Eu nunca fui muito ligado em carros. Entendo chonfas de taxonomia automotiva. “Oh” alguém exclama, com ares entendidos, “este é o novo Paleo-golfinius fordkaensis modelo 2009″… Ao que redargue outro: “tooooooooootalmente diferente do modelo 2008!” apenas para o diálogo prosseguir com um “a lanterna traseira foi totalmente remodelada!” E aí os dois alguéns riem de algum exclusivo significado que desconheço profundamente. Anatomia e metabolismo motorizados também são mistérios arcanos indecifráveis (”oh, o novo Quissárafondismondeo tem um motor doze ponto dezessete de 23 e meio cilindros!” – “mu” retorno eu). Carro pra mim, se andar sem eu ter que empurrar (como ocasionalmente acontecia com as caronas que eu pegava com o Sidão) já ajuda bastante. Claro, se for confortável melhor e tal, mas sei lá, não é um assunto que me fascina.
E nem aos holandeses, pelo jeito. Até eu, desligado do assunto que sou, consegui notar que há uma certa quantidade de carros velhos e carros práticos que chama a atenção. Oh, claro que tem BMWs e carros modernos e conversíveis e tchap-tchuras, mas também muito carro que nem as bikes daqui, muitos zoados, antigos. Bem o inverso da imagem de ruas cheias de carrões novos e brilhantes e possantes que se tem dos “países de primeiro mundo” no Brasil, oriunda, suponho eu, mais de EUA e Canadá do que… do que da Holanda, certamente.
Agora, se tem um carro que combina com um mini-país é esta peculiaridade holandesa: o mini-carro. Se parar pra pensar nas ruas antigas, construídas numa época que carro era um absurdo tão grande de se imaginar quanto o homem voar, até que faz sentido ter carrinhos pequenos e manobráveis. Mas este tipo que eu tô falando é bem pequeno. Basicamente um cortador de grama com dois bancos (às vezes um, já que o outro tá quebrado) e um capô, que pega no máximo 45 km/h (embora eu acredite que esta velocidade seja teórica, nunca vi um correndo tanto). Como ele pode andar pelas ciclovias, de vez em quando eu tenho que abrir caminho pra um desses passar, zumbindo a apenas uns 2 km/h mais rápido do que eu, em geral dirigido por um velhinho debruçado no volante, bzzzzzzzzz, e aí penso, taí uma coisa que eu não via em São Paulo. É bem verdade que também não andava de bicicleta em São Paulo.
A Mercedez e a Swatch resolveram fazer uma versão high-tech e moderna deste carro chamada “Smart car“. Esta versão eu já vi em outros países além da Holanda, e a parte boa (pra mim) é que ele não pode rolar pelas ciclovias.O The Undutchables diz que o resultado da união da Mercedez com a Swatch é um carro com o preço de uma Mercedez do tamanho de um relógio de pulso.
Um smart car visto do canal, lá longe... Ah, não, ele tá perto. Ops. (foto © 2008 by Camila Alonzo usada com permissão)
Fato é que ele tem uma certa popularidade por aqui, apesar de não ter espaço prum estepe. Só fico imaginando os moleques descolados e super ecologicamente corretos holandeses, um dos povos, não, minto, o povo mais alto da terra, se dobrando como um canivete pra caber num destes. Heh. Ainda não tive a oportunidade de reparar neste processo.
Mesmo com a curiosidade do carrinho, eu ainda sou mais a minha velha fiets. Claro, tem horas que ter um carro é útil, mas pra isto que serve o Green Wheels. Você não conhece o Green Wheels? Horas, é só esperar mais um tico aqui no Ducs em Amsterdam que a gente explica. Aguarde
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Boa tarde Dani,
Conheci o blog de vcs ontem, pesquisando no Google sobre Amsterdã e estou achando o máximo. Enviei uma pergunta na seção Fale Conosco mas não sei se respondeu e aonde. Bom falo de novo na esperança de me retornar. Estou indo pra Amsterdã dia 20, com marido e filha de 16 anos. Vamos passar Natal e no dia 25 iremos pra Bruxelas. Na verdade gostaria de dica e sugestão de onde passar a noite do dia 24, queria muito assistir a um concerto de música clássica em alguma igreja (missa do galo) e depois jantar em algum restaurante bacana. Até fizemos uma reserva no Fifteen, neste dia, mas é muito cedo a reserva (20:30)e queria de fato fazer do dia 24 um dia especial pra family.
Por hora é só…. ainda farei váááááárias perguntas.
Seu blog é um sucesso, cheio de dicas e informações bárbaras. Ah, as fotos estão ótimas tb.
Abçs
Carla (xará)
@Carla Puntel: Ok respondido por email! Aguardamos as outras perguntas
Obrigadíssima pelos emails ! Mais dúvidas….
A melhor forma de se locomover por Amsterdã é por metrô ? Os bilhetes dão dão direito a passes de ônibus ? Fiquei impressionada com a foto das catracas abertas. Ah se fosse aqui no Brasil ! Ficaremos de 21 à 25/12 e na opinião de vcs qual seria a quantidade de tickets a comprar, tem um “pacote” que sai mais em conta, né ? Outra dúvida, se as catratas ficam abertas, em que momento apresentamos o ticket ? São pequenas dúvidas, mas qd vamos preparados, o risco do mico e do desperdício de grana é menor com esse euro nas alturas).
Depois falaremos sobre restaurantes legais e baratos…. clima….
Abçs
Carla
OI Carla
A melhro forma de se locomover por Amsterdam é de bicicleta
depois, a pé
Mas quanto ao transporte, depende de onde você está e pra onde quer ir. Trams são muito mais comuns n área central, onde geral os turistas circulam. O meto não tem muitas estações, na verdade, mas as que tem ajudam bem. Enfim, tudo depende.
ALERTA ANTI MICO: metrô e tram (que nada mais é que o nosso bonde) tem portas que não são automáticas, ou seja, não abrem em toda estação. Elas só abrem quando alguém aperta o botão de abrir!! Não fique parada esperando a porta abrir, que você perde o bonde (literalmente
Tá, alguns trams o cobrado abre a porta pra você entrar, se ele ficar com dó e te ver, mas não confie nisto. Nem semrep acontece. por via das dúvidas, aperte o botão.
O ticket não é apresentado em momento nenhum *a princípio*. Você fica com ele o tempo todo. A qualquer segundo, porém, pode vir fiscalização e exigir ver o seu ticket. Aí é melhor ter ou morrer com uma multa razoável.
Quanto a sair mais em conta tudo vai depender de quanto tempo vc vai ficar, o qto e pra onde vai andar… não vou mentir pra vc, o sistema de pagamento daqui é confuso. No casod e turistas eu sempre indico a pessoa desencanar de entender a baderna holandesa de tarifas e comprar logo um bilhete válido pelo período que irá ficar (24, 48 ou 72 horas): http://www.gvb.nl/english/travellers/touristguide/english/Pages/24-hoursticket.aspx
Ah, sobre clima, claro, tem um post todinho só dele: http://www.ducsamsterdam.net/o-clima-em-amsterdam/
tchap-tchuras
iuhuoihiughogiugyu
Ah, esqueci de dizer: o tickety tem que ser validado antes da viagem pelo usuário ou pelo cobrador/motorista.
Quando eu vi o smart aqui fiquei toda empolgada: Quero um desse!!!
Praticamente uma bicicleta com capô. Pequeno prático, fácil de estacionar e provavelmente movido à vapor de combustível. Mas quando vi o preço fiquei chocada
o mais engraçado são as opções. Por exemplo, ele pode ser conversível, (que não é muito diferente da versão comum com a janela aberta).