Já estávamos andando com o carro há alguns dias, dando a volta no Lago Genebra e parando nas cidadezinhas a sua beira. Havíamos andando por estradinhas serpeantes no meio dos Alpes na escapada que demos pra Chamonix-Mont-Blanc na França. Apesar dos quilômetros percorridos na fronteira franco-suíça, o marcador de combustível do Ibiza alugado só havia baixado um tiquinho. Tão econômico era o carro que por algum tempo desconfiamos de que o marcador estava quebrado, o que nos deixou desnecessariamente tensos. Eram boas notícias, não más.
Quando finalmente ele começou a baixar, começamos a pensar num desafio: abastecer. Mesmo que tivéssemos conseguido fazer a viagem toda com menos de um tanque, teríamos de entregar o carro completamente abastecido. E teríamos de fazer isso nós mesmos, já que 99,9% dos postos europeus são self-service. Grande lance é que, após uma vida toda apenas entregando a chave pro frentista no Brasil, nós não sabíamos abastecer o carro!
Tá, tá, pode rir. Os europeus sempre dão risada quando eu conto. É meio que nem dizer que, sei lá, você não sabe fazer café de máquina. Se você fala isso, tudo bem, pode acontecer, mas espere olhares como se você fosse meio retardado. Nós comentávamos, dando risadinhas nervosas, de vez em quando, enquanto o Ibizão devorava os quilômetros alpinos:
- A gente precisa parar pra abastecer, né?
- É. Mas ainda tem bastante.
Silêncio.
- Quão difícil pode ser, vai?
Risadinhas nervosas.
Finalmente, depois de saírmos de Montreux (onde descolamos um hotelzão), pedimos pra Catarina nos indicar um posto perto. Catarina era a voz portuguesa de nosso GPS (a voz brasileira tem que comprar a parte. É um GPS barato). Eventualmente a Carla brigou com a Catarina, e acabamos a viagem com a Jane, britânica. Mas nessa hora era ainda a Catarina, que após errar dois postos (a Carla só olhando pra ela, essa Catarina tá de sacanagem comigo), finalmente nos achou um no caminho. Encostamos o Ibiza ao lado das bombas, lembramos que a locadora havia dito que ele usava "benzene". Desci, cavalheiro romântico que sou, pra ir lá adquirir o símio(*).
Três bombas encontrei, cada uma marcada com uma cor e um código. Procurei a benzene. Tinha: S90... E90... Hm, talvez a próxima seja "benzene". Faria todo o sentido, claro. S90, E90 e benzene. Não, era E60. (Talvez fossem outras combinações de números e letras solteiras que não pareciam em nada com Benzene, não lembro ao certo.)
Informei à minha donzela em perigo que o cavaleiro andante ia ter de pedir ajuda. Fui até a casota do posto, onde ficam os caixas que você paga após abastecer. O caixa do posto olhou, viu no sistema que eu não havia usado a bomba, e deve ter pensado: "que cara caipira". Ah, mas ele não tinha idéia.
Gastei duas das três frases em francês que sei pedindo desculpas e pedindo pra falar inglês. Dei sorte, o cara falava um pouco. Expliquei a situation com cara de quem pede papel higiênico na casa da sogra na primeira vez que você vai jantar lá porque acabou no banheiro. Perguntei qual era a "benzene".
- Não faço idéia senhor. Aqui no país temos 3 tipos de combustível: S90, E90 e E60.
- ? (isso é cara desolada de "e agora"?)
- Talvez esteja especificado algo no manual do carro?
Oras, uma idéia inteligente! Agradeci, voltei pro carro, entrei porque tava frio pra cacete e porque o manual estava no porta-luvas. Abri e o manual estava em alemão.
...
Dez minutos depois eu e a Carla estávamos virando as páginas enlouquecidos, empatando a fila na bomba, tendo uma entusiasmada discussão de relacionamento disfarçada de colóquio linguístico. Quando somos interrompidos por três batidas na janela do carro. Era o caixa. Ele havia saído da casota e vindo até nós. Abri a janela.
- Precisam de ajuda?
- Pode-se dizer que sim.
Ele pegou o manual, deu risada e devolveu instantâneamente, "tsá, alemão", olhou pro bocal do tanque de gasolina, abriu a tampinha e sorriu. Apontou pra mim. Estava escrito lá "S90".
- Acho que o seu combustível é S90.
- Acho que sim (tradução: quero sumir.) Obrigado. (tradução: quero sumir agora.)
Resmugando sobre o sistema suíço de combustíveis, sobre o cara da locadora e seu maldito "benzene", e tudo o mais que me ocorria, pedi pra Carla abrir o tanque com a chave do carro enquanto eu pegava a mangueira da bomba. Esperei.
Esperei.
Resmunguei. Ela me disse "não tô conseguindo abrir."
- A sério?
- A sério.
- Me dá aqui a chave!
Guardei a mangueira (essa frase soou mais pornô do que foi), e virei a chave no tanque. Em falso. De novo. Em falso. A chave não abria o tanque. Olhamos desolados. Ficamos parados, olhando o carro, no frio de dois graus suíço. A Carla timidamente sugere:
- Vamos pedir ajuda pro caixa?
- Prefiro a morte.
- Mor, você tem alguma outra idéia?
- A morte!
- Mor...
- Eu não vou lá de novo!
E você achando que o cavaleirismo andante morreu na idade média. Ele morreu em um posto de gasolina suíço em 2009. A Carla fez o que qualquer mulher sensata faria: me largou falando sozinho. E foi lá ela mesma pedir ajuda. O cara voltou já rindo.
- O tanque... a chave... - balbuciei.
Ele me olhou sorrindo. Pegou a chave. E girou pro lado inverso. Abriu. Ainda sorrindo, me devolveu a chave e me explicou bem devagar:
- Você tem de girar a chave no oooooutro sentido.
Olha, eu nunca gostei muito de carros, eu não me interesso por eles, mas eu já tinha aberto um tanque nos nossos carros no Brasil. E a chave... girava... PRO OUTRO LADO! Porra!
Com uma nuvenzinha de fumaça negra sobre minha cabeça, peguei a mangueira, puxei até o tanque e...
Quase cai pra trás: o carro estava muito longe e a mangueira esticou ao máximo e travou com "clanck". A esta atura já éramos atração no posto. A Carla entrou pra puxar o carro pra frente. Esquecendo a chave na tampa do tanque. Voltei pra entregar pra ela. Ela puxou o carro. Consegui abrir o tanque sem ajuda externa pela primeira vez. Comecei a abastecer. O tanque ficou cheio, o gatilho da mangueira fez "cluck" e travou - pronto, terminei. Tirei a mangueira de uma vez, sem saber que sempre fica um restinho de combustível. O restinho de combustível desenhou um arco no ar, espalhando-se por todo o posto, quase pegando a Carla em cheio, que deu um pulão pra trás enquanto gritava AAAAI!
Juro que não sei como que os outros motoristas não aplaudiram e jogaram moedas pra gente.
Fui lá na casota pagar no caixa. Eu havia decorado o valor, sem saber que eles tem um sistema que mostra o valor gasto na bomba. Você só tem de dizer o número da bomba. Eu cheguei e disse:
- Foram trinta e cinco francos...
- ...e cinquenta e dois centavos. Vocês são a bomba cinco.
- Olha, muito obrigado pela sua ajuda.
- Ah, mas foi um prazer - sorrizão aberto.
- Sabe, eu juro que nós temos carros lá no meu país...
- Tenho certeza de que sim, senhor.
- ...a ARGENTINA!
Tá bom, as 3 últimas frases não aconteceram de verdade. Pensando bem, nada disso aconteceu! É tudo... hã... "mentira". Hm. Licença... poética.
Se quiser ver montes de fotos tiradas de dentro o carro durante nossa road trip, é só clicar na fotinho.
Fotos de montanhas na nossa road trip na França Suíça.
(*) Para meus leitores portugueses não familiarizados com gíria brasileira: "pagar um mico" é "passar por situação embaraçosa". Adquirir um símio é invenção minha mesmo (e sim, estou a par de que micos não são símios).
O itnerário completo de nossa viagem ao redor do lago:
Copyright © 2009 by Google
Pegamos um avião de Amsterdam para Genebra (Genève, Geneva - A/K no mapa), onde ficamos por dois dias. Depois alugamos um carro, cruzamos a fronteira da Suíça em direção à França, e alugamos um chalé alpino em Les Houches (B), no vale de Chamonix, apenas 8 quilômetros de Chamonix-Mont-Blanc (C) e com um preço bem melhor (e a uma vista espetacular pro Mont Blanc e Aiguille du Midi). Passamos 3 dias entre Chamonix-Mont-Blanc e Les Houches, e no quarto nos mandamos pelo meio dos Alpes até Thonon-les-Bains (D), onde nos hospedamos. De Thonon visitamos de carro Yvoire (E), uma vila medieval preservada para alegria dos turistas, e Evian-les-Bains (F), famosa pela água mineral que leva o nome da cidade. O tempo não estava estas maravilhas, mas deu pra aproveitar. Saindo de Thonon pusemos o pé na estrada e continuamos a volta no lago, cruzando a fronteira na Suíça pra nos hospedarmos em Montreux (G), terra do festival de música mega famoso. De Montreux vimos o Castelo de Chillon (H) e a desconhecida cidade de Glion (I), abaixo de neve e bem acima de Montreux. Dois dias passamos nisso, e dali fomos até Lausanne (J), onde paramos por um dia antes de voltarmos à Genebra, onde devolvemos o carro e pegamos o avião de volta pra Amsterdam.
Histórias das outras etapas: Glion Montreux em dois tempos / Les Houches e chalé alpino / Aiguille du Midi e Mont-Blanc / Como alugamos um Hotel em Montreux / Yvoire, a vila que o tempo esqueceu
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{ 59 comments… read them below or add one }
Huahuahau!! Ótimo Post!
Mais uma para eu me lembrar quando chegar a minha hora!
Hehehe, Anselmo, quando chegar a sua hora conta pra gente depois, e vamos ficar trocando micos – nós temos sempre um grande estoque de micos pagos à vista por aqui
Muito bom!!!
Ri muito da sua experiência. Eu não tive esse problema quando abasteci a primeira vez nos USA porque morei em Teresópolis-RJ e lá, durante um tempo, até o governo proibir, abastecíamos mais barato no auto-atendimento de um posto.
abraços e sucesso,
Nelson
Fala, Nelson! Brigado pela visita e pelo comentário!
Po cara, não sabia que no Brasil era *proibido* post self-service! Caramba – quando eu conto aqui que a gente não abastece o prórpio carro, o povo já olha estranho, magina se eu falar que é proibido. Já até vejo as caras de wtf? entre os cabeças de queijo…
estava hj a tarde desenhando junto com maria com pensamento em nada, ai veio na cabeca a parte do nada esta parte: – Sabe, eu juro que nós temos carros lá no meu país…
- Tenho certeza de que sim, senhor.
- …a ARGENTINA!
Tá bom, as 3 últimas frases não aconteceram de verdade.
hsiuahsuahs ri muito alone , maria nao entendeu nada….
Hehehe
Melhor do que proceder a um escambo monetário por um primata, é sempre culpa a Argentinha pelo ocorrido.
(sorry, Carol , eu sei que vc passa por aqui, nao foi pessoal …)
Uma idéia excelente!
O Gus eu sei que vem, mas a Carol tem tempo que não dá um oi aqui no Ducs… snif, nem com uma provocaçãozinha ela apreceu… hehehe.
Oi ducs!!!!Que legal,o bom da viagem é exatamente pagar esses micos,fica mais divertida e acaba rendendo um bom papo pro reto da vida.Quando nós estivemos nos EUA pagamos um micão.Chegamos em Miame morrendo de sêde entranmos no quarto fomos direto pra geladeira só que não conseguimos abrir forçamos tanto que acabou abrindo só que depois não fechava,pegamos a água e como não fechava devolvemos a água pra ver se assim fechava e nesse põe e tira tentamos umas dez vezes e não fechou.Conclusão ,não tomamos a água a geladeira teve que ser retirada e gerou uma baita briga porque queriam nos cobrar 10 garrafas de água,porque cada vez que a gente tirava uma garrafa registrava em nossa conta e no põe e tira se já viu.Foi mais ou menos umas três horas de briga a´te nos fazer entender pois não falávamos inglês.A geladeira era aberta com o mesmo cartão que abria a porta.Depois de tudo esclarecido tomamos água da torneira da pia.Isso rende até hoje boas rizadas.Beijos.
Oi Marcia!
Só de ler seu comentário a Carla já coia na gargalhada. Ela me contou o mico todo, hahaha! Brigado pela visita
Bjs
Olá!
Entrei no site de voces por uma indicaçao no Orkut.
E fiquei surpresa com o tanto de informaçoes que postam aqui.
Moro na Holanda faz um mes, especificamente em Oudewater, ficarei por aqui 1 ano.
EU também tenho um blog, é pequeno, mas eu sempre que posso, posto sobre minhas viagens a museus, a lugares turisticos aqui na Holanda, e fora dela (no futuro).
Bom, fico feliz em ver um site bom assim, e estarei aqui sempre para pegar mais dicas sobre viagens.
See you !
Katherine.
Oi Katherine
Brigado pela visita! Já passei lá no seu blog
Você é sempre bem-vinda aqui no Ducs em Amsterdam (se quiser, pode receber os posts novos pelo email ou via RSS, tem o formulário na barra ao lado, e ao fim deste post).
Por curiosidade, qual foi o link no Orkut que te trouxe aqui?
Bjs
Oi Danii…
Obrigada pelo post no meu blog.
Sabe que minha mae falou o mesmo pra mim, do negócio de ficar falando em portugues?
Rs. EU vou ver se aprendo, posta mesmo, as barbaridades que ja aconteram falando portugues no estrangeiro! Eu quero saber, rs !
Bom, a página do orkut é essa aqui: http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=4833319&tid=5217756417017171331&na=2&nst=3
De uma comunidade de aupairs na Holanda. Alias, eu sou aupair aqui na Ventolandia.
Me animei com os posts sobre Amsterdam, e quero ir lá esse fim de semana.
Vi uma foto de um dos antigos portais de Amsterdam, e pensei: Puts, eu já passei por lá! . Eu até tinha tirado foto, sem saber o que era, tinha achado bonito, e pela data de 1620, histórico.
Bjs
Poisé, essas são as duas maiores pegadinhas de brasileiros por aqui: falar português achando que ninguém entende e achar que “sol = calor”, hehehehe. Pode estar menos cinco lá fora e um lindo sol.
Como disse, um dia faço um post, mas uma das vezes duas senhoras brasileiras começaram a causar no trem pra Bélgica. Estavam incomodando todo mundo no trem. Daí, uma delas começou a falar mal de todo mundo, na cara das pessoas. Dizia as maiores barbaridades (“aposto que aquela ali o namorado não dá a menor bola” só que usando outros termos, se é que você me entende. E daí pra baixo). Crente que ninguém no mundo estava entendendo. Probelam era que estava cheio de brasileiros no trem além delas duas. Por sorte ela não falou da gente. Essa ia ser um mico bom.
Legal a comunidade, brigado pela dica! Esse blog sempre precisa de divulgação e é muito legal ter o trabalho reconhecido pelas pessoas. Por isso adoro saber dos links e receber contatos e comentários.
Bjs
hahahaaaaa…morro de rir com esse gorila que vcs pagaram…fiquei aqui imaginando a cara de vcs lá no posto.
Oi Marcia – nossa cara que a gente não sabia *mesmo* onde enfiar, hahaha. No final eu e o caixa ficamos rindo do mico todo, o cara foi muito simpático na verdade. Também, acho que ganhamos o dia dele. Pelo menos tinha alguma coisa pra contar pra mulher quando voltar pra casa… hehehehe.
Quando eu voltei de Amsterdam, eu tentei contar a história pros meus colegas aqui do museu, mas eles tiveram bastante dificuldade de entender que nós não abastecemos o carro no Brasil, em geral. Eles ficaram meio com dó, heheh.
É o que acontece aqui também, na verdade, Érika. Imagina quando eu contar que, como disse o Nelson la noutro comentário, no Brasil é efetivamente *proibido* a gente abastecer por nós mesmos…
Quase faço nas calças de tanto rir, isso daria um curta bem legal, ou faria parte de um filme do Mister Bean.. esta e daquelas para lembrar para sempre.
Oi Carlos! Po pensei em fazer uma história em quadrinho já, confesso
Quem sabe?
Abração.
Ahahahah ri muito com seu post cara, parabéns. Já to imaginando aqui a cena e a fila se formando atrás ahaheauehaueh. Eu teria gravado
Fala, Emmanuel! Putz, cara, a gente tava muito ocupado passando vergonha e fazendo merda pra gravar, mas teria sido uma excelente lembrança, daquelas boas pra embaraçar os filhos adolescentes, anos no futuro: “Sua namorada nova filhão? Que legal, posso aproveitar e mostrar aquele vídeo da época em que eu e sua mãe pagamos mico na Suíça! har har, você não tem orgulho do papai?”
Abraço!
Olá Dani!
Passei por uma situação parecida já (abastecimento) na Itália.
Então… to planejando fazer um passeio de carro no final do ano (dez/2009). Devo sair da Italia (Veneza) e ir até Londres. Passaria pela Suiça e França (pelo menos né).
O que acha da época? Posso ter problemas com o inverno?
Sugere algum lugar específico pra´paradas (comer, dormir, ver, fotografar, badalar)??
Um abraço!
E parabéns pelas aventuras!
Fala Maurício! Micão certo, esse lance de abastecercarro fora do Brasil.
bem, pode ser emocionante, dirigir na neve. Problemas, cara, em viagem *sempre* pode ter. Eu não fiz nenhuma até hj sem problemas. O que varia é a intensidade, o grau, e como lidamos e nos preparamos pra eles. Estar preparado é chave.
Vai ser um desafio, se vc não tá acostumado a dirigir na neve, e nessa época do ano, a maior parte da viagem vai ser no escuro (anoitece cedo). Tire um tempo pra aprender a colocar as correntes nos pneus, pra não precisar fazer pela primeira vez na hora da necessidade, só. Dá uma procurada no Google sobre direção no inverno.
Ah, na Suíça, tem um esquema de pedágio que é por adesivo. Se você tem o adesivo, pode usar as estradas pincipais (highways), senão, só as secundárias. O adesivo vale por um ano e custa uns 40 francos, se não me falha a memória. Veja com a sua locadora o esquema dos pedágios nos países que vc vai passar.
Não preciso nem dizer, uma catarina (GPS) vai ser essencial e uma mão na roda.
Na região do Lago Genebra tem muita cidadezinha legal e castelos pra ver. Dá uma lida nos outros artigos da série que escrevi até agora (tem link no fim desse post). E veja a sérue de fotos do dia sobre o assunto, pra mais dicas: http://www.ducsamsterdam.net/tag/foto-da-franca-suica/
Ah, se quiser, assine o Ducs em Amsterdam (o link tbm está ao pé desse post), q eu vou continuar falando da viagem. Tem bastante artigo aí, e quem sabe se interessar.
Um highlight da viagem foi a subida ao Aiguille du Midi: http://www.ducsamsterdam.net/ao-redor-do-lago-iii-aiguille-du-midi-e-mont-blanc/ essa é uma experiência que eu repetiria.
Ah, uma dica que sempre dou: faça um diário de viagem. Não precisa ser um relatório detalhado, nem precisa ser uma peça literária complexa, ou começar com “meu querido diário”.O que quero dizer, é, faça anotações dos lugares e highlights, lembretes de onde passou, coisas assim. Pq senão depois vc esquece, e aproveita menos a rica experiência que é viajar. E aí fica agonizando ans fotos: como chamava mesmo esse lugar? Ah, onde era isso mesmo?
E daí, se quiser compartilhar com a gente como foi a viagem, seria sensacional
Abraço
Fala Daniduc !!!!


Cara, descobri hoje que você esta em Amsterdam !!
Muito bom !!!
Estou adorando ler seus textos, por isso não vou perguntar como andam as coisas. Vou ler primeiro
Passa um email pra eu te contar como andam as coisas por aqui
Passei por algo parecido quando tentei abastecer o carro em Miami.
Fiquei procurando o botão de liga, mas era só apertar o tipo de combustivel
E adivinha se o cara da loja de conveniência não teve de vir me resgatar
Um grande abraço
Aeeee! Bino! Ha quanto tempo, cara!
Poisé, tô aqui, pagando uns micos à vista e tal. Tem bastante história no blog, já!
Po, legal, brigado pela visita! Me manda um email, pra gente conversar. Aliás, você tem conta no Google Wave? Dá rpa gente falar lá também
Abração
hahaha genial, desculpe cara, mas impossível não rir de todas as situações que rolaram!!
É realmente curiosa a diferença entre países em coisas tão teoricamente simples, como abastecer – teoricamente, pois eu também pagaria um gorila, com certeza. Será que o governo brasileiro, ao proibir os postos self-service’s tem medo que algum incendiário maluco exploda o posto?? Não entendo…
Opa Diego
Então funcionou – e idéia ;era fazer vocês rirem mesmo com esa historinha… hã… fictícia… que… *cof* “nunca” ocorreu.
Tsá, que nada. Na hora mesmo a gente saiu do posto já rachando o bico de nós mesmos. Mas o bão de viajar é isso, descairpiriza um tanto, a preço de micos e mais micos.
Vamo indo!
Abraço
Pode crer, nada melhor do que viajar para aprender MUITAS coisas que a gente nem imagina quando vive sempre na pequena porção do nosso mundo…
Pra vc ter uma ideia – por incrível que pareça -, eu não entendia como funcionava aquela torneira que joga água quente e fria abrindo uma só torneira!! hahaha
Hoje eu dou risada, mas quando precisei, foi muito estranho, ainda mais em se tratando de um banheiro público, com os holandeses me achando um Alien…
Mas mico de verdade é assim: já que tá pago, divida as risadas com o resto da galera!
Abraço!
Eu ri muito! Eu acho certo não haver postos self-service no Brasil. Do jeito que as pessoas cuidam dos orelhões, dos banheiros e de tudo o que é público aqui, os postos iriam à falência de tanto repor as mangueiras. Agora, se eu viajar um dia para um desses países com esses postos, vou me assegurar de ter um habitante local para me ensinar como é que faz.
Foi uma pena as três últimas frases não terem sido reais =(
Faala Edurado! Welkom in Nederland, cara
De fato, é uma bao obter ajuda antes que o mico escale e vire um Kong destes, heheh!
Abraço
Acho que vale muito a pena conhecer lugares assim, mesmo que nesta viagem aconteça estes “contra tempos”mas, é esses contra tempos que dão aquela coisa boa quando lembramos e rimos muito. Vou a Amsterdam ficar uns 8 dias e gostaria de conhecer países interessantes ai na volta, moro em no Brasil Pelotas RS estou indo com minha família visitar minha irmã, a questão é, minha família digamos assim, é dada a micos sem parar, já viu o que vai dar essa viagem!! Gostaria de algumas dicas tipo trem ou avião e se não for abuso se podes dizer alguns paises perto e legais.
A dificuldade que estamos encontrando é as taxas que acabam saindo bem caro tanto de avião como de trem será que carro sai mais barato?
Oi Andreia. O melhor das viagens são os micos – se não na hora, pelo menos de lembrar
Países perto da Holanda: os mais pertos são Bélgica e Alemanha. Mas de repente vale uma esticada também até a França ou Reino Unido, que são perto e bem legais.
Se o seu objetivo é economizar ao máximo, mais barato que trem e avião em geral é ônibus. Dá uma olhada na eurolines, eles costumam ter passagens bem baratas.
Bjs e boa viagem. Depois conta pra gente os micos
Adorei hahaha.. já passei pela mesma coisa, com minha madrinha nos estados unidos, foi hilário! O que voce me diz sobre Amsterdam? Irei fazer um intercambio no final do ano pra ai!!
Beijoss e parabéns pelo site!
Oi Giulia
Tão, certos micos são inescapáveis
Não temos essa cultura de abastecer e dái já viu -> King Kong à vista!
O que eu digo sorbe Amsterdam? Rapaz, pergunta difícil. Tem uns dois anos que tenho dito coisas sobre Amsterdam aqui no Ducs, hehe. É um dos meus lugares favoritos no mundo, é o que eu digo sobre Amsterdam
Bjs e boa sorte no seu intercâmbio. Acho que você nunca irá esquecer esse período da sua vida!
Olá Dani,
Ainda estou devendo um blog sobre a viagem de 2009, por sinal me passou boas dicas de Amsterdam. Pude entender porque os terroristas estão “abusando” dessa terra pois, achei a segurança no aeroporto fraca, as pessoas são extremamente simpáticas… Não imagina como foi escutar uma piadinha da policial (que fiscalizava a bagagem) que eu disse ter perdido minha esposa naquele imenso e vazio aeroporto antes de embarcar para a Dinamarca às 23:00 (sem contar a cara dos seguranças quando passei a bagagem toda no raio X onde era só para bagagem de mão, isso daria um post e tanto). Depois ainda achei estranho a mulher comentar que minha esposa era muito bonita (depois que a encontrei é claro). Não que seja mentira, mas percebi que a pele morena e os traços latinos chamam muita atenção na Europa, principalmente na Suíça. Amarre a sua,
Bom, o fato é que, sobre o post me chamou a atenção sobre as brigas e o medo dos micos, durante os 30 dias pelos 7 países, quase rolou separação, principalmente quando ela precisou usar o GPS em Munique prá achar um posto e o local de devolver o carro,
Quanto ao diário, tenho uma dica, sempre faço a contabilidade e guardo os comprovantes, mas uma frase é verdadeira para os visitantes: “quem converte não se diverte” hahahah
Desculpe-me delongas, abraço.
Hahaha, pode crer. A briga com o GPS rlou tbm, já vi que é um clássico. O melhor do mico é lembrar depois e rachar o bico. Se bem que esse do carro foi tão poderoso que na hora mesmo a gente começou a rir, não deu pra segurar!
Fico feliz de saber que as dicas foram úteis! E delongue-se o quanto quiser, puxa uma cadeira, pega um café (http://www.ducsamsterdam.net/os-holandeses-e-o-cafe/) um stroopwafel (http://www.ducsamsterdam.net/stroopwafel-e-o-sucesso/) e conversemos.
Abraço
Bom demais!! Passei por isso em Bordeaux, na França!!! Mas como sabia do problema, pedi ajuda antes do ir abastecer, no hotel … kkk…
Ae AndreC. Então, nós fomos no estilo render-se nunca retoceder jamais e acabei pagando a vista um micão-kong. Ao menos rendeu um artigo aqui
Adorei! Em 94 alugamos um carro em Madri e aconteceu o mesmo, também sofremos para calibrar o pneu.
Agora precisa experimentar as caixas automáticas dos supermercados, um verdadeiro desafio.
Oi Elisa
De quais caixas você está falando? Daquelas que você escanea você mesmo as mercadorias e tal? Tem um Albert Heijn aqui que tem isso. O sistema mais falhou que funcionou no começo e até hoje é meio capenga…
Mas eu conto uma série de micos no supermercado no meu artigo sobre Albert Heijn: http://www.ducsamsterdam.net/albert-heijn-e-a-holanda/
Abração
Legal demais!!! Além de divertido nos passou dicas importantes para evitar micos do tipo…trataremos de viver outros! rsrs
Fala, Humberto! Poisé a ideia é essa: divertir e dar as dicas ao mesmo tempo
Legal que você curtiu!
E vamos nós todos, pagando sempre novos micos
Abração
Acho que eu nunca ri assim lendo um blog… Parabéns pelo ótimo texto, relatando essa incrível experiência!
Valeu Christian! Grande abraço!
Cara vou fazer uma viagem longa em maio, pela Europa de carro, espero não pagar muitos micos, mas sei que serão inevitáveis, uma coisa sei, abastecer….
Haha, legal, um mico a menos
Mas é isso aí, micos são parte da vida, o negócio é dar risada e aprender. Como eu disse pro Humberto, o negócio é sempre pagar micos novos
Abração e boa viagem
KKKKK Tô rindo até agora. Vcs são hilários. Isso aqui é melhor que terapia!!!!
A propósito, estive em Amsterdam em abril e suas dicas foram muito úteis. Adorei a cidade. Super fácil de andar, transporte maravilhoso e povo bem simpático.
Estava pensando em fazer uma viagem de carro pela Suiça e talvez Itália. Sai muito caro?
Um abração pra vcs.
Oi Fatima
Legal que você curtiu, obrigado! Sair caro, depende muito do roteiro, de como você vai fazer… o jeito é calcular certinho as possibilidades. De qualquer forma. não é uma viagem “mochilão”, digo, não é o método mais econômico de viajar. MAs com planejamento, dá pra fazer uma viagem bem legal.
Abraço
Daniduc, por falar em mico, vc já pagou algum em pedágio?
Abraço.
Fala Marco. Em pedágio, não que eu me lembre… aqui na Europa nunca pegamos pedágio.
Abraçào
Não consigo te ler sem ter um acesso de riso. Em cada post você se supera.
Fiz a mesma coisa em Orlando. Parei no posto, óbviamente com o carro do lado errado da bomba, e tive que movê-lo para a bomba chegar até o bocal. Todo mundo me olhando… E com medo da bomba passar do valor, desliguei antes. Ou seja, marquei uma coisa e coloquei menos. Só eu… Alías, eu e todos os brasileiros!
Hahaha, yeah, mas pelo menos a gente pode dar risada depois
Abração
Hahaha muito bom! Muitas risadas lendo o post.
Abs
OI Tainah! Que legal! Pelo menos meu micão foi útil =)
Abração
Adorei a história, Daniel! Até linkei no meu post de hoje, onde eu ensino o passo a passo de como abastecer o próprio carro, hehehe.
hahaahahahahahaah
nunca ri tanto lendo um post!!
mas os micos sempre servem pra alguma coisa =)
não conhecia o seu blog, gostei bastante!!!
…nem que seja alegrar um pouco o dia de alguém
Eu mesmo dei risada lembrando, no fim das contas saiu uma boa história. Abs
Hhaushausauhsau… a parte da “licença poética” desse post, quando você colocou a culpa nos hermanos, acordou meu filho com minhas risadas! haushausha
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