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7 Golpes e ciladas em cima de turistas na Europa

por Daniel Duclos em 19/10/2010

Uma das primeiras coisas que dançam quando você vai visitar um lugar novo é a ilusão de que ele é totalmente perfeito. Cada lugar tem suas armadilhas, e ser turista não te coloca na posição mais confortável do mundo pra escapar delas. Ao contrário, você está num ambiente estranho, novo, fascinante (muitas coisas pra absorver sua atenção), e isso é como mel pra atrair ursos (bem mais perigosos do que moscas).

Existem muitos perigos em uma cidade, mas turistas são um grupo alvo perfeito pra uma ameaça em específico: o conto-do-vigário, golpes e ciladas montadas justamente pra se aproveitar de sua posição vulnerável de peixe fora d'água, armadilhas que raramente um local embarcaria.

Andando pela Europa, encontrei diversas. Algumas me custaram algum stress pra me livrar, mas outras passei bem ao largo, pois já estava avisado pelas minhas leituras. Espero aqui retornar o favor e ajudar a tornar sua viagem um pouco mais segura.

1. Anel em Paris

Seguinte, esse golpe eu vi em ação na Ponte Alexandre III. É, aquela lindona que sai direto em cartão postal. Essa:

Ponte Alexandre III - Paris Ponte Alexandre III - Paris

Você tá lá, clicando a deslumbrante vista e chega um cara do nada. Ele se agaixa perto de você e pega algo no chão. É um anel. De ouro! Oh!

— Esse anel é seu?

Não é. Será ouro mesmo? O cara não parece ter muita grana, mas oferece pra você ficar com o anel. A idéia é que você dê uns trocos pro cara — tipo, uns €10,00. O anel vale muito mais, certamente. Né? Uma pena que alguém tenha perdido, mas você não está fazendo nada de errado e tal. O cara provavelmente não conseguiria vender tão fácil, e ele precisa mais do cash do que de um anel.

CILADA!

Logicamente que o anel é falso e logicamente que ele quer te vender uma quinquilharia que deve valer uns €0,50 por dez pilas. Está jogando com a ganância e senso de oportunidade que é a base de tanto conto-do-vigário. Quando o cara me abordou (pode ser mulher, também, pelo que li), eu não conhecia o golpe e parei pra entender o que estava acontecendo

(Eu sou um que para praticamente toda vez quando falam comigo, porque a pessoa pode estar precisando de ajuda, honestamente. 98% das vezes é roubada, alguém pedindo dinheiro ou falando merda, mas às vezes não. Ontem, por exemplo, aqui em Haia, um tiozinho polonês me parou. Tinha todo jeito de que queria me pedir grana. Mesmo assim, parei. Ele não queria dinheiro. Estava perdido e não falava inglês. Tinha o endereço de um hotel. Indiquei o caminho pra ele. Esses 2% sempre fazem valer a pena pra mim. E, antes que perguntem, sim, eu parava muitas vezes em São Paulo também — quando não era obviamente uma roubada — e, sim, fui assaltado. Sou um otário persistente).

Enfim, niqui o tio me abordou e começou a aplicar a rotina do anel, a Carla, zupt, meu anjo da guarda e esposa amada, colou em mim e disse "roubada, vamos embora". Segui o conselho e saí. Ficamos, depois, em um canto da ponte, observando o modus operandi do meliante. O método de vender o anel (e quem se ferra é quem recebe, vejam vocês só) ficou claro pra nós. Procurei depois online e confirmei o golpe. Eu deveria ter desconfiado de cara: um parisiense falando inglês, magina. (Piadinha, não levem a sério).

Pont Alexandre III - Paris

Em compensação, me diverti fotografando por lá

2. Escadaria da Sacré-Cœur, Montmartre, Paris

Ê Parri, linda, problemática e apaixonante. Mais uma da segunda cidade mais bonita que eu conheço (ah, vai, cês sabem que eu sou parcial por Amsterdam). Essa foi nas escadarias que levam pra Basílica de Sacré-Cœur, no Montmartre. Aos pés dela fica uma multidão, mas uma multidão de ambulantes. A idéia é abordar os turistas e vender uma fitinha que, segundo eles, é pra "ajudar" a Basílica. Cof. Tá, sei.

O problema é que os caras são meio agressivos. Por "meio agressivos" quero dizer bastante agressivos. Eles já chegam querendo pegar seu pulso, falando inglês, ops, "inglês", abordando de turma. Eu cheguei e foi como sardinha em tanque de tubarão: eles fecharam em mim.

Eu disse "no, thanks"

"It's not for me, it's for the church."

"No, thank you!" — já saindo andando. O cara pegou no meu ombro, pra me impedir. Tive uma reação instintiva e bati na mão dele, tirando-a na hora e gritei:

- DON'T TOUCH ME, SIR!

Juro que falei sir. Dica: quando quiser ser ameaçador, não seja polido. Mas eu não tava pensando muito. Recebi como resposta:

- FUCK OFF, ASSHOLE!

Respondi algo nas mesmas linhas e saí dali, bufando. Mas não me incomodaram mais. Da Basílica, voltei por outra parte, saí a passear pelo Montmartre e não desci de novo as escadas.

O Conexão Paris (que recomendo) tem um artigo sobre esse golpe das escadarias da Sacré-Cœur.

Sacré Coeur

3. Pombos na Piazza del Duomo, Milão

Tá, vamos sair um pouco de Paris. Essa foi em Milão. A primeira atração da cidade que fomos ver foi Il Duomo, ou seja, a Catedral de Milão. Essa catedral me deixou tamanha impressão que escrevi um texto inspirado por ela. É impactante.

Chegamos de manhã, e a praça estava praticamente vazia. A Catedral brilhava, linda, linda. Imediatamente chegou um cara, pegou meu pulso (isso aconteceu antes do lance em Paris — talvez por isso eu já tivesse mais ligeiro por lá) e encheu minha mão de milho. Enquanto eu ainda estava estupefato, ele levantou minha mão. A idéia é atrair os pombos pra comer na sua mão e depois te perturbar até você dar alguma grana. Eu sei de gente que deu, depois, só pro cara parar de importunar.

Eu tive mais sorte. Eu tenho a Carla.

De novo ela veio muito rápido, me pegou pela outra mão, enquanto dizia "no, no" pro cara e, antes que ele ou eu pudéssemos ver o que rolava, estávamos longe. Você deve estar se perguntando se é seguro eu andar sem supervisão adulta e como eu conseguia voltar pra casa antes de conhecer a Carla. Eu me pergunto isso também, às vezes.

De qualquer forma, o incidente foi logo superado e continuamos a apreciar Milão, que é uma cidade subavaliada pelos turistas.

Duomo di Milano - por do sol

Tenho culpa de ficar encantado?

4. Ciganas em Berlim

Esse foi um que passamos longe porque já havíamos lido sobre. As ciganas (ou, enfim, mulheres que se vestem como ciganas) ficam esperando perto das grandes atrações turísticas e estações de trem. Ao ver um turista trololó, elas aplicam a frase típica:

— Do you speak English?

Se você responde sim, elas vêm com um papo-aranha de que precisam dinheiro pra voltar de trem pra terra/país delas, que isso e aquilo. Mas, como disse, elas nem chegaram a desenvolver. Ignoramos e continuamos nosso caminho, ouvindo os chamados de "hablas espanhol? Parlez-vous Français?". Acho que eu devia ter respondido em holandês, só pra assustar. Funciona melhor que Klingon, dizem.

Berlim

Reflexões sobre Berlim...

Tá indo pra Berlim? Eu contei a história e o roteiro pra ver o que resta do Muro de Berlim. E tem uma página indicando meus artigos sobre Berlim.

5. Mulher com abaixo assinado em Barcelona

Essa foi em Barcelona. Uma mulher aborda você, em inglês, e começa a elaborar sobre um abaixo assinado. Ela não quer dinheiro, veja só, apenas que você apoie uma causa super válida, daquelas que todo mundo é a favor. Enquanto eu ouvia a explicação e tentava dizer que não, eu não daria meu endereço e outros dados pessoais pra uma desconhecida, me achando muito ligeiro e malandro por isso, veio, adivinha, a Carla me resgatar ("Quando não vejo o Dani por 3 minutos seguidos eu já desconfio se ele não está encrencado").

Depois li numa notícia que a pessoa não está interessada em seu nome, telefone ou outros dados, mas em te entreter tempo o suficiente pro comparsa vir e bater a sua carteira. Depois, um amigo nosso contou que aconteceu isso com ele — ele teve a carteira batida.

Yeah, a Carla me salvou de novo.

Rambla del mar Barcelona

PEGUEM AQUELE POMBO! La Rambla del Mar, Barcelona

6. Senhor da passagem de ônibus em Genebra

Esse eu não tenho certeza de como funciona o golpe até hoje — ou sequer se é um golpe. Foi assim:

Havíamos acabado de chegar em Genebra. Depois de horas procurando terminal de ônibus (duh, é na parte de cima do aeroporto: tem de subir as escadas), finalmente achamos. Quando chegamos no ponto, fomos comprar o bilhete na máquina. Veio um senhor de idade oferecer ajuda. Recusamos. Né? Sei como é, eles vêm pedir ajuda e depois cobram uma "taxa" e tal.

O senhor, muito educado, disse que não queria dinheiro de nós. A máquina aceitava moedas de franco, Vocês têm moedas de franco?

Não tínhamos.

Oras, que coisa, o senhor tinha um cartão que habilitava comprar a passagem. E não, ele não iria cobrar nada por isso. Deixou que examinássemos a tarifa impressa na máquina. Disse que só queria ajudar. Se déssemos o dinheiro, ele tirava as passagens pra gente e ainda nos dava o troco certinho.

— É importante não pagar a mais pela passagem. Tem de pagar o preço certo! — ele disse.

Olhamos. Estávamos com mochilas, cansados e o ônibus já ia sair. O terminal do aeroporto ficava a uma caminhadinha.

Aceitamos.

Ele cobrou o preço certo, nos deu o troco certo. As passagens eram válidas. O motorista ignorava solenemente o senhor.

Assim que compramos as passagens, ele passou a ajudar outro casal perdido.

Eu fiquei matutando muito tempo pra entender. Pode ser que o senhor tenha direito à passagens ilimitadas, por qualquer motivo, e esteja revendendo-as — o golpe seria na empresa de transportes da Suíça e não em nós. Eu não tenho prova alguma disso. Se tivesse me ocorrido isso, provavelmente eu não teria comprado as passagens com ele. Na hora, ele pareceu uma pessoa querendo ajudar. Foi a única vez em que o vimos. Se um dia eu voltar à Genebra, certamente não comprarei dele e levarei o dinheiro já trocado, em moedas. Talvez seja uma boa idéia você fazer o mesmo.

Leia sobre nossa viagem pelo Lago Genebra!

7. Conta do hindu em Amsterdam

Opa, como poderia terminar sem uma de Amsterdam? Esse golpe eu só vi uma vez mas, como vocês jovens descolados dizem, fica a dica.

É assim: vem um senhor com cara de hindu. Daqueles de turbantão, manto, pontinho na testa, barba, pacote completo. Ele aborda você e começa a aplicar um chaveco elaborado de como ele lê as linhas de seu rosto e vê sua aura e sei lá eu que mais. Que como você terá sorte em sua vida. E como ele é um sarcedote hindu que tudo sabe, tudo vê (ou algo assim). E suas linhas aurais projetam poder astral e tudo. E tal. E te oferece uma conta.

É, uma conta de colar, dessas de bijuteria. Ele diz que é do templo dele na Índia. E o Universo e o Paulo Coelho conspirarão por você (dinheiro não, entretanto).

Bueno, aí vem a mesma rotina do Anel de Paris: que o templo dele está em dificuldades (segura na sua mão e olhar penetrante) e precisa da sua ajuda e que o quê você puder contribuir (só isso? Não, não, isso é muito pouco, estamos em sérias dificuldades) e...

Enfim, uma hora você pode ficar tentado a ceder uma grana pro cara parar de recitar platitudes sobre o universo. Separe-se de seu dinheiro ou do hindu (o dinheiro oferece menos resistência, e essa é a fonte do sucesso do hindu). Aviso: moedinha de um não funciona.

Bônus: junkies em Amsterdam

Bem mais comuns do que o hindu, são os junkies em Amsterdam. Eles abordam em inglês pedindo uma moedinha. Pode ignorar com segurança. Se quiser pagar de local, diga "nee" ("não", em holandês. Soa como "nei"). Eles raramente insistem, e raramente são agressivos. Um "no" em geral os afasta.

(Descubra mais um monte de Dicas sobre Amsterdam.)

Não deixe isso estragar sua viagem

Ninguém gosta de problemas, muito menos eu. E eu vou ser o primeiro a dizer que a Europa não é um paraíso na terra — eu moro aqui e sinto muito de seus problemas na pele. Como eu disse no começo, ir a um lugar é um bom jeito de destruir a imagem perfeita que se tem dele.

Mas isso não é necessariamente ruim.

As cidades não são parques de diversões, mundos de fantasia onde tudo funciona, habitado apenas por clientes e gnomos cujo único desejo é servi-los. As cidades são o resultado de gerações e gerações de pessoas vivendo juntas, criando através dos tempos um organismo vivo.

E se tem uma coisa que aprendi na faculdade de Biologia, é que seres vivos são barulhentos, fedidos, sujos, perigosos e inerentemente imperfeitos. E, até por isso mesmo, também fascinantes.

UPDATE: Leia os comentários. O pessoal deu dicas de outros golpes. Estão bem legais.

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Daniel Duclos (Daniduc), o autor do texto, mora na Holanda, desde novembro de 2007. Criou e mantém o Ducs Amsterdam, o qual escreve, fotografa e ilustra.

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{ 184 comentários… leia abaixo ou deixe um }

Lucianna fevereiro 7, 2013 às 21:56

Olá… Estive em Berlim na semana passada e… Tenho até vergonha de contar… Mas cai no golpe da bolinha escondida na caixinha…. 3 caixinhas e uma bolinha…. Lógico era uma gangue… O artista, mais os comparsas que começam ganhando e depois começam a perder e a gente se empolga achando que sabe onde esta a bolinha… Até que quando vc vai pegar o dinheiro… Eles trocam a bola de lugar… Aconteceu comigo na rua daquela grande loja de departamento kadewe… Perdi 100 euros… Que burra… Até que um “senhor” veio me consolar… Dizer pra deixar pra lá ou apostar de novo… Todo bonzinho…. Até que meia hora depois o vi com um radio se comunicando com o restante do grupo… Bem… Deixo aí a mensagem! Outra hora que tiver mais tempo quero deixar meu depoimento sobre o guia de Amsterdã… Adorei.. As dicas foram ótimas… Valeu!

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Daniel Duclos fevereiro 9, 2013 às 10:01

O Lucianna o importante é aprender com a experiência. Obrigado por contar aqui, certamente irá ajudar outros a evitar esse trambique. Um abraço!

Responder

Natalia Itabayana fevereiro 16, 2013 às 17:05

Santa Carla! Ela deve ter sangue mineiro, eu vivo com pé atras em tudo.
Aqui no centro de Aix tem esse pessoal da listinha, mas eles se fazem de mudos (porque na verdade não sabem falar francês). A saída é passar direto ou desviar uns metros do caminho deles. No verão, eles se multiplicam assustadoramente.

