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7 Golpes e ciladas em cima de turistas na Europa

por Daniel Duclos em 19/10/2010

Uma das primeiras coisas que dançam quando você vai visitar um lugar novo é a ilusão de que ele é totalmente perfeito. Cada lugar tem suas armadilhas, e ser turista não te coloca na posição mais confortável do mundo pra escapar delas. Ao contrário, você está num ambiente estranho, novo, fascinante (muitas coisas pra absorver sua atenção), e isso é como mel pra atrair ursos (bem mais perigosos do que moscas).

Existem muitos perigos em uma cidade, mas turistas são um grupo alvo perfeito pra uma ameaça em específico: o conto-do-vigário, golpes e ciladas montadas justamente pra se aproveitar de sua posição vulnerável de peixe fora d'água, armadilhas que raramente um local embarcaria.

Andando pela Europa, encontrei diversas. Algumas me custaram algum stress pra me livrar, mas outras passei bem ao largo, pois já estava avisado pelas minhas leituras. Espero aqui retornar o favor e ajudar a tornar sua viagem um pouco mais segura.

1. Anel em Paris

Seguinte, esse golpe eu vi em ação na Ponte Alexandre III. É, aquela lindona que sai direto em cartão postal. Essa:

Ponte Alexandre III - Paris Ponte Alexandre III - Paris

Você tá lá, clicando a deslumbrante vista e chega um cara do nada. Ele se agaixa perto de você e pega algo no chão. É um anel. De ouro! Oh!

— Esse anel é seu?

Não é. Será ouro mesmo? O cara não parece ter muita grana, mas oferece pra você ficar com o anel. A idéia é que você dê uns trocos pro cara — tipo, uns €10,00. O anel vale muito mais, certamente. Né? Uma pena que alguém tenha perdido, mas você não está fazendo nada de errado e tal. O cara provavelmente não conseguiria vender tão fácil, e ele precisa mais do cash do que de um anel.

CILADA!

Logicamente que o anel é falso e logicamente que ele quer te vender uma quinquilharia que deve valer uns €0,50 por dez pilas. Está jogando com a ganância e senso de oportunidade que é a base de tanto conto-do-vigário. Quando o cara me abordou (pode ser mulher, também, pelo que li), eu não conhecia o golpe e parei pra entender o que estava acontecendo

(Eu sou um que para praticamente toda vez quando falam comigo, porque a pessoa pode estar precisando de ajuda, honestamente. 98% das vezes é roubada, alguém pedindo dinheiro ou falando merda, mas às vezes não. Ontem, por exemplo, aqui em Haia, um tiozinho polonês me parou. Tinha todo jeito de que queria me pedir grana. Mesmo assim, parei. Ele não queria dinheiro. Estava perdido e não falava inglês. Tinha o endereço de um hotel. Indiquei o caminho pra ele. Esses 2% sempre fazem valer a pena pra mim. E, antes que perguntem, sim, eu parava muitas vezes em São Paulo também — quando não era obviamente uma roubada — e, sim, fui assaltado. Sou um otário persistente).

Enfim, niqui o tio me abordou e começou a aplicar a rotina do anel, a Carla, zupt, meu anjo da guarda e esposa amada, colou em mim e disse "roubada, vamos embora". Segui o conselho e saí. Ficamos, depois, em um canto da ponte, observando o modus operandi do meliante. O método de vender o anel (e quem se ferra é quem recebe, vejam vocês só) ficou claro pra nós. Procurei depois online e confirmei o golpe. Eu deveria ter desconfiado de cara: um parisiense falando inglês, magina. (Piadinha, não levem a sério).

Pont Alexandre III - Paris

Em compensação, me diverti fotografando por lá

2. Escadaria da Sacré-Cœur, Montmartre, Paris

Ê Parri, linda, problemática e apaixonante. Mais uma da segunda cidade mais bonita que eu conheço (ah, vai, cês sabem que eu sou parcial por Amsterdam). Essa foi nas escadarias que levam pra Basílica de Sacré-Cœur, no Montmartre. Aos pés dela fica uma multidão, mas uma multidão de ambulantes. A idéia é abordar os turistas e vender uma fitinha que, segundo eles, é pra "ajudar" a Basílica. Cof. Tá, sei.

