Assim como muitos brasileiros suspiram fundo quando um estrangeiro imediatamente pula pra “samba! futebol! praias! carnaval!”, ou pior ainda “mulher gostosa! mulher fácil!”, os holandeses tem o saco meio cheio de ouvir “tulipas! tamancos! moinhos de vento!” – ou pior ainda “maconha! sexo no parque!” (isso ainda vai valer um post a parte). Mas o poder do clichê é grande, e quem poderia resistir à tomar uma breja (ou, segundo o Bruno, uma bera) holandesa ao pé de um moinho de vento? Isso é possível sem sair de Amsterdam e é um programa relativamente vazio de turistas. No fim deste post tem informações de como ir lá (é o número 3 da minha lista).
Apesar dos suspiros dos nederlanders quando se toca no assunto, moinhos de vento (molen) são parte importante da herança cultural holandesa. Aliás, vindo pra cá fica evidente o motivo de os holandeses terem desde o começo construído tantos moinhos: o que mais tem aqui é vento! A energia eólica até hoje é utilizada no país com os moinhos de vento modernos (chamados de “turbinas de vento”). E os moinhos de vento antigos, clássicos, que sobreviveram, são criteriosamente catalogados e preservados, e alguns (poucos) ainda operam! A maior concentração de moinhos no estilo antigo na Holanda está em Kinderdijk, passeio do qual já falamos, mas pouca gente sabe que há moinhos de vento mesmo em Amsterdam!
A Windmills World lista oito moinhos em Amsterdam, mas não é bem assim. Muitos estão “nos arredores”, isto é, fora da cidade. Só que há, de fato, pelo menos três deles no meio urbano e você pode facilmente passar na frente. Não são abertos pra visitação pública, infelizmente. Bem, talvez no dia nacional do moinho de vento – Nationale Molendag. Sim, há um dia nacional (em 2008 foram dois, um fim de semana) do moinho de vento. No segundo sábado de maio, os moinhos tem suas pás cobertas com velas e entram em operação, e muitos podem ser visitados! Não tenho certeza quanto à estes 3 em específico. Mas chega de papo. Vamos à eles.
Lista de Moinhos de Amsterdam.
1. De Otter
Moinho usado até hoje (ocasionalmente) pra serralheria. É um dos mais sem graça de visitar: você não pode chegar perto e é bem fora de mão, mais longe do centro, e não tem nada de muito legal nos arredores pra aproveitar a viagem. Porém é bem fotogênico, fica à beira dágua, bem bonito.
> Entrada na Molen Database.
Endereço: Gillis van Ledenberchstraat 78 – Amsterdam
2. De Bloem
Esse é mais legalzinho de passar na frente. E dos lados, o que é uma vantagem sobre o De Otter: nele você pode dar a volta completa e tirar fotos de vários ângulos. Se por acaso você estiver nas redondezas, talvez visitando algum amigo ou o Westerpark, pode ser curioso dar um pulo.
> Entrada na Molen Database
Endereço: Haarlemmerweg 465 – Amsterdam
3. De Gooyer
Esse moinho é mais central e nele opera uma cervejaria (http://www.brouwerijhetij.nl/), e ao seu pé fica um bar (que aqui eles chamam de Café). Pode ser um bom jeito de passar um par de horas relaxando enquanto bebe e petisca, especialmente se for no verão, quando as mesinhas estão na calçada. Mas no inverno também é legal (a foto que eu tirei, logo abaixo, foi num dos dias mais frios que passei aqui).
> Entrada na Molen Database
Endereço: Funenkade – Amsterdam
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Legal cara, não sabia que tinha moinho em Amsterdam. Na verdade eu não sabia quase nada sobre moinhos. Dia do moinho de vento… Eu achava que era coisa do passado e que talvez tivesse um ou outro no interiorzão. Quando fui pra Amsterdam só vi um de longe na estrada que sai de Köln. Mesmo assim, adivinha o que eu levei de lembrança pra minha mãe? Antes isso do que uma lembrancinha do Red Light District.
Gostei das fotos e da iniciativa de sair em caça aos moinhos.
Desejo boa sorte na temporada de caça aos tamancos!
@bruno:
A temporada já comecou! Se liga nesse que eu achei.