Holanda é amiga dos cachorros!
      abraços,

      Responder

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