O problema é que os caras são meio agressivos. Por "meio agressivos" quero dizer bastante agressivos. Eles já chegam querendo pegar seu pulso, falando inglês, ops, "inglês", abordando de turma. Eu cheguei e foi como sardinha em tanque de tubarão: eles fecharam em mim.

Eu disse "no, thanks"

"It's not for me, it's for the church."

"No, thank you!" — já saindo andando. O cara pegou no meu ombro, pra me impedir. Tive uma reação instintiva e bati na mão dele, tirando-a na hora e gritei:

- DON'T TOUCH ME, SIR!

Juro que falei sir. Dica: quando quiser ser ameaçador, não seja polido. Mas eu não tava pensando muito. Recebi como resposta:

- FUCK OFF, ASSHOLE!

Respondi algo nas mesmas linhas e saí dali, bufando. Mas não me incomodaram mais. Da Basílica, voltei por outra parte, saí a passear pelo Montmartre e não desci de novo as escadas.

O Conexão Paris (que recomendo) tem um artigo sobre esse golpe das escadarias da Sacré-Cœur.

Sacré Coeur

3. Pombos na Piazza del Duomo, Milão

Tá, vamos sair um pouco de Paris. Essa foi em Milão. A primeira atração da cidade que fomos ver foi Il Duomo, ou seja, a Catedral de Milão. Essa catedral me deixou tamanha impressão que escrevi um texto inspirado por ela. É impactante.

Chegamos de manhã, e a praça estava praticamente vazia. A Catedral brilhava, linda, linda. Imediatamente chegou um cara, pegou meu pulso (isso aconteceu antes do lance em Paris — talvez por isso eu já tivesse mais ligeiro por lá) e encheu minha mão de milho. Enquanto eu ainda estava estupefato, ele levantou minha mão. A idéia é atrair os pombos pra comer na sua mão e depois te perturbar até você dar alguma grana. Eu sei de gente que deu, depois, só pro cara parar de importunar.

Eu tive mais sorte. Eu tenho a Carla.

De novo ela veio muito rápido, me pegou pela outra mão, enquanto dizia "no, no" pro cara e, antes que ele ou eu pudéssemos ver o que rolava, estávamos longe. Você deve estar se perguntando se é seguro eu andar sem supervisão adulta e como eu conseguia voltar pra casa antes de conhecer a Carla. Eu me pergunto isso também, às vezes.

De qualquer forma, o incidente foi logo superado e continuamos a apreciar Milão, que é uma cidade subavaliada pelos turistas. Será assunto também de artigo aqui no Ducs, essa viagem.

Duomo di Milano - por do sol

Tenho culpa de ficar encantado?

4. Ciganas em Berlim

Esse foi um que passamos longe porque já havíamos lido sobre. As ciganas (ou, enfim, mulheres que se vestem como ciganas) ficam esperando perto das grandes atrações turísticas e estações de trem. Ao ver um turista trololó, elas aplicam a frase típica:

— Do you speak English?

Se você responde sim, elas vêm com um papo-aranha de que precisam dinheiro pra voltar de trem pra terra/país delas, que isso e aquilo. Mas, como disse, elas nem chegaram a desenvolver. Ignoramos e continuamos nosso caminho, ouvindo os chamados de "hablas espanhol? Parlez-vous Français?". Acho que eu devia ter respondido em holandês, só pra assustar. Funciona melhor que Klingon, dizem.

Berlim

Reflexões sobre Berlim...

Tá indo pra Berlim? Eu contei a história e o roteiro pra ver o que resta do Muro de Berlim. E tem uma página indicando meus artigos sobre Berlim.

5. Mulher com abaixo assinado em Barcelona

Essa foi em Barcelona. Uma mulher aborda você, em inglês, e começa a elaborar sobre um abaixo assinado. Ela não quer dinheiro, veja só, apenas que você apoie uma causa super válida, daquelas que todo mundo é a favor. Enquanto eu ouvia a explicação e tentava dizer que não, eu não daria meu endereço e outros dados pessoais pra uma desconhecida, me achando muito ligeiro e malandro por isso, veio, adivinha, a Carla me resgatar ("Quando não vejo o Dani por 3 minutos seguidos eu já desconfio se ele não está encrencado").

Depois li numa notícia que a pessoa não está interessada em seu nome, telefone ou outros dados, mas em te entreter tempo o suficiente pro comparsa vir e bater a sua carteira. Depois, um amigo nosso contou que aconteceu isso com ele — ele teve a carteira batida.

Yeah, a Carla me salvou de novo.

Rambla del mar Barcelona

PEGUEM AQUELE POMBO! La Rambla del Mar, Barcelona

6. Senhor da passagem de ônibus em Genebra

Esse eu não tenho certeza de como funciona o golpe até hoje — ou sequer se é um golpe. Foi assim:

Havíamos acabado de chegar em Genebra. Depois de horas procurando terminal de ônibus (duh, é na parte de cima do aeroporto: tem de subir as escadas), finalmente achamos. Quando chegamos no ponto, fomos comprar o bilhete na máquina. Veio um senhor de idade oferecer ajuda. Recusamos. Né? Sei como é, eles vêm pedir ajuda e depois cobram uma "taxa" e tal.

O senhor, muito educado, disse que não queria dinheiro de nós. A máquina aceitava moedas de franco, Vocês têm moedas de franco?

Não tínhamos.

Oras, que coisa, o senhor tinha um cartão que habilitava comprar a passagem. E não, ele não iria cobrar nada por isso. Deixou que examinássemos a tarifa impressa na máquina. Disse que só queria ajudar. Se déssemos o dinheiro, ele tirava as passagens pra gente e ainda nos dava o troco certinho.

— É importante não pagar a mais pela passagem. Tem de pagar o preço certo! — ele disse.

Olhamos. Estávamos com mochilas, cansados e o ônibus já ia sair. O terminal do aeroporto ficava a uma caminhadinha.

Aceitamos.

Ele cobrou o preço certo, nos deu o troco certo. As passagens eram válidas. O motorista ignorava solenemente o senhor.

Assim que compramos as passagens, ele passou a ajudar outro casal perdido.

Eu fiquei matutando muito tempo pra entender. Pode ser que o senhor tenha direito à passagens ilimitadas, por qualquer motivo, e esteja revendendo-as — o golpe seria na empresa de transportes da Suíça e não em nós. Eu não tenho prova alguma disso. Se tivesse me ocorrido isso, provavelmente eu não teria comprado as passagens com ele. Na hora, ele pareceu uma pessoa querendo ajudar. Foi a única vez em que o vimos. Se um dia eu voltar à Genebra, certamente não comprarei dele e levarei o dinheiro já trocado, em moedas. Talvez seja uma boa idéia você fazer o mesmo.

Leia sobre nossa viagem pelo Lago Genebra!

7. Conta do hindu em Amsterdam

Opa, como poderia terminar sem uma de Amsterdam? Esse golpe eu só vi uma vez mas, como vocês jovens descolados dizem, fica a dica.

É assim: vem um senhor com cara de hindu. Daqueles de turbantão, manto, pontinho na testa, barba, pacote completo. Ele aborda você e começa a aplicar um chaveco elaborado de como ele lê as linhas de seu rosto e vê sua aura e sei lá eu que mais. Que como você terá sorte em sua vida. E como ele é um sarcedote hindu que tudo sabe, tudo vê (ou algo assim). E suas linhas aurais projetam poder astral e tudo. E tal. E te oferece uma conta.

É, uma conta de colar, dessas de bijuteria. Ele diz que é do templo dele na Índia. E o Universo e o Paulo Coelho conspirarão por você (dinheiro não, entretanto).

Bueno, aí vem a mesma rotina do Anel de Paris: que o templo dele está em dificuldades (segura na sua mão e olhar penetrante) e precisa da sua ajuda e que o quê você puder contribuir (só isso? Não, não, isso é muito pouco, estamos em sérias dificuldades) e...

Enfim, uma hora você pode ficar tentado a ceder uma grana pro cara parar de recitar platitudes sobre o universo. Separe-se de seu dinheiro ou do hindu (o dinheiro oferece menos resistência, e essa é a fonte do sucesso do hindu). Aviso: moedinha de um não funciona.

Bônus: junkies em Amsterdam

Bem mais comuns do que o hindu, são os junkies em Amsterdam. Eles abordam em inglês pedindo uma moedinha. Pode ignorar com segurança. Se quiser pagar de local, diga "nee" ("não", em holandês. Soa como "nei"). Eles raramente insistem, e raramente são agressivos. Um "no" em geral os afasta.

(Descubra mais um monte de Dicas sobre Amsterdam.)

Não deixe isso estragar sua viagem

Ninguém gosta de problemas, muito menos eu. E eu vou ser o primeiro a dizer que a Europa não é um paraíso na terra — eu moro aqui e sinto muito de seus problemas na pele. Como eu disse no começo, ir a um lugar é um bom jeito de destruir a imagem perfeita que se tem dele.

Mas isso não é necessariamente ruim.

As cidades não são parques de diversões, mundos de fantasia onde tudo funciona, habitado apenas por clientes e gnomos cujo único desejo é servi-los. As cidades são o resultado de gerações e gerações de pessoas vivendo juntas, criando através dos tempos um organismo vivo.

E se tem uma coisa que aprendi na faculdade de Biologia, é que seres vivos são barulhentos, fedidos, sujos, perigosos e inerentemente imperfeitos. E, até por isso mesmo, também fascinantes.

UPDATE: Leia os comentários. O pessoal deu dicas de outros golpes. Estão bem legais.

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Daniel Duclos (Daniduc), o autor do texto, mora na Holanda, desde novembro de 2007. É o editor do Ducs Amsterdam, o qual escreve, fotografa e ilustra. Possui também um portfolio on-line pra suas fotos e ilustrações.

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Tá com dúvida? Taca ela aqui:

{ 117 comentários… leia abaixo ou deixe um }

Cheyne agosto 12, 2011 às 21:28

Quando fui à Paris, na Sacre Couer, vi os caras das fitinhas, mas nenhum veio pra cima de mim ou da minha esposa…Não sei se foi por causa dos meus 47cm de bíceps ou pela minha cara de liso…hehehe

Responder

Luis agosto 18, 2011 às 04:09

Estive em Paris em setembro de 2008 e um pilantra tentou aplicar o golpe do anel em minha esposa enquanto eu tirava fotos próximo ao Arco do Triunfo. Felizmente ela “driblou” o meliante e se mandou pro meu lado.
Em Roma, observamos uns malandros tentando pegar as pessoas com o golpe da fitinha nas escadarias da Praça da Espanha.

Responder

Rafael Silveira setembro 16, 2011 às 19:46

Recém tinha chegado em Paris, e lá veio o espertão aplicar o golpe do anel, em frente ao Arco do Triunfo. Como já tinha lido a dica aqui, fiz de conta que não era comigo.

Parabéns pelo blog, foi a base do meu roteiro de Amsterdam.

Responder

eliana possati setembro 22, 2011 às 02:14

Pelo visto o golpe do anel é manjado na Europa. Tentaram me aplicar em Nice. Mas, brasileiro já vive esperto!!!

Responder

guilherme novembro 5, 2011 às 17:38

Olá Daniel.
Tem o truque do cartão de crédito também. ATENÇÃO ao ir em lugares onde a moeda aceita o euro, mas não tem o euro como sua moeda oficial.
Eu e minha esposa estávamos em Praga quando decidimos almoçar. Entramos no restaurante e perguntamos se aceitavam cartão. Disseram que não. Só aceitavam a moeda local (koroas tchecas) e euro. Aí é que tem que prestar atenção. Pois, ao converter a moeda, eles fazem o câmbio que quiserem. No nosso caso, 1 euro estava variando entre 24, 25 koroas tchecas. Neste restaurante, cobraram 21. Quando reclamei, disseram para eu ir à casa de câmbio ao lado. Para minha surpresa, eles TAMBÉM estavam cobrando 21. Ou seja, entraram num acordo. Nós brasileiros temos a mania de achar que só nós aproveitamos dos turitas, mas é o mais puro engano.

Responder

Daniel Duclos novembro 29, 2011 às 17:11

Opa Guilherme, valeu a dica! Turista é alvo em todo lugar, por isso é legal que o pessoal esteja compartilhando aqui nos comentários os alertas

Responder

SANDRA CUNHA novembro 7, 2011 às 03:46

Caaara …

Muito Legal, divertido e de grande importância suas dicas e comentários.

Confesso que dei boas risadas principalmente coma história do indiano…rs

Estarei mais atenta depois dessa minha “passada” por aqui.

Valeu!

Grande abraço!

P.S. – Parabéns por ter a Carla a seu lado !

Responder

Márcia novembro 7, 2011 às 05:00

Hã! Minha amiga acabou caindo nesse golpe do anel, na saída do Jardin des Tuileries! Detalhe que na entrada do jardim eu mesma encontrei um, em cima do muro ao lado da placa, daí achamos uma “coincidencia” incrível quando uma senhora encontrou outro igualzinho na saída, e, obviamente ofereceu pra minha amiga, em troca de uns poucos euros! kkkkkkkkkkkk

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Maria novembro 23, 2011 às 03:06

Que “massa”! Amei!! O golpe do anel em Paris meu filho Renan e eu tivemos a oportunidade de conhecer em Janeiro/2011, porém, não caímos, Many thanks God!!
Descobrir esse blog agora foi muito bom para mim. Obrigada! Parabéns pela iniciativa!
Grande aabraço,
Maria

Responder

Angelica novembro 29, 2011 às 17:44

Dani, vc sempre com excelentes informações. Olha a única infeliz passagem do tipo q tive foi por culpa total minha e em Amsterdam na passagem de ano de 2001//2002 e troca de moedas de Florins para Euros. Eu não tinha pego dinheiro anteriormente no caixa eletronico e fui fazer pós meia-noite. Acontece q a maquina do caixa eletronico ficou com meu cartão do banco e eu totalmente sem dinheiro e sózinha na frente do Dam.; Peguei um taxi pra casa e o taxista estava acompanhado de uma mulher (disse ser sua esposa). Não achei muito normal mas estava muito frio, nevando muito e eu queria ir pra casa pois ja passava da 1 da manhã. Expliquei a ele o ocorrido e pedi para q me levasse em casa e assim eu pegaria dinheiro e pagaria a corrida. Na minha santa burrice/ignorancia ou seja lá o q for e tb não encontrando ninguém em casa entreguei um relógio de pulso q havia comprado naquela semana e dei em garantia meu lindo relógio para q o taxista no dia seguinte viesse buscar a grana do taxi e me devolvesse o relógio. Até hj eu estou aguardando a devolução. De todas em todas as viagens q fiz, lembro-me das ciganas em Berlin mas os fatos de Paris ou Milão não percebi. Adorei as dicas, ficarão apra a proxima viagem. Beijinhos na Carla, bêbê e vc.

Responder

ana novembro 30, 2011 às 02:09

Quando fui a Amsterdan em julho de 2012, o “homem do anel” tentou me dar este golpe. Felizmente meu marido me salvou, como sua Carla.
Adoro seu blog e, como também gosto de viajar, estou sempre acessando-o, (mesmo que não vá viajar no momento). Lendo-o tenho a sensação de estar viajando. Obrigada palas dicas. Abr. a vocês.

Responder

Daniel Duclos dezembro 23, 2011 às 02:47

Ufa Ana, ainda bem que deu tudo certo! :) Muito obrigado pela sua companhia e é uma honra levá-la pra viajar nos meus relatos! Um abração

Responder

guilherme novembro 30, 2011 às 13:50

Acabei de lembrar de mais uma.
Saindo da estação de trem de Roma há sempre uma fila para esperar os taxistas da “comunidade” (é o termo que eles usam). Enquanto os táxis não chegam, há sempre alguns taxistas, que não fazem parte dessa comunidade, percorrendo a fila tentando angariar passageiros por um preço para lá de “especial”, sem, contudo, precisar esperar na fila. Um desses nos abordou. Perguntou para onde iríamos. Quando disse, foi logo pegando nossas malas. Foi quando o impedi e perguntei o preço. PARA A GENTE, ele faria um preço camarada de 30 euros. Como achei caro, fiz uma proposta de 20. Ele se recusou.
Pois bem. Pegamos o táxi da “comunidade” e para o mesmo trajeto que o cidadão nos cobrou 30 euros, paguei 11!!! Portanto, cuidado com esses “serviços especiais” oferecidos.

Responder

Daniel Duclos dezembro 23, 2011 às 02:51

Valeu a dica Guilherme!

Responder

Junior abril 14, 2012 às 03:29

Daniel alem dessa dica tem mais armadilhas para turista lá em Roma , acho que vou em Agosto e não usa serviços de pacote turístico gosto de aventurar pelas cidades .

Responder

Alan Marra janeiro 10, 2012 às 13:23

Tentaram nos aplicar a mutreta do anel em Paris, mas nos safamos… Percebemos muitos, mas muito falsos turistas no entorno da Torre Eiffel, esperando um “mole”.

O que percebemos em AMS, na região que nos hospedamos, Westerlandgraatch (acho que é assim que se escreve): várias pessoas que ficavam num abrigo/hostel para desamparados/desalojados/desempregados pedindo esmolas. Fomos abordados 2x por pessoas que percebiam nosso náipe de turista carioca e vinham com a conversa mole que precisavam pagar para dormir… Só que no dia anterior, vi um desses “pedintes” doidão devido aos baseados… Assim é fácil viver. Abc e valeu pelas dicas do blog.

Responder

Simone janeiro 11, 2012 às 14:49

Passamos por esse golpe da cigana em Berlim, e mesmo a gente tendo respondido que não falava inglês e se fazendo de bobo ela persistiu um monte, tentou em outros idiomas e depois seguiu no inglês mostrando foto de uma menininha que era sua filha, que precisava de ajuda e etc… A gente que não tá acostumado a ver muitos pedintes na Europa até fica em dúvida e se sensibiliza, mas como brasileiros desconfiados que somos, preferimos ignorar e não abrir a carteira perto dela… Até porque achamos que era falso mesmo. Foi nos jardins em frente a Catedral.

Responder

Renan Fernandes fevereiro 14, 2012 às 19:31

Daniel, párabens pelo site! Estou de viagem marcada para Amsterdam e acabei descobrindo seu site!

Em relação aos golpes, estive em Barcelona a duas semanas atrás, e cai no golpe da assinatura, em frente a Sagrada Família. Não bateram minha carteira, pois não uso carteira, sempre levo meus pertences em um bolso seguro na jaqueta. Porem, logo depois que assinei e fui persuadido a “doar” alguns euros para uma causa nobre, passou um trabalhador local apenas fazendo aquele famoso gesto de que a mulher tinha acabado de passar a mão grande em mim!

Quando li você contando sobre o golpe ri muito, pois é exatamente isso que acontece.

Dica: sempre que chegarem com um papel e caneta pra você, afasta-se o mais rápido possível!

Responder

Simone fevereiro 15, 2012 às 17:44

Oi, Duc!

Em janeiro de 2012 fiquei com minha prima algumas horas em Amsterdam aguardando um voo para Tel-Aviv.

Olhei para ela e disse:

- Claro que não vamos ficar 10 horas presas neste aeroporto!

O dia estava nublado (novidade em Amsterdam…), a temperatura acima de zero (incríveis 9ºC – o maior calor para vcs – mas para duas cariocas que vivem no verão sem fim nordestino…imaginem).

- Beleza, vamos embora pegar o trem para a Estação Central!

Primeiro fomos ao Centro de Informações, compramos o mapa e as passagens e rumamos para a plataforma. A moça na informação disse:

- Não esqueçam de validar a passagem na máquina amarela.

Atrás da máquina amarela. Cadê este negócio? Perguntei para um, para outro, descemos até a plataforma do trem (nada de caixa amarela por lá). Subimos as escadas novamente e estava ela…tão pequena e desprezível caixa amarela perto da escada rolante. Dãaa. Validamos as passagens.

Pegamos o trem para a Central Station. No trem não havia a tão comum placa com a “linha de estações”. Putz…só uma voz em holandês. Deu pânico! O trem parou em uma estação e eu disse para minha prima:

- Será que tem que fazer conexão? Acho que deveríamos descer aqui, sei lá.

Mas continuamos no trem.

Na próxima estação, meu sexto sentido me impulsionou a sair do trem e trocar a plataforma (e olha que estava escrito que o bendito trem ía para a Central – confirmado por passageiros também). Já estávamos em uma área periférica da cidade e esquisita. Até que uma senhora velhinha surgiu e eu perguntei:

- Onde eu pego o trem para a Central Station?

- É o trem que eu vou pegar.

Fomos naquela imaginando que a senhorinha era um anjo salvador – e não é que foi mesmo?

- Grudamos nela e….estações depois! Chegamos na Central!

- O dia está tão nublado, mas os canais de Amsterdam são tão lindos!!! Suspirei.

Fomos fazer o passeio de barco. Fotos e contemplação da paisagem, até que o tempo fechou de vez e só tínhamos um micro guarda-chuva e uma tempestade para enfrentar.

Putz!Acabou o passeio. Enfiei meu cabelo na touca que eu estava usando (devo ter ficado com a maior cara de trombadinha, mas para salvar o cabelo pranchado, vale tudo) e não nos restou outra opção fora voltar para a estação de trem – Central. Correria.

Pena que o passeio acabou! Tinha anotado do seu site uns endereços de restaurantes legais para almoçar, mas tive de me contentar com o Burguer King mesmo da Central Station! Voltamos para o Aeroporto.

Novamente ao balcão de informações: Qual era a plataforma do trem para Schipol? O cara explicou e fomos nós! Quando estávamos subindo a escadaria para a plataforma, uma moça parou um cara “com cara de marroquino” – para dizer a verdade, fora os turistas do barco, os canais e os prédios, pensei que havia desembarcado para lá de Marrakesh – e disse em holandês (eu não sei nem o “ó” redondo neste idioma, mas há situações que vc não precisa entender língua nenhuma):

- Vc acabou de furtar meu celular!

Sim era um “batedor de carteira”!

Pânico!

-Vamos embora desta “Central do Brasil”…sinistro!

Chegamos à plataforma do trem e ele estava lá parado. Perguntei para um, sei lá…outro marroquino-holandês? Se era o trem para Schipol (a velha mania de confirmar). O cara respondeu:

- No.

- Não! Mas seguimos toda a informação certo! Estávamos no local que o cara do balcão de informações disse!

Repentinamente…malas. Disse a minha prima:

- Atrás das malas!

E entramos no trem.

- Só para confirmar, perguntei para um cara cheio de malas:

- Este trem vai para Schipol?

- Sim.

Ufa. O trem partiu e o carinha (o que eu perguntei se era o trem para o aeroporto) atendeu o celular e ficou, blá, blá, blá. Entra e sai de pessoas pelo vagão (que era o último e estava quase vazio). Até que o cara do celular gritou:

- Minha mala!

Minha mala? Olhei para a minha prima. O que tinha acontecido?

- Até que uma moça (sentada de frente a ele) disse:

- Um cara pegou a mala, mas não pensava que era sua! Duplo Dãaaa!

O cara entrou em desespero! Não chorou, mas as lágrimas quase caíram. Acho que a vida dele estava na maleta. Passagens, dinheiro, passaporte…

Mas, como foi isto?

- Minha prima respondeu:

- Um daqueles caras que passou por aqui pegou a mala “na maior” e desceu na estação quando parou!

- Voltamos ao Aeroporto. Ainda faltavam algumas muitas horas para o voo para Tel Aviv, mas o que fazer debaixo daquela chuva toda? Talvez se afogar!

Vimos todas as vitrines do Duty Free, até que cansamos e fomos procurar nosso portão de embarque. Foi emoção demais para um dia só e ainda tínhamos um voo para um destino relativamente estressante.

Cantando a música dos Smurfs chegamos no “nosso” portão. Estávamos quase dormindo nas cadeiras até que uma menina gritou:

- Mouse!

- Eu ouvi direito? Sim! Também há ratos no limpíssimo aeroporto de Schipol!

Esta foi minha aventura em Amsterdam.

Escrevi demais!

Obrigada pelas dicas da cidade. E, talvez eu apareça outra vez por aí!

Simone.

Responder

Cléris fevereiro 16, 2012 às 21:25

Paris…pra variar…

minha sogra foi abordada por uma menina de uns 17, 18 anos, meia desarrumada, mas não chegava a ser mal encarada e puxa papo apontando para o mapinha de estações dentro do metrô. Minha gentil e solicita sogra, naquele metro apertado, teve, em questões de segundos a bolsa aberta pela comparsa, e a carteira roubada. A sogra nem viu…aliás, ninguém viu.

Quando descemos na estação, a fiscal mencionou que aquelas meninas eram “pick pocktes” (nisso já tinham desaparecido). E la foi a sogra abrir a bolsa e perceber que a carteira tinha sido roubada. O segredo delas para consemguir abrir a bolsa, pelo que entendemos foi dar uma trombada.., quando entraram no vagão…daí foi só distrair e pagar.

Responder

Junior abril 14, 2012 às 03:19

Bem estava eu ano passado em Paris pela segunda vez , mas agora a trabalho e havia estado em ferias a poucos meses por lá com minha familia . Estavamos eu e meu chefe no metro na linha verde Pigalli quando em uma estação entra 04 meninas espanholas empurrando quem estava na porta e na mao grande abriram a bolsa da esposa do meu chefe furtando o passaporte e alguns Euros . Nossa sorte foi quando um passageiro frances gritou Pic Pocket q

Responder

LUCIANA abril 14, 2012 às 14:45

Ducs, parabéns pelo site!!! Estou indo para a Holanda e me deliciando com seus artigos. Sobre o tema golpes, há aqui em Madri dois parecidos. 1) Uma cigana oferece”gratuitamente” um raminho de flores. Depois pede uma contribuição e se vc der uns cents, ela reclama! Esse foi no Parque do Retiro. 2) O outro eu não sei se é golpe mesmo, mas parece: uma pessoa aparentemente muda se aproxima com uma prancheta, pedindo sua assinatura pra não sei o quê e uma contribuição, só que na lista as contribuições são de 15 euros pra cima! :-O . Esse eu vi também em Berlim, mas como já tava mais esperta eu nem parei – no primeiro ainda parei…acho que preciso de uma Carla ao meu lado também! Rsrsrsrsr. Um abraço

Responder

fatima abril 25, 2012 às 19:46

Bem, eu e meu filho estavamos viajando de Londres para Paris no TGV,e chegando a Paris formos pegar o metro. Enquanto estavamos olhando a mapa de metro para nos localizarmos, um garoto chegou e peguntou se precisavamos de ajuda, dissemos que não. Fomos até a máquina que vende os tickets e havia um rapaz na nossa frente que “comprou” seu ticket e ficou por ali, enquanto tentavamos comprar os nossos, porém não estavamos conseguindo. Ele disse então que poderia comprar para o nós os tickets valido para 1 dia por 23 euros, pois este era o preço. Enquanto ele digitava na máquina, tudo certinho, em algum momento pediu para que não olhassemos pois ele iria digitar a senha, ok. Pagamos e entrarmos no metro.
Na volta, SURPRESA, os tickets era somente para ida. Isso que dá não saber a lingua local.

Responder

Natalia maio 3, 2012 às 16:56

Oi!
Primeiro o blablabla de adoro teu site. Tá me ajudando muito a organizar minha ida a Amsterdã, no proximo findi , uhul

Segundo, os golpes:

Bah galera, esse golpe do anel é mais velho que andar pra frente, lá na minha cidade do interior do RS, Pelotas (olha do google, é interior mesmo) minha mãe tem uma banquinha de camelo e vende essas quinquilharias, e tinha um senhor que no minimo uma vez por semana ia lá comprar uma caixa com 12 ‘alianças’ para aplicar o golpe, isso há uns dez anos atras. Talvez ele tenha juntado dinheiro e ido pra Paris.

Outro, as colegas do meu esposo foram roubadas (não sei onde Paris – Roma – Berlim) por uma ‘cigana’ que se aproxima e diz q não quer dinheiro, ela oferece uma moeda dela e só quer uma moeda do turista, no caso de real. “é uma simpatia pra sorte” desse papinho vai papinho vem, pessoas deslumbradas com a carteira aberta ela rouba o que der.

Era isso, abraços

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Evangelo maio 15, 2012 às 20:20

Ducs, numa única caminhada em Paris fui abordado 4 vezes! com o golpe do anel. Na primeira vez, depois de ouvir o cidadão e não dar nada pra ele, ele tomou o anel e saiu me xingando. Nas outras vezes, eu ria e continuava sem parar.

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Giovana maio 25, 2012 às 01:23

BOa noite galera. Estive em Milao… e no DUomo foi exatamente assim. Enquanto vc se delicia com a imagem o pessoal te cerca com milho e pombos. E é chato demais ficar dizendo no, no! A cada 5 min. Vc precisa icar desviando dos caras, dos pombos … Pra poder tirar uma boa foto. Mas eles costumam ficar bem nas saidas dos metros e um pouco mais longe do que bem perto da igreja pra justamente “pegar” os boquiabertos! Valeu….

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