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Daniel Duclos fevereiro 19, 2013 às 18:49

Haha, sim, Santa Carla – se por mais nada, a canonização dela tá garantida só por me aguentar! Esse listinha de mudos eu vi em Paris também, logo na Gare du Nord. E eu com minha cara de utrista universal atraio, já to acostumado…

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Carla fevereiro 21, 2013 às 18:46

Eu acho que o mundo está numa grande transformação , para pior! Eu passei 6 meses viajando pela Europa e era absolutamente o paraíso na terra, sem estes problemas , sem golpes, podendo até dormir dentro do carro ( alguns neozelandeses e australianos faziam). Bom. como paulistana, eu sou absolutamente desconfiada e ligada em tudo. Nunca converso com estranhos e, se precisar, falo somente em português e com bastanta antipatia! Eu passei por uma situação estranha em Bangkok. Um homem de terno e pastinha ( juro por Deus q na hora eu li na testa do cara “estelionatário”. Ele começou com um papinho ( meu marido e eu) e na hora falei para o meu marido q era estelionatário. Meu marido falou, vamos tirar uma da cara dele mas eu rechacei! Eu falei para o meu marido que não ia dar trela p este tipo de gente e fechei a cara e nem quis ouvir!!! Em Bangkok, precisei ir ao consulado brasileiro ( era uma viagem de um ano que estávamos fazendo e fui no consulado pegar infos sobre o Brasil) e la havia cartazes que diziam assim: não caiam no golpe do dinheiro, gente dizendo que vai investir o seu dinheiro ( sabe, os estelionatários são muito bons de lábia, com um poder de convencimento alto, não vale a pena ouvir se vc não for muito seguro de si). Muitos europeus de boa fé caindo na cilada! Isto foi há alguns anos atrás, pra vc ver, q isto tem em todo lugar. Em Barcelona tinha os batedores de carteira, e assim vai!! O mundo é um lugar perigoso e vc tem que ficar ligado e esperto! E boa viagem!

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Tamires Romano fevereiro 26, 2013 às 04:16

Muitíssimo bom esse post! Além do sempre divertido jeito de escrever do Dani.. amo!

Eu caí no lance das escadas da Sacré-Coeur, mas o cara falou pra mim que não queria dinheiro, que era só uma pulseirinha pra eu me lembrar de lá e talz.. Eu disse que não tinha dinheiro, aliás, disse umas 2 ou 3 vezes! e eles chegam assim mesmo, totalmente violentos e bruscos. O que me deixou super apreensiva, mas imagina só: minha primeira viagem pra fora do Brasil, 21 anos, completamente sozinha e no meu segundo ou terceiro dia de viagem?! Pois é. Queria eu ter a Carla do meu lado! uhauhauha
Mas aí depois de muito insistir eu deixei o cara fazer a tal da pulseira e depois ele veio com o papo de eu dar um trocado pra ele. Eu, muito pacientemente disse que havia dito que não tinha dinheiro algumas vezes. Ele começou a pressionar e ficar irritado mas eu bati o pé. Ele era teimoso, mas eu era mais. Acho que o melhor que eu fiz foi começar a andar sem olhar pra trás. Ele deve ter me xingado, mas dessa parte eu felizmente não me lembro! E tenho a pulseirinha até hoje, pra lembrar de não cair nesses golpes de novo! :P

Ah! Tenho mais um caso pra contar:

Morei em Madrid por 5 semanas e às vezes andando na rua via umas mulheres com aparência de idosas, vestidas com roupas longas e largas, sujas, maltrapilhas, ajoelhadas na calçada e com a cabeça encostando no chão, somente a mão virada pra cima, pedindo dinheiro. Minha professora do curso de espanhol disse que elas eram mulheres de classe média e até bem bonitas, mas que faziam isso e se vestiam e sujavam todas pra conseguir uma graninha fácil. Não tenha dó nem piedade só pelo que você vê. Não dê dinheiro a elas!

No filme Busca Implacável 1 as amigas caem no golpe de aceitar dividir um táxi com um estranho. Acho que vale à pena colocar aqui também, apesar de ser um golpe óbvio e ridículo de se cair, nunca se sabe, informação nunca é demais!

Obrigada por compartilhar.. Espero que minhas dicas também tenham sido úteis! Adorei!

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Eduardo Bueno março 7, 2013 às 00:33

Aconteceu comigo em Segovia, perto de Madrid. Vi umas pashminas bem bonitas e resolvi comprar uma pra levar pra minha mãe. Paguei e a senhora dos seus 70 anos, colocou em uma sacola, peguei e fui embora. Não sei porque, depois de 1 quarteirão resolvi abrir a sacola, e a sra tinha colocado um pedaço de pano bem feinho rsrs. Voltei lá e esculachei a vida da mulher, que me entregou a pashmina que tinha escolhido. Ela tinha aproveitado uma segundo de minha distração na hora da compra, virou de costas e colocou a de material inferior. Se não tivesse olhado logo depois, ia descobrir só no Brasil.
Agora, sempre que compro algo de ambulante, ou mesmo lojinhas de souveniers, já abro a sacola e confiro dentro da loja.

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Daniel Duclos abril 3, 2013 às 00:55

Caraca, eu teria caido certamente nessa. Valeu a dica!

Responder

Leo março 7, 2013 às 16:41

Pra colaborar, tem tb os ciganos (crianças inclusive) em frente ao Vaticano e no ônibus que liga o Vaticano a diversos pontos turísticos (e, por isso, cheio de turistas, é óbvio!). Fui pra lá sabendo disso e, quando começou a chegar aquela galera de ciganos perto de mim, gritei “Vado a chiamare la polizia!” (Vou chamar a polícia!). Na hora, eles se afastaram. Mas o mais grave mesmo são os batedores de carteira. Nada “violento”, mas chaaaato… Graças a Deus nunca caí em nenhum desses golpes!

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João Alfredo março 7, 2013 às 18:27

Me identifiquei com os de Paris. O do anel então já aconteceu diversas vezes… Uma delas até joguei o anel longe… Da pra desconfiar de cara, pois eles nem são Franceses… Em geral são imigrantes. E nãoa contece só na ponte, mas sim em tudo quanto é lugar… Na champs-elysees, no Louvre, no Arco do Triunfo e por ai vai…

Outro golpe que acontece em Paris são as surdas e mudas que pedem dinheiro para a “associação” de surdos e mudos… chega a ser ridiculo, pois são MUITOS juntos, abordando os turistas, mostrando uma lista de assisnaturas com valores das doações do lado… E quando vc diz que não quer, e passa direto, elas começam a gritar e conversar entre si… É bizarro. Uma vez, um casal de ingleses tava quase caindo no “papo” da “surda e muda”, ai eu fui lá e disse que era golpe e eles sairam…

Responder

Sérgio março 12, 2013 às 21:58

Boas dicas!
Já estou escolado com ciganas, batedores de carteiras e contos do vigário. Mas, em minhas viagens, os maiores problemas que tive sempre foram com taxistas. Em Buenos Aires trocaram uma nota de cem pesos por uma falsa sem que eu visse. Noutra vez o motorista se fez de louco e saiu fazendo voltas enormes para aumentar o preço da corrida. Em Praga, depois de uma longa viagem de trem, não avistei o ponto de taxi e acabamos pegando um na rua mesmo. Acontece que ele cobrou um absurdo e como eram coroas checas, só fui me dar conta que fui engado depois. Em Nova York peguei um taxi no aeroporto JFK para ir até manhattan e ao chegar ao hotel dei uma nota de cem dólares e o cara enrolou e disse que eu havia dado apenas uma de 20. Como estava cansado da viagem, achei que tinha me enganado, mas depois vi que fora roubado.
Depois de todas essas incomodações com taxistas, ao chegar no aeroporto de Miami, fiquei receoso ao entrar num taxi velho dirigido por um haitiano. Mas dessa vez deu tudo certo e ele cobrou os 30 dólares regulamentares entre o aeroporto e Miami Beach.

Responder

Daniel Duclos abril 3, 2013 às 01:18

Pois é, Sérgio, nessas hroas infelizmente os honestos acabam levando a fama por tabela, mas é bom ser surpreendido positivamente. Abraço

Responder

Guilherme abril 3, 2013 às 01:37

Pois é. Taxi é um problema no mundo todo. Eu e minha esposa já fomos enganados em Milão, Pilsen (República Tcheca), Budapeste e Nova York. Em Buenos Aires nunca aconteceu nada desse tipo, mas também fomos em 2009, quando a situação ainda não estava tão feia por lá.
Hoje em dia só pegamos transporte público. Ônibus, trem ou metro. Não tem como ser de outra forma.

Responder

Paulo Renato abril 9, 2013 às 20:28

Em Barcelona, uma sra magra e aparentando ser cigana aproximou-se de minha mulher segurando um papelão com algo escrito. Segurava o papelão com os dois braços sob o papelão. Qdo encostou o papelão nela, uma das mãos, escondida sob o papelão abriu sua bolsa. Eu estava ao lado e corri batendo no papelão e derrubando-o enquanto gritava que ela estava com a mão na bolsa da minha esposa. A sra saiu rapidamente. Ela tinha aberto em um segundo a bolsa e com mão leves estava chafurdando na bolsa atrás da carteira.

Responder

valquiria chagas correa abril 12, 2013 às 04:23

ola Ducs,estou com uma duvida talves vc possa me ajudar.Cofres d hotel na europa sao confiaveis,para se deixar dinheiro joias etc.

Responder

adriani abril 14, 2013 às 01:48

Primeiramente desejo muito sucesso a você e parabéns pela sua competência em dividir conosco suas experiências e dicas tão valiosas.
Tive também a experiência dos golpes no ano passado quando estivemos na Grécia, vendedores extremamente insistentes, pedintes que quase arrancam a sua bolsa, mas o pior são os restaurantes. A crise está muito feia pra esse pessoal, os garçons praticamente te arrastam para dentro dos restaurantes oferecendo uma cervejinha grátis apenas pela generosidade grega e aí se agarre porque eles trazem o que dá na veneta deles e depois a “dolorosa” conta, mas o mais irritante é que ele inicia a conversa num ingles e depois que vc está dentro so em grego….e por fim vc paga e fica com aquela cara de paisagem….
Bem, estaremos no final de maio em Amstesdam e se quiser matar saudade da comidinha brasileira, não hesite em pedir que levaremos um feijãozinho preto na mala com prazer kkkk
Um abraço

Responder

Daniel Duclos abril 16, 2013 às 19:17

Adriani, essa técnica é comum em diversos países, lembro de ter visto em Bruxelas, Barcelona, Lisboa (onde foram bem agresssivos, até)…

abraços

Responder

Luciana Fernandes maio 1, 2013 às 02:17

Pelo visto, como disse o Daniel, “tem sempre pessoas tentando te separar dos teus euros das mais criativas maneiras”…. rsrsr. Em 2007, numa viagem p/ Italia, fomos abordados por um imigrante africano q se aproximou muito sorridente dizendo: “Brasil, países irmãos…, Pelé, Ronaldinho….” aquele blá, blá, blá… Impressionante como eles são rápidos e nem nos deixam falar… Ele foi logo me dando um elefantinho de resina e eu q não sou boba, já fui dizendo q não poderia aceitar. O nosso amigo se mostrou muito irritado e disse q seria uma grande ofensa devolver o presente. Aí se deu o impasse: ele disse que em troca poderíamos comprar umas canetas Mont Blanc originais (ahã…) pela “baguatela” de 40 euros!!! apenas para ajudar. Como nós sabíamos da fama de q eles vendem produtos falsificados, e nós não queríamos comprar nenhuma caneta, meu marido ofereceu 2 euros pela caneta falsa. O homem se transformou, esqueceu toda a história de “países irmãos” e quase bateu no meu marido. P/ tentar se livrar do homem, meu marido fez uma cara feia e disse q não tinha mais do q 5 euros, era pegar ou largar. O homem muito irritado aceitou e foi embora. O elefantinho? Está até na hj minha estante da sala, com o traseiro virado p/ porta q é p/ trazer sorte como manda a tradição….

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