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Albert Heijn e a Holanda

by Daniel Duclos on 10/12/2008

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AH Albert Heijn é uma cadeia de supermercados, mas poderia muito bem dizer que Albert Heijn é parte da Holanda. Se você viu um Albert Heijn, você está na Holanda, e se você está na Holanda, você verá um Albert Heijn. Em esquinas, em ruas, em prédios antigos e históricos, em shoppings novos, em pontos turísticos e em subúrbios esquecidos, em estações de trem e nos aeroportos, o Albert Heijn (AH, como eles parecem preferir) está presente em todo o território nacional holandês, mas, saca só, somente no território holandês. Na era das multinacionais, o Albert Heijn permanece teimosamente holandês, e exclusivamente holandês.[1]

Portanto, muito mais típico que moinhos de vento, tamancos e drop. Esses são os clichês pros turistas. Os locais, depois de uma viagem por terras estrangeiras, avistam o familiar logo azul e branco assim que chegam e então soltam um longo suspiro - estão de volta em casa. A Carla alega que este é o verdadeiro motivo pra ter Albert Heijn em toda estação de trem, porto ou aeroporto: assegurar aos locais que eles cruzaram a fronteira e estão de volta onde as terras são baixas e as pessoas altas, onde a bicicleta manda e o governo não muito, onde todos são iguais entre si, inclusive a Rainha, e onde o laranja está em toda parte, exceto na bandeira! Nederland, ik ben weer terug thuis! - exclamam, pois tudo é certo no mundo, o céu é cinza, o clima miserável, as montanhas ausentes e o Albert Heijn onipresente.

AH

Símbolos de holandezisse: AH en fietsen

Não que eles gostem do Albert Heijn, claro. Pergunte a qualquer holandês sobre o Albert Heijn e ouvirá reclamações (outro sinal de holandezisse, nativa ou adotada: a reclamação). "É caro" é queixa universal. Só turista deslumbrado acha o Albert Heijn barato, ou, pelo menos, admite em voz alta que acha. Com freqüência dirão que nunca vão lá. O que é um mistério, claro, porque ninguém "nunca faz compra lá", mas está sempre cheio de holandeses passando seus bonuskaarten, blip, coletando seus spaarzegels, felizes da vida a boodschappen doen. Ah, desculpe, eles não estão felizes. Os preços, onde iremos parar?

AH XL

Albert Heijn XL - esses são mais modernos...

Olha, não me entendam errado. Há muitos outros supermercados na Holanda. Muitos são excelentes. Alguns são, de fato, mais baratos. Mas a influência do Albert Heijn na vida holandesa não é equiparada por nenhum deles e, desconfio, por nenhuma outra empresa ou instituição. O Albert Heijn é, com seu conjunto de peculiaridades e idiossincrasias, digno de nota. Ou notas. Vamos à elas.

1. O Bonuskaart

O bonuskaart é um cartão de fidelidade. Você precisa dele pra receber os descontos que o AH dá. Se você vê um preço mais barato anunciado, escrito BONUS em cima, você só ganha o desconto se tiver um bonuskaart. Uma das distinções local-turista. Turista não tem, em geral, bonuskaart e não ganha o desconto. O bonuskaart é literalmente um cartão, que você entrega pra caixa a qualquer momento da compra. Ela pega, passa no leitor de código de barras, que faz blip, registra o número e aí seu desconto será aplicado ao final da compra fechada, subtraído do total. Mas quando você pede o bonuskaart, ele vem com 3 cópias do mesmo código - um cartão pra toda a família. Uma é o cartão que eu falei, e duas são minicartõezinhos, que podem ser colocados no seu chaveiro. Aí você entrega o molhão de chaves pra caixa, que faz clinck, clanck, BLIP, clank com ele e te devolve.

AH bonuskaart sleutelhanger

Clinck, BLIP, clank. (O código de barras está no verso)

O Bonuskaart não custa nada pra fazer, é só ir no balcão que tem na frente de todo Albert Heijn, onde vendem-se cigarros, strippenkaarten e afins, pedir e ganhar. Não precisa se registrar, dar nome, nada. Peça, ganhe, use. Esta é a versão anônima do bonuskaart. Mas, se quiser, você também pode pedir um cartão registrado com seu nome. Basta solicitar e eles te dão um formulário junto com o cartão. A grande vantagem de registrar-se? Huh... se você um dia perder suas chaves com o chaveirinho do bonuskaart dentro de um Albert Heijn eles mandam pra sua casa. GRÁTIS!

