Eu nunca tinha ouvido falar de Bruges (seu nome original em holandês é Brugge, mas pra evitar arranhar a garganta dos não iniciados, nesse artigo vou com o nome francês) até ver um cartaz do filme “In Bruges” no metrô de Londres, da primeira vez que cruzei o canal, em 2008. E de repente, ela estava em toda parte. Todo mundo perguntando aqui no Ducs, as pessoas comentando, uma prima da Carla foi. Não sei se o filme teve a ver (me parece que ele ficou meio obscuro) ou se foi só propaganda boca-a-boca de quem foi e curtiu. De qualquer forma, acabei indo conhecer Bruges antes de conseguir ver o filme (comprei o DVD depois). E deixa eu dizer: não, Bruges não é um “shithole”
Cidade histórica medieval
O que é Bruges então? Uma cidadezinha medieval no nordeste da Bélgica, província de Flandres? É, sim, também. Embora ela pareça um pouco… como direi… bem preservado demais. Claro, o centro histórico de Bruges é, desde 2000, Patrimônio da Humanidade, por ser um “excelente exemplo de assentamento medieval” tendo mantido sua característica ao longo da história.
História gloriosa, aliás. Bruges foi centro comercial e industrial já no século XIII. A indústrial têxtil estava nos seus primórdios, e Bruges produzia lã, estabelecendo contato comercial com a Inglaterra. A coisa foi indo bem, e no fim século XV Bruges tinha o dobro de habitantes de Londres (!). Era rica e poderosa, cidades italianas como Florença e Gênova tinham embaixadas comerciais por lá e o porto estava atulhado de navios com mercadorias de toda parte.
Porto? Que porto? O porto da cidade hoje fica meio longinho de Bruges e foi construído só no século XIX! Estamos falando da Idade Média, certo? Exato. Nessa época, Bruges era conectada com o mar por um canal, o Zwin. Porém, o canal estagnou e perdeu o acesso ao mar durante o século XV, deixando Bruges isolada. O comércio parou, Antuérpia e seu porto foram enriquecendo, e Bruges acabou tão estagnada quando as águas que um dia a haviam ligado ao mar. E por uns 400 anos assim ficou.
Daí teve Waterloo – cê manja, onde Napoleão perdeu a guerra? Waterloo (ou, como dizem por aqui, váterloô) fica perto de Bruxelas, e os turistas ingleses indo pra lá começaram a passar por Bruges. Um escritor publicou um romance, Bruges-la-Morte (Bruges, a morta), que acabou por ressuscitar a cidade como centro turístico – e o turismo é o que move a cidade hoje.
Mais turística do que medieval
A história de Bruges é real, mas no centro, bem, rolou aquela renovada, claro. Veja, nada dura pra sempre, e sem manutenção as coisas duram bem pouco. Mas junto com a manutenção, tenho a impressão de que houve uma… “embelezada”. Pode ser implicância minha, mas fiquei com aquela sensação de que a coisa toda era um tanto quanto de show. Não que não seja legal, note bem, eu gostei de lá. Mas achei mais pra parque temático do que cidade realmente medieval (Florença me pareceu mais autêntica, com turistada e tudo). E em Bruges, eles sabem cobrar bem pelo privilégio de visitar.
Mas deixemos de implicância. É um excelente passeio, a cidade é de fato linda, e me diverti tirando fotos lá com minha falecida Sonyzinha.
Indo de trem: Como chegar de Amsterdam até Bruges
É simples. Uma opção é ir de carro – os Guedas foram – mas eu e Carla preferimos ir de trem sempre que possível. Nesse caso, ir de trem envolveria uma baldeação em Antuérpia.
Dá pra consultar os horários e preços dos trens no site da NSHispeed, mas eu nunca consegui comprar online lá. Nem muita gente que tentou e comentou comigo. O que fizemos então foi comprar passagem Amsterdam-Bruges direto no balcão da NS na Centraal Station de Amsterdam.
De Amsterdam saem trens de hora em hora da estação central com destino à Bélgica, com ponto final em Bruxelas. Tem o trem da Thalys, que vai até Paris e passa por Bruxelas também, mas não queríamos esse. Primeiro porque é caro, segundo porque a melhor baldeação é em Antuérpia. Pegamos o trenzão simples mesmo, cheio de gente se encolhendo no friozinho de outono.
Uai, mas o trem não tem aquecimento? Sim, tem, mas tinha também uma senhora e sua amiga causando (ainda se usa essa gíria?) no trem. Ela falava alto, gritando sobre como logo estaria aproveitando A GRÃ PLÁCI EM BRUXELAS, levantava o tempo todo, apontava, abria a janela pra poder fotografar “as VAQUINHAS HOLANDESAS”, o que ela estava causando era um grande incômodo pra todo mundo.
Os outros passageiros protestavam educadamente, pediam pra ela fechar a janela; um deles até levantou e fechou por ele mesmo, apenas pra ver a janela reaberta na sua frente pela tal senhora.
Além disso, ela falava mal de todo mundo, na frente das pessoas, acreditando que ninguém ali a estava entendendo.
Mencionei que ela e sua amiga eram brasileiras? Pois eram. E estavam dedicadas a falar mal em português do povo “frio” (bem, o povo tava mesmo com frio, ela não fechava a janela), mal amado, que não eram alegres que nem nós brasileiros, e olha aquele careca ali, que ridículo, e aquela ali, deve ser a terceira vez que ela liga pro namorado, ele não atende, deve estar chifrando ela… (argh — me irrito só de repetir).
Não quero entrar em polêmica de nacionalidade aqui: existem malas em todas as línguas. Mas quando é a sua, a vergonha alheia que já seria forte, fica insuportável. A viagem entre Amsterdam e Antuérpia de trem leva umas duas horas e meia, normalmente. Essa pareceu durar 15. Nada fez a mulher parar. Mas acredito que ela tenha conseguido obter, junto com o ódio de todos os outros passageiros, as malditas fotos das vaquinhas holandesas (depois da fronteira, eram vaquinhas belgas).
Chegando em Antuérpia, pra livrar o trauma da companhia de nossa compatriota, tivemos o primeiro contato com sua linda estação central. Subimos as escadas até as plataformas mais ao alto, não sem antes nos abastecermos do excelente waffle de um carrinho estacionado em um dos andares, e pegamos o próximo trem que iria pra Bruges. Os trens da companhia belga (NMBS) são muito confortáveis, e esse estava vazio. O que foi bom, já que teve um acidente na ferrovia e ficamos parados mais de hora e meia presos no meio do caminho dentro do trem. Longa viagem.
Mas foi azar. Normalmente, viagem de trem é bem tranqüila, e continua sendo meu método preferido.
Chocolate, cerveja e renda.
A indústria de tecidos há muito perdeu importância pra indústria turística, mas ainda existe na forma de rendas, que estão por toda a parte na cidade. São bem bonitas, e bem caras. Não compramos nenhuma.
Tá, e o chocolate?
Já os outros tradicionais produtos belgas fizeram a nossa festa. Chocolate e cerveja do país estão entre os melhores do mundo, fácil. Existem muitas lojas de chocolate, e, sabe, pra poder dar uma opinião ponderada e justa aqui no Ducs, tive, tive de fazer uma extensa pesquisa. Após consumir alguns quilos de chocolate (transformados em quilos extras de Daniduc) no local, posso dizer com tranqüilidade que a melhor loja é a Spegelaere (Ezelstraat 92, abre de terça a sábado, das 8 às 18, fecha pra almoço ao meio dia e abre de novo à uma. De domingo abre às 9 e fecha à uma. Segunda não abre. Sim, foi um parto achar essa loja aberta. E valeu a pena.) Se você comer as pralines de lá e não gostar, pode vir reclamar comigo e me dar o resto da caixa, que eu vou… hmm… tomar providências imediatas pra eliminar o problema.
Evite o tal do Museu do Chocolate. É um tremendo de um armadilhão de turista. Reuniram meia dúzia de coisas que marginalmente tem relação com o chocolate, fizeram uns cartazinhos bem mequetrefes e juntaram isso com um balcão onde se vê “fazendo” os famosos bonbons (pralines) de Bruges — estava vazio quando fomos. Os produtos da lojinha são caros, e tequinho de chocolate dado como amostra grátis é bem ruim. Poderia ser interessante – quase comecei a me divertir com a história da Cote D’Or, uma das minhas marcas favoritas de chocolate no mundo todo, mas o que tinha era muito pouco e superficial. Pra mim, a roubada da viagem. Tá, a tia do trem foi mais, mas essa pegou um desonroso segundo lugar.
Agora cerveja: Cervejaria Haalve Maan
De cerveja, Bruges também está bem servida. Eles tem uma cervejaria local, De Haalve Maan (A Meia Lua, fica na Walplein 26), que faz a Brugse Zot. Você irá encontrá-la por toda a parte, mas o melhor lugar pra tomá-la é na própria cervejaria. Ela tem tour guiado (que eu fiz), onde você vai aprender sobre cerveja em inglês e holandês (e, se tiver pessoas o suficiente querendo, alemão e francês). E depois pode tomar a cerveja local tirada na pressão, antes de ser filtrada (o que é feito fora da cidade), algo que você só pode fazer lá. O tour saiu por €5,50, incluindo um copo de cerveja, e ainda terá uma bela vista da cidade a partir do telhado da cervejaria.
A propósito, se você curte cerveja, a Holanda manda muito bem, também. Aliás o Alexandre Gueda deu uma indicação de um pub de cerveja em Bruges que, segundo ele, é imperdível: café ‘t Brugs Beertje (Kemelstraat 5).
História em prédios: O campanário de Bruges
Além da arquitetura típica em Bruges, existem muitos prédios e locais de relevância histórica. O mais famoso deles é o Campanário de Bruges (EN: Belfry of Bruges NL: Belfort van Brugge), impressionante torre bem no Grote Markt, o mercado central da cidade – aliás, lindo. O prédio é meio que símbolo da cidade, tem papel central no fim do filme In Bruges, e é parte de outro Patrimônio da Humanidade, os campanários da Bélgica e França.
Sendo eu um entusiasta de ver as cidades no alto, resolvi encarar os trezentos e sessenta e seis degraus. Pelo privilégio de ter seu condicionamento cardíaco desafiado, rola uma entrada (5€, criança menor de 13 nos não paga), mas uma bela vista da cidade é a recompensa. Além disso, dá pra admirar o carrilhão e os sinos de bem perto. A subida é feita em etapas, e as escadas são estreitas. Tem que rolar uma negociação entre quem sobe e quem desce em vários lances.
No dia em que escolhi ir estava rolando uma feira no Grote Markt, foi bem legal.
A Igreja de Nossa Senhora e a Virgem Maria com criança de Michelângelo
A Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk é um prédio sóbrio, como bem definiu o Lonely Planet, e eu não recomendaria especialmente entrar nela se não fosse pela escultura da Virgem Maria com criança (Madonna with child) de autoria de Michelângelo. Dizem ser a única escultura do artista a deixar a Itália enquanto o artista era vivo. Comprada por um patrono rico da cidade, ela foi e voltou ao longo do tempo, conforme guerras e invasões aconteciam, mas hoje está lá, pra qualquer um admirar. Inclusive, no dia, eu era o único visitante, apesar da entrada grátis (é, afinal, uma igreja).
Claro, tour de barco pelos canais
A cidade é toda cortada por canais, e dá pra fazer o tour de barco. É mega turistoso, eu sei, mas eu curto tour de barco mesmo assim. Indiquei até como uma das atrações de Amsterdam.
O piloto do nosso barco era até que engraçado, e ver ele pilotar de pé, com a cabeça passando, com suprema indiferença e segurança, a milímetros das baixíssimas pontes de Bruges acabou virando uma diversão extra entre a turistada do barco. O cabelo dele era bem esvoaçante e efetivamente encostou na ponte mais baixa (não tirei foto, mas da outra sim).
No fim o passeio foi legal, e o piloto nem precisava ter chantageado emocionalmente todo mundo pra ganhar gorjeta. Não a mim, ao menos, eu teria dado de qualquer maneira.
Begijnhof e o Lago do Amor
Achou dois Patrimônios da Humanidade numa cidadezinha desse tamanho pouco? Tem mais um, um dos Jardins das Beguinas de Flandres (EN: Flemish Béguinage NL:Vlaamse Begijnhof) fica lá em Bruges. As Beguinas eram mulheres que queriam viver uma vida retirada e dedicada à Deus, mas sem se ordenarem formalmente. Elas formaram comunidades nos países baixos (não confunda com os Países Baixos atual, popularmente conhecida por Holanda. Tô falando da região histórica, que hoje está dividida entre norte da Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo), casinhas protegidas por um muro e voltadas pra um jardim central, onde em geral havia uma igreja.
Alguns destes jardins sobrevivem até hoje. Inclusive o Begijnhof de Amsterdam é uma das atrações de lá. Fui visitar também o de Bruges. Fiquei pouco, não entrei, mas achei bonito e, sim, como em geral são os jardins das Beguinas, tranqüilo.
Um outro lugar tranqüilo ali perto é o Lago do Amor (EN: Lake of Love NL: Minnewater). O motivo do nome, desconheço. Eu e todo mundo, aparentemente. Antes da ligação medieval com o mar estagnar, ali ficava uma movimentada doca, bem o oposto de hoje. Não é nada de especial, mas quando fui tinha surpreendentemente poucos turistas, e estava bem calmo. Não sei se é assim sempre.
Sossego
Aliás, a cidade toda é muito sossegada. Durante a noite, não havia ninguém nas ruas. Andávamos com a cidade meio que pra nós. Tudo bem que não era alta temporada, mas ainda assim. Eu, que gosto de andar a pé, achei uma delícia. Inclusive porque a cidade é um ovo. Literalmente, também (o centro histórico é cercado por um fosso oval).
Quem tá no pique de balada deve se entediar até a morte durante a noite.
Bruges local. Isso existe?
Bruges ainda tem outras atrações (como o museu onde tem obras dos Flemish Primitives, mestres pintores da época em que a cidade era dos hubs da Europa, ou a Stadhuis, a antiga prefeitura) e diversas surpresas escondidas. Passamos por outras aventuras (como comprar pão numa máquina automática e jantar pão e água de pé na rua deserta), mas é hora de ir finalizando.
Apesar de megaturística — Bruges me parece ser tudo o que Campos de Jordão queria ser quando crescer — ela não fica só nisso. Basta se aventurar um pouco, ignorar os guias e andar sem olhar o mapa, enxergar não os anos de história, mas a população local vivendo a vida normalmente. Force a vista um pouco além do show montado e dos turistas, e você verá que ela está lá também, não apenas na Bruges moderna, fora do centro. Descobrir uma nesga dela foi uma das boas surpresas da viagem.
No geral, gostei de Bruges. A coisa de que mais senti falta, na verdade, foi de uma caneca escrita “Fucking Bruges” ou mesmo “Bruges is (not) a shithole”. Ah, não faça essa cara de chocado, é uma referência ao filme In Bruges, e eu acharia mega cool se as armadilhas de lá tivessem aproveitado pra entrar na onda. Bem, ao menos teriam arrancado mais alguns euros de mim.
Fotos de montão
No Flickr eu criei um set com as fotos de Bruges. Se quiser dar aquela tradicional fuçada, pra ver o que mais vimos por Bruges, por favor, fique à vontade!
Hoteis que ficamos em Bruges
Minha cunhada e o marido dela ficaram no Íbis de Bruges, que é bem localizado, dentro do centro histórico e perto de diversas atrações.
Já nós reservamos uma pensão — no nome um hotel, Hotel Asiris —, bem no limite de fora do centro. Não tinha elevador, somente escada, mas tinha uma vista bonita pra Igreja. Mãe e filha cuidam da pensão e o atendimento é muito simpático, e elas servem um bom café da manhã.
Guias
Usei o Lonely Planet da Bélgica e Luxemburgo. O Lonely Planet nunca me decepciona, e esse também é sensacional: completo, bem escrito e bem explicado. Já prum guia mais direto ao ponto, eu comprei o Fodor’s Brussels’ & Bruges’ 25 Best, 4th Edition
, que me deu a dica da melhor chocolateria de Bruges. Só por isso, ele já teria valido. Mas é boa companhia de viagem também.
Próxima parada: Gent
Gent é outra cidade medieval na Bélgica. Fica bem no caminho da estrada de ferro entre Bruges e Antuérpia, então é bico ir pra lá. Foi o que eu fiz, e tem um artigo sobre o meu dia em Gent. Bora lá?
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Continue a viagem:
- Foto do dia – casa em Bruges
- Visitando Gent (ou Ghent) na Bélgica
- Rumo à Bélgica: preparações
- Rumo à Bélgica: a viagem
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Eu escrevi um artigo com muitas Dicas de hospedagem.
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{ 24 comentários… leia abaixo ou deixe um }
E ai Ducs!
Parabéns mais uma vez pelo site. Fantástico!
Sobre esse post, o que eu posso dizer é que está completinho. Essa cidade realmente é maravilhosa. Apesar do show business, ela é linda. Eu fui à Bélgica, incluindo Bruges, em 2004. Lembro bem daqueles castelos gigantes..todos enfeitados com flamulas estilo medieval. As charretes com aqueles cavalos todos ponposos..os bancos da praça com seus detalhes dourados. E no meio disso tudo..lembro de um outdoor com a Gisele bundchen..ahahahahahah..eta mundo globalizado
Ahhh..esse esquema de “pensão” é mt bom. Lembro de ter ficado numa casa com um casal de velhinhos..que tinha uma neta maravilhos..=]
abraços!
Fala luigi
valeu cara. De castelo, eu vi em Gent, tem um bem legal. Embora todo reconstruído, claro. Eu vi as fotos de como ele estava no fim do século XIX. Era, tipo, um pouco mais do que um muro desmoronado. O resto eles foram refazendo.
Mas ficou bem legal. Eu curti.
Eu sou proibido por contrato de comentar publicamente filhas de donas pensão
Mas fico feliz que você tenha dado sorte
Abraço
Post maravilhoso, em fevereiro fui de Amsterdã a Bruges, ah como eu queria ter lido esse seu mini guia antes!! Parabéns!
Oi Ana Carla
Brigado pela força! Pena que não deu tempo de usar na sua viagem, mas tomara que seja útil pra outras pessoas.
Bjs
Passei somente um dia em Bruges com os meus pais. Não deu tempo pra cair na roubada do Museu do Chocolate, mas deu pra curtir as cervejas. Fiz o passeio de barco e digo que me encantei pela cidade. O centro, maquiado ou não, é belíssimo. Recomendo o passeio de barco, mesmo sendo o clichê, dos clichês. Post cheio de valiosas dicas!
Bem, ao menos você fugiu do museu, hehe. Eu sabia que era armadilha – em geral esses “museus do…” são – , mas sabe cumé, tava com o pessoal, fomos, tal. Era.
O centro é realmente lindo. Aliás, o Lonely Planet fala assim: “Touristy, overcrowded and a tad fake. Any other city would be struck off the list. But not Bruges. Not to be missed” – e eu concordo totalmente.
E clichês nem sempre são ruins. Há algo mais clichê-turista que a Torre Eiffel, por exemplo (é a atração turística mais visitada do mundo!)? E eu achei sensacional
Bedankt voor je reactie!
Bjs
Realmente, Bruges é bonita demais, pequena – do “distante” hostel que é da rede HI até a Markt leva 15 minutos a pé -, e com tudo o que um turista quer: medieval, diferente, chocolate por toda a parte e cerveja!!
Inclusive, no bar que eu fui (desculpe, não lembro o nome) o cardápio tinha mais de 300 cervejas, TODAS belgas, divididas por região e muitas também por teor alcoólico! Problema mesmo é saber qual escolher, mas é só dizer pro garçom o tipo de cerveja que você tá a fim e ele, muito solícito, fala qual é a(s) pedida(s).
E a maioria é forte, marcante. Do jeito que cerveja tem que ser! hehehe
Opa Diego. Vish, cê vai se divertir também com cerveja por aqui. Hora de descobrir as cervas holandesas
Tamos aí!
Abraço, cara
Opa! Parabéns pelo post!
Planejei ir para Bruges no último feriado de Páscoa, mas por imprevistos (Tá, eu deixei pra fazer reserva na ultima hora), cabô que eu não fui.
No fim das contas fui para Maastricht, que também é uma cidade linda. Mas, de qualquer forma, esse post só reforçou mais a minha vontade de conhecer o lugar!
Grande abraço!
Massa, Anselmo. Cara, mas também alguém me disse uma vez: na Europa, você sempre está a duas horas de um lugar legal. É tanto pra ver que tem de rolar uma seleção mesmo… ou melhor, tem de fazer em etapas e semrpe voltar
Bruges entra na próxima, então!
Abraço
Olá Dani,
Tudo bem por aí???
Já com tulipas pelos jardins todos???hahahahaha
Pois,conseguiste agucar minha curiosidade quanto a Bélgica,comecei a ler,ver fotos e para supresa minha descobri que tenho descendentes nestes pagos pode???Já estava curiosa pois tu consegues com esta tua maneira especial de escrever virar a cabeca da gente e toca viajar,que bom que tens este dom!!!!
Bem,continuo me divertindo muito com teus escritos!!!
Bjs,saúde e paz!!!(aprendo muito contigo guri).
Oi Suzy! Por aqui tudo bem
As flores começam a surgir, a primavera anda tímida por aqui
Legal, tem parte belga na família, então. Acho muto boa essa viagem atrás de nossas raízes, fico contente que você tenha ido ver e tenha feito essa decoberta.
Obrigado, como sempre, pela companhia
Bjs
Oi Dani!
Eu simplemente adorei Brugge! Adorei a Bélgica, foi tudo de bom! Na verdade eu saí de Paris de carro e fui para lá e de Brugge para Ghent. Foram poucos dias, mas o suficiente para ficar apaixonada pelo lugar…que por sinal é excelente para ir de casal…o melhor de tudo? Ahh, as cervejas…tomávamos no café da manhã. Tinha que aproveitar né? Não é tudo dia que você encontra uma cerveja, que no Brasil custa em torno de R$ 40.00, por 2 Euros. Muito bom, né?
Adoro ler os seus posts, eles só me trazem boas recordações!
Beijos e bom fim de semana!
Oi Stefânia!
Realmente Bruges tem um atmosfera romântica, e na Bélgica as cervejas detonam! (Bem, tenho de dizer que as holandesas também
Brigado pela força – eu adoro receber comentários legais como o seu!
Bjs!
oi Dani,
não consegui achar a Speghlaere no google, nem pelo nome, nem pelo endereço…..dá uma ajudinha, please…
outro pedido: sugestão de almoço em Bruges.
Abraço
Ela fica na Elzestraat, 94, aqui:
http://maps.google.com/maps?hl=en&safe=off&ie=UTF8&q=Ezelstraat+94+bruges&fb=1&hnear=Ezelstraat+94+bruges&view=map&cid=7493595418670423839&iwloc=A&ved=0CEIQpQY&sa=X&ei=0FDKS_zuGov4Of3TyZUK
O nome da loja estava com erro de digitação, o correto é Spegelaere (já acertei no artigo, obrigado!). O nome da rua estava certo, entretanto.
Mas, ah, você será recompensada pelo trabalho na procura, hehe
Eu achei, fácil, os melhores de Bruges (e passei 4 dias me empantur… hã… “fazendo pesquisa” em diversas lojas
Almoço, não lembro de nenhum lugar que recomendaria especialmente. Recomendo, como sempre, fugir das armadilhas que ficam ao redor do Grote Markt. Se está no Grote Markt e tem “tourist menu”, corra!
Boa viagem!
Fala Daniel!
Muito bom o post, parabéns! Eu e a Érica fomos duas vezes à Bruges e é bem como você descreveu – pequena, turística, sem nada pra fazer à noite – mas vale muito à pena pelo centro histórico, cervejas e chocolates….
Aliás, pros cervejeiros de plantão, temos uma dica de um café sensacional de lá:
http://www.brugsbeertje.be/
Achamos tão bom que daqui em diante quando formos à Bruges só vamos nele!
Abraços….
Opa Alê,
Maravilha, cara, cê tá ligado que eu confio nas suas dicas de cerveja, então, vou editar lá pra incluir! E claro, quando voltar à Bruges poderei então seguir uma dica do meu próprio blog, haha!
Valeu!!==
Consigo perfeitamente visualisar e ouvir a cidada brasileira do trem que voce descreveu, toda entrona, critica, debochada . Ja vi “tipas” e “tipinhos tipicos” assim antes. Humpf !
Bom, voce e’ um “reporti” excelente. Vou copiar seu post e enviar o link por e-mail para a Jane Murback do Blog Mulheres Impossiveis que anda pensando em fazer Belgica e Holanda com o maridovski e me pediu informacao sobre Brugges. Brigadao !
Oi Anita! Maravilha, brigado! Manda pra ela sim, espero que ajude
Depois ela poderia contar como foi a viagem, se as dicas funcionaram
Bjs
Olá!!! Parabéns pelo blog! Daria um livro fácil. rs
Eu li bastante sobre a cidade e no mês de Junho estarei lá bem rápido, tendo como base Paris. Quando as pessoas falam que a cidade é pequena, eu realmente vou conseguir identificar/achar os melhores pontos da cidade, à pé? Vou sozinha e tô com um pouco de medo de me “perder” haha
Obrigada!
> Quando as pessoas falam que a cidade é pequen
Ahn, quando elas falam que a cidade e pequena eles querem dizer que o centro histórico/áreas turísticas é pequena.
> eu realmente vou conseguir identificar/achar os melhores pontos da cidade, à pé?
Depende de você, mas não é difícil. Eu acho que a pé é o melhor jeito de explorar a cidade.
> Vou sozinha e tô com um pouco de medo de me “perder”
Bem, perder-se faz parte. Nos primeiros meses eu me perdia loucamente. Mas tá, verdade que eu andava bem mais que o centro histórico.
Eu recomendo a compra de um mapa, irá te ajudar. Eu acabei comprando um guia de ruas mesmo. Não era caro (acho que foi por volta de 9 euros) e até que fino (dava pra carregar tranquilo). Mas pro seu caso provavelmente isso é overkill. Um mapa turístico já irá ajudar bastante.
E pra ajudar você a planejar seu roteiro e o que ver, eu fiz um mapa personalizado no Google, com uma sugestão de passeio a pé.
http://bit.ly/6NFSbn
Marquei as atrações, o que há pra ver e o caminho a percorrer.
abs
Olá, beleza?
Adorei seu depoimento sobre Brugges. Irei lá no fim de setembro a partir de Amsterdã. Fui dar uma olhadinha no nshispeed, e achei passagem de trem Ams/ Bruges por Euro 45,40. Você lembra quanto pagou? Vi na Thalys e com antecedencia de 30 dias eu consigo por Euro 35. é isso mesmo? Será que vale esperar para comprar lá? Desde já agradeço.
Abraços, Nanda.
Oi Nanda,
Essa viagem foi em 2008, então infelizmente não lembro quanto paguei. Os preços que vc falou me aprecem compatívels com o que eu esperaria, entretanto.
Eu gosto de comprar o quanto antes, mas nem sempre isso é possível quando não se mora no local.
Boa viagem!