Em março deste ano, se é que vocês ainda se lembram, eu e Carla fizemos uma viagem pela fronteira entre França e Suíça. A idéia era dar a volta ao redor do lago Genebra, conhecido como Lac Lemán na França, Lac de Genève em Genebra, e Lake Geneva em inglês. Muita história rolou às margens deste lago cercado de montanhas, cidades encantadoras e vistas magníficas.
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Pegamos um avião de Amsterdam para Genebra (Genève, Geneva – A/K no mapa), onde ficamos por dois dias. Depois alugamos um carro, cruzamos a fronteira da Suíça em direção à França, e alugamos um chalé alpino em Les Houches (B), no vale de Chamonix, apenas 8 quilômetros de Chamonix-Mont-Blanc (C) e com um preço bem melhor (e a uma vista espetacular pro Mont Blanc e Aiguille du Midi). Passamos 3 dias entre Chamonix-Mont-Blanc e Les Houches, e no quarto nos mandamos pelo meio dos Alpes até Thonon-les-Bains (D), onde nos hospedamos. De Thonon visitamos de carro Yvoire (E), uma vila medieval preservada para alegria dos turistas, e Evian-les-Bains (F), famosa pela água mineral que leva o nome da cidade. O tempo não estava estas maravilhas, mas deu pra aproveitar. Saindo de Thonon pusemos o pé na estrada e continuamos a volta no lago, cruzando a fronteira na Suíça pra nos hospedarmos em Montreux (G), terra do festival de música mega famoso. De Montreux vimos o Castelo de Chillon (H) e a desconhecida cidade de Glion (I), abaixo de neve e bem acima de Montreux. Dois dias passamos nisso, e dali fomos até Lausanne (J), onde paramos por um dia antes de voltarmos à Genebra, onde devolvemos o carro e pegamos o avião de volta pra Amsterdam.
Com a ajuda da Catarina, a voz portuguesa do nosso GPS, evitamos as auto-estradas principais e pegamos, sempre que possível, as quebradas e estradinhas serpenteantes pelos Alpes. As auto-estradas suíças são excelentes, e levam rápido ao seu destino por um módico preço anual (pago na forma de um selo colado no veículo. Alugamos o nosso já com selo), mas não estávamos com pressa. Aproveitamos pra nos enfurnarmos pelas montanhas e irritar os locais, com mais pressa do que nós e já acostumados com o espetacular cenário, ansiosos pela ultrapassagem. Nós, embasbacados, aproveitávamos ao máximo. A primeira estradinha destas nos levou de Genebra à Les Houches.
O chalé alpino em Les Houches
“Ch’gou ao seu d’st’no”, disse Catarina, com o característico sotaque europeu. “Ainda não”, pensei, “falta ganhar o Nobel antes.” Sou um cara pretensioso. “Mas, rapaz, até lá isso daqui serve bem!” Estávamos ao pé do Mont Blanc, na frente da vila de Les Houches, vale de Chamonix, no chalé Les Campanules. É um simpático hotel, quartos conortáveis, bom café da manhã com vista panorâmica e, sério, pague a mais pra pegar o quarto com vista pro Mount Blanc. E o mais importante, é muito mais barato do que qualquer hotel em Chamonix, então fica um excelente custo-benefício. O staff é pequeno, mas simpático e comunicativo, o que eles precisam ser, já que apenas um deles fala inglês e meu francês deve incluir umas 4 frases no máximo, e eles não estão muito interessados no fato de que jêmêapél Daniel, mas as outras 3 são essenciais: bon soir, bon jour e s’il vous plaît. Na França, cumprimente sempre primeiro e pergunte depois. E por favor, sempre. Isso irá te poupar alguma patadas.
Serviço
Chalet Hôtel Les Campanules
http://www.hotel-campanules.com/450, route de Coupeau
74310 Les Houches / France
Tel. +33 (0)4 50 54 40 71 – Fax +33 (0)4 50 54 57 23hotel-campanules@wanadoo.fr
Les Houches
Embora a grande atração fosse de fato Chamonix (a mania francesa de falar metade das palavras só diz que é “chamônî”), demos uma escapadinha pra ver a vila de Les Houches mais deperto. Encontramos tudo abaixo de uma grossa camada de neve, e nuvens baixas. As ruazinhas estreitas e inclinadas eram mantidas limpas com muito esforço, e aviso de uso de corrente nos pneus estavam por toda a parte. Estacionamos o carro logo na entrada, pegamos as máquinas e fomos dar rolê.
Fui me aproximar pra tirar esta foto e afundei até o joelho na neve, pra grande divertimento dos locais.
Apesar de Chamonix levar toda a fama, também é posível esquiar em Les Houches, em pistas mais simples. E se você não tomar cuidado nas ruelas inclinadas e congeladas, você ganha grátis uma esquiada de bunda que deve terminar na auto-pista láááá no fundo do vale, fora da cidade. Botas Salomon com seu solado inacreditavelmente aderente garantiram meu sossego.
Como é tradicional, vocês podem fuçar nosso set no Flickr.
Veja hoteis em Chamonix.
Histórias das outras etapas: Glion Montreux em dois tempos / Aiguille du Midi e Mont-Blanc / Como alugamos um Hotel em Montreux
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Continue a viagem:
- Ao redor do Lago IV: Hotel em Montreux, a descolada
- Ao redor do lago III: Aiguille du Midi e Mont-Blanc
- Ao redor do lago V: como aprendemos a abastecer um carro na Europa
- Ao redor do Lago I: Glion Montreux em dois tempos
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{ 8 comentários… leia abaixo ou deixe um }
Muito bonito mesmo…
quero um emprego assim pra mim tbm kkk =]
Oi Gus! Tava bonito mesmo com o tempo fechado. Dizem que quando abre fica um espetáculo. Quando subimos no Auguille du Midi, tava um dia mais aberto lá em cima, e ficou sensacional. Próximo post da série a gente mostra!
Laura: um emprego assim como?
kkk daniduc eu dei bote kkkkk
pensei q vcs faziam isso como profissao … depois q eu li q vi q nao era isso … kkk nusS qw bote eu dei foi malss kkk bjssss
Gêelo
.
lindo lugar!
Nossa, me epolguei pra seguir o roteiro.
Qual foi em média o custo total dessa viagem ?
Oi Vinicius. Não é uma viagem muito barata, na verdade. A Suíça é um país caro. Mas tivemos sorte em alguns momentos, conseguimos algumas pechinchas e fomos bem no final da temporada, daí rolou. Depende muito de onde vc fica, come, essas coisas. Tem de tudo no caminho, dá pra gastar centenas de euros num jantar e dá pra comer sanduba. O carro conseguimos alugar bem barato e até descolamos um hotel 4 estrelas na beira do lago pelo preço de um Íbis. Vou dando as dicas no blogue!
Ah, e sim, vale a pena.