2. O AH To go

A versão de conveniência do AH, o oposto do Albert Heijn XL. Lá você encontrará mais lanchinhos prontos,  e produtos em porções individuais. Eles ficam abertos até mais tarde (22:00!) e são verdadeiros salva-vidas. Até que pra uma conveniência tem bastante coisa - até peixe já cortados em caixinhas, prontos pra serem preparados, tem lá. Dá pra agitar uma janta só comprando no AH To go. Os nativos às vezes juntam as duas palavras e chamam o coitado de tôgo. Isso, não "two gow", como no inglês, mas tudo junto, tôgo, como em português mesmo. Obviamente é um pouco mais caro que o AH convencional, mas aí todos acham justo. É a taxa conveniência, e cara, os funcionários estão lá até as dez da noite!

3. Os carrinhos e cestinhas

Pra você pegar um carrinho, você tem que fazer um depósito de €0,50. Você põe a moedinha no mecanismo do carrinho, fecha e ele libera a corrente e você sai a passear. Quando suas compras terminarem, devolva o carrinho, trave com a correntinha de novo e você recebe seus cinqüenta cents de volta. Ignorantes da tradição, na primeira vez em que nos aventuramos nesta instituição holandesa que é o AH, nós achamos que tínhamos de pagar cinquenta cents pra usar o carrinho! Ficamos indignados - que carrinho caro! Mas nos consolamos logo a seguir: pelo menos era bem macio de empurrar... depois é que vimos que demos uma de turistas otários e que algum holandês certamente embolsou nossa moedinha...

Depósito pra usar o carrinho

As cestinha azuis não exigem depósito. Elas ficam logo na entrada. Você pega e sai carregando. Mas muitas vezes não há cestinhas. Pânico. E agora? Voltar como, se a maioria das entradas do AH são mão única? Easy. Vá até o caixa, onde elas se acumulam, abandonadas pelos clientes que já terminaram suas compras, e pegue uma. Teoricamente os funcionários ficam movendo as cestinhas dos caixas pra entrada do super, mas sabecomé, né. Nem sempre.

4. Reciclagem e meio ambiente

O AH recicla coisas. Se você tem garrafas PET de 2 litros, pode procurar uma maquininha que come elas e te dá centavinhos em troca! Não tente por as pequenas na máquina. Ela cospe de volta e nada de centavinhos pra você. Na sua terceira tentativa virá o holandês que está atrás de você, impaciente pra usar apropriadamente a máquina e ganhar seus cents, já falando inglês porque, obviamente, obviamente, você é um turista sem noção, e te explicará a coisa.

Outra coisa que você pode reciclar no AH são pilhas (sem moedinhas, entretanto). Na entrada sempre tem uma lixeira especial onde você pode jogar suas pilhas (batterijnen). Eu só reciclo lá as baterias.

E finalmente, o AH não dá sacolinhas de plástico pra suas compras — bem, dá umas muito das mequetrefe, mais pra você proteger algo de vazar, não muito boas pra você carregar suas compras. As compras, na verdade, você carrega-as você mesmo ou compra uma sacola do AH, por €0,22. Apesar de cara, a sacola é boa. Pegue uma quando chegar no caixa, ou se estiver se sentindo confiante e ousado no holandês peça "mag ik ook een tasje?", ou melhor "rrRRrrenrtasRRRje?"

5. Produtos orgânicos - Biologisch

O AH tem uma linha excelente, gostosa e bastante completa de produtos orgânicos. Em holandês biologisch. Tem o selo, ou rótulo, ou embalagem, verdinha (agora branca) com um logo especial. E estão por todo o supermercado, não confinados em uma seção própria. Onde vendem tomates, ficam os tomates biologisch, e assim por diante. Onde há o produto regular, se há a versão orgânica, ela está lá, junto.

Bologisch melk

6. Organização interna

Aleatória. O Albert Heijn é como floco de neve, cada um é único e diferente. Se você se acostumou com verduras perto de enlatados em um, no outro podem estar em cantos opostos do mercado. Ou não. Quem saberá? É muito emocionante, você se sente um Indiana Jones na caça ao tesouro, ou cereal, no caso, rolando e rolando infinitamente por corredores de um AH que acontece de não ser aquele seu perto de casa. E como a maioria dos AH é construída em prédios antigos, que não foram feitos pra serem supermercados em primeiro lugar, eles improvisam e adaptam. Corredores estreitos com colunas no meio, geladeiras em cantos mortos, é uma alegria. De novo você se sente dentro de um videogame, num imenso labirinto do Pac-man.

7. Abastecimento

Uma das leis do AH é que sempre há um funcionário no seu caminho, empurrando ou carregando algo grande. Se ele não está em seu caminho, logo estará, te empurrando, cortando, fechando, sempre carregando algo pra repor os produtos. Você quer comprar algo e pá, lá está bem na frente da gôndola do que você precisa, um imenso, gigantesco, monstruoso, imóvel carrinho, te negando acesