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Como tomar conta dos seus gatos em Amsterdam enquanto você viaja?

por Daniduc em 09/03/2010

Olá, estamos de volta a Amsterdam. Estivemos viajando pelo Brasil por três semanas pra arrumar um monte de pendências e aproveitar pra ver, entre uma corrida e outra, família e amigos. Apesar de três semanas parecerem bastante, elas voaram, e como não pudemos dedicar todo o tempo às pessoas, a saudades que sempre ficam foram ainda maiores.

Enquanto estávamos preparando a maratona brazuca, surgiu aquela dúvida: quem iria ficar cuidando dos nossos gatinhos? Os dois pilantras gorduchos precisam, além da sua cota diária de coçadinhas, colos e afagos, alguém que limpe a caixinha, troque a água e a comida e veja se está tudo bem com a saúde deles.

Boo e Linus

Ah, Dani, pode ir tranqüilo, a gente se vira!

Não temos família na Holanda, mas amigos nossos até se ofereceram pra vir aqui limpar caixinha (já fizeram quando fomos pra Londres por cinco dias – obrigado, Guedas!), e estávamos quase topando quando descobrimos um outro esquema. Quer dizer, a gente abusa dos amigos quando precisa, mas se puder dar outro jeito, melhor, né? Um dia ou outro vai, mas três semanas é bastante tempo pra pedir pra limpar caixinha de gatos, daí só se não tem outro jeito.

Mas tinha. Eu nunca fui muito fã de hotelzinho de gato, mas descobrimos um serviço de “cat sitter”, babá de gatos. Você paga uma pessoa e ela vem cuidar de seus gatos.

Boo e Linus

- Eles já foram? - Já! - YES! Party time! :D

Como assim, pagar uma pessoa pra “cuidar” do seus gatos?

Bem, você paga alguém pra vir em sua casa nos dias que você pedir. Por exemplo, nós pedimos pra ela vir dia sim e dia não. Daí ela vem e passa uma hora com seus gatuchos. Ela limpa a caixota, troca água e comida e brinca com eles. As bolotas de pêlo ainda recebem uma dose de coçadinhas e colo!

Além disso a pessoa água suas plantas se tiver, recolhe a correspondência e dá uma checada na casa pra ver se tá tudo nos conformes. A pessoa que veio aqui até deu uma passada de aspirador — não é faxina, atenção, ela só deu uma aspirada pra gente não achar a casa soterrada em pêlo de gato vira-lata. E ainda tirou o lixo da caixota.

Não é arriscado? Você confia?

Tá, como qualquer serviço de confiança, sempre envolve um certo risco, claro. É sempre tenso deixar um estranho entrar na sua casa. Mesmo aqui na Holanda, onde isso é, até onde notei, mais comum que no Brasil. Quando estávamos vendo apartamentos pra alugar, o corretor entrava na casa que as pessoas ainda estavam morando pra nos mostrar, mesmo na hora em que elas não estavam lá. E ninguém achava nada de mais, só nós. E isso aconteceu em todas as imobiliárias em que fomos. E tem outras histórias desse naipe também.

Mas o lance da cat sitter não é tão diferente de um monte de gente que deixa a casa na mão da faxineira e sai pra trabalhar no Brasil também. Valem aqui as mesmas precauções, por exemplo, pedir serviço por indicação de quem já usou. Foi o que fizemos.

Pra testar o serviço usamos em uma viagem curta, pra Praga, no começo desse ano. Foi tudo bem! Daí ficamos ainda mais seguros pra contratar por um período mais extenso. E deu super certo.

Antes da viagem, um levantamento completo

Antes da viagem, a pessoa que irá cuidar das bolotas de pêlo vem até sua casa pra “kennismaken”, travar relações, conhecer. Daí ela vem, conhece os gatos e faz um levantamento minucioso. Mas eu digo minucioso mesmo, ela perguntou coisas que nem tinham me ocorrido.

Ela vai perguntar tudo, desde quem são os pilantras, nome, sexo, idade, preferências, gostos, desgostos, problemas de saúde conhecidos, se vomita bola de pêlo, quantas vezes, lugar preferido de se esconder, quanto comem normalmente. Pede pra deixar chave reserva com outra pessoa na sua cidade, pedem telefones de contato, email, telefones reserva, quem chamar caso aconteça algo. Pergunta nome e contato do veterinário, onde está a caixinha de transporte se precisar fazer uma evacuação de emergência (favor deixar montadas). Pergunta quantas vezes é pra fazer a troca total da caixinha. Pergunta onde os gatinhos podem ou não podem ir na casa, se tem alguma coisa que eles não podem fazer. Onde tem comida reserva, areia reserva. E mais um monte de coisas.

E ela foi perguntando e anotando tudo isso enquanto a Boo sentava ronronando no colo dela.

Daí ela testa a chave, testa fechaduras, trancas. E estava tudo pronto pra viagem.

Boo e Linus

Enquanto isso, a festa comia solta no lar dos Ducs.... zzzZZzz...

E foi tudo bem com a “Ik Pas Op Jouw Kat”

Ao voltarmos, encontramos um relatório de como foram os dias, como estavam os gatinhos, como foi a coisa toda. Bem simpático. Enfim, tendo usado já duas vezes, recomendo o serviço caso você não tenha com quem deixar seus fofolentos felinos durante uma viagem. Eu usei os serviços da Ik Pas Op Jouw Kat (“Eu cuido do seu gato” em holandês, essa língua simpática e melíflua).

Eles não atendem em toda a Amsterdam, mas podem indicar um outro cat sitter perto de você, caso você esteja fora da área de atendimento deles.

Ik Pas op Jouw Kat

A nossa volta agora foi bem mais agradável do que a da outra vez em que estivemos 3 semanas no Brasil. Na época, estávamos sem os pilantras (inclusive foi a vez em que estávamos trazendo eles), e encontramos a casa fedendo. Ao investigar a origem, achei um ratinho morto sabe-se lá há quanto tempo :( Agora, encontramos dois felinos vivinhos e ronronantes, a correspondência recolhida e a caixinha limpa. Bem melhor. E nunca mais tivemos problemas de ratinhos desde que trouxemos o Linus e a Boo. Eles nem chegam mais perto da casa.

Tão é isso, se você tá numa sinuca aqui em Amsterdam, pensando em quem pedir pra dar uma olhada nos seus fofuchos, de repente esse esquema é uma boa. Dá uma ligada pra eles.

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Daniduc, o autor do texto, tem trinta e tantos anos, é escritor e mora na Holanda: de novembro de 2007 a abril de 2010 em Amsterdam e atualmente em Haia (Den Haag para os íntimos). Escreve, fotografa e ilustra o Ducs Amsterdam. Possui também um portfolio on-line pra suas fotos e ilustrações.

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{ 18 comentários… leia abaixo ou deixe um }

rbp 09/03/2010 às 17:25

Eles atendem São Paulo? Ou será que vou ter de me mudar pra Amsterdam??

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Daniduc 09/03/2010 às 17:27

É uma boa pergunta, na verdade. Eles atendem somente em algumas regiões de Amsterdam, não em toda a cidade.

Pois, não só vais ter de mudar pra Amsterdam, como vai ter de ser vizinho!

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rbp 09/03/2010 às 17:32

godverdomme…

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Carol Coelho 09/03/2010 às 20:10

E eu achando que as bolinhas de pelo fofuchas estavam bandeando em hotelzinho… de férias tb!!! hahahaha
Eu fiquei 15 dias fora da cidade trabalhando e “aluguei” meu pai para ir em casa afofar as minhas pequenas.
Pensa no dia que ele achou uns ratinhos de pelucia esmigalhados achando que era ratinhos de verdade. Técnica adotada desde então: ratos de pelúcia coloridos e fosforescentes!!!
Depois conte das férias!!!

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Daniduc 10/03/2010 às 11:38

Oi Carol

Quandoa gente tem família perto é mais fácil mesmo – a minha cunhada por exemplo, cuidou desses dois pilantras aí por mais de ano antes da gente conseguir trazê-los pra Holanda. No fim das contas, quando a gente trouxe, ela acabou adotando um casal de bichanos, hehe.

As férias não foram muito feriasosas, na verdade… mais correria e descascação de pepinos. Mas foi bom rever a família e amigos, fica sempre aquele aperto no coração na hora de ir embora…

Bjs

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Sheila 10/03/2010 às 16:20

Olá Ducs,

Que interessante este serviço. Eu vivo na Holanda há 16 anos e não o conhecia. Bacan vcs terem divulgado, Eu nào tenho gatinhos, apeans um porquinho da India ( Cávia). Ele é minha paixão, mas durante minha estadia no Brasil( um pouquinho mais que vcs, fiquei 2 mêses por lá dando uma força

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Sheila 10/03/2010 às 16:25

Olá Ducs,

Que interessante este serviço. Eu vivo na Holanda há 16 anos e não o conhecia. Bacana vcs terem divulgado,obrigada!!! Eu não tenho gatinhos, mas sim um porquinho da India ( Cávia). Ele é minha paixão, mas durante minha estadia no Brasil( um pouquinho mais que vcs, fiquei 2 mêses por lá ), meu marido e meus filhos se revezaram para cuidar dele ( lendo assim até parece que o bichinho dá um trabalhãããão, heim?). Mas e se toda a patota vai junto??? Pode ser uma opção, apesar de não morarmos em A’dam…

Bem vindos e um abraço!!

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Daniduc 10/03/2010 às 16:43

Oi Sheila! Posié, nunca tinha nem imaginado esse lance, pra mim era só hotelzinho ou contar com a ajuda de vizinhos/amigos/família. Mesmo um holandês amigo nosso ficou surpreso ao descobrir que existia isso (a dica foi da Marina). Quando descobri achei bem legal, e resolvi divulgar – vai que alguém mais precisa?

E acho que tem em outros lugares além de A’dam, tem de perguntar…

Ah, quer dier q vc tbm tme uma bolotinha de pêlos? Hehe, legal, depois apresenta ela pra gente, como ela chama? :)

Bjs e brigado

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Sheila 10/03/2010 às 16:27

Mil desculpas, o primeiro comentário “pulou pra dentro da tela “, sem eu reparar. E depois voltou à telinha faltando uma frase…não entendi!

Responder

Daniduc 10/03/2010 às 16:44

Sem problemas, computadores são meio traiçoeiros às vezes :P

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susy pavlov 10/03/2010 às 17:56

Olá Dani 7 Carla,

Já muito tempo nao visitava vcs,correrias c doença em familia,3Pcs quebrados em casa e falta de tempo p esperar um técnico,hahahahaha,felizmente tem um por cá meio velhinho e ainda se arrastando e me deu a chance de revê-los.
Que maravilha q vcs conseguiram vir p Brasil rever familia e descarcar pepinos,faz parte né?Eu adoro este blog,além de instrutivo me faz viajar e ainda de quebra dar boas e imensas gargalhadas,com a forma que tu escreves além dos gatinhos que adoro.
Pois bem,este “jornal”era apenas para dizer olá e curtir as fotos e os gatinhos!!!
Bjs,saúde e paz!!!!

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Daniduc 10/03/2010 às 23:51

Oi Suzy! Bem-vinda de volta vc também (ao Ducs Amsterdam :)

Espero que esteja tudo bem com sua família! Muito obrigado pela compania, passe sempre! Cê sabe né, é só pegar um cafézinho (http://www.ducsamsterdam.net/o-cafe-e-o-cafe/), um stroopwafel (http://www.ducsamsterdam.net/stroopwafel-e-o-sucesso/), sinta-se em casa ;)

Bjs

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Larissa 11/03/2010 às 20:42

Qual foi a inspiração do nome Linus? Sou fissurada pelo van Pelt! (com esse nome, teria ele alguma ascendência holandesa?)

Responder

Daniduc 11/03/2010 às 21:34

Oi Larissa

Apesar de eu curtir bastante a turma criada pelo Shultz, a inspiração do nome do gatinho foi outra. É uma mistura de dois interesses meus, informática e biologia. Da parte de informática, o homenageado foi o Linus Torvalds, criador do sistema Linux. E de biologia, a dupla Linus Pauling (ganhador de dois Nobel e descobridor de muito das bases da bioquímica) e Carl Linnaeus, criador do sistema de nomenclatura binomial dos seres vivos.

Agora, eu nunca tinha pensado nessa possível ascendência holandesa do Linus da turma do Snoopy. Será? Que inteteresante :)

Bjs

Responder

Monica 13/03/2010 às 11:16

Oi Dani…
nem preciso dizer que SEMPRE acompanho teus posts,mesmo não comentando,rssss…AMEI essa história de “cat sitter”, ainda não temos pet mas nossa filha de 5 anos AMA DE PAIXÃO tudo que é bicho,
sempre ficamos na dúvida em dar pra ela porque pensamos nisso: onde deixar qd viajarmos?! me parece bem legal essa idéia,
super obrigado pelas dicas!!! sempre tão legais e úteis, num texto leve e criativo,
valeu!!!
obrigada pelo comentário,
*não tenho twitter Dani, (ainda, rss)

Responder

Daniduc 15/03/2010 às 17:28

Oi Monica!

Poxa, que máximo o seu comentário :) O Artepensando é favorito, e volta e meia divulgo ele! Brigado pela companhia!

Bjs!

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Gus 15/03/2010 às 16:00

legal, o Linus é o branco, né? A Mafalda pediu p/ dizer que ele é um gato muito bonito… hehehe

Ah, vocês estão certos que um serviço de cat sitter ajuda. Aqui temos apelado p/ os “padrinhos”, hehe. Mas sem dúvida deve encher o saco dos coitados… fora que ter alguém sempre por perto dando uma olhada dá mais segurança. Sempre ficamos preocupados quando deixamos o Gandalf sozinho (ele puxou o “pai” [!!] e de vez em quando tem umas crises de cálculo renal).

Responder

Daniduc 15/03/2010 às 17:33

Fala Gus! É, o Linus é o gordolento branco sim! A Boo respondeu o seguinte (apenas transcrevo):

- Quem é “Mafalda”?

Hehe, vou deixar que os felinos se entendam :) Mas o Linus faz sucesso, é difícil de acreditar que ele seja um legítimo vira-latas albino, pescado das ruas. Muita gente acha que ele é de raça, e comprado.

Aqui temos os amigos que dão uma força também. Só essa de 3 semanas ficava mais complexo, aí usamos esse serviço. Nunca tinha ouvido falar, funcionou legal. Fico pensando se faria sucesso no Brasil…

Abraço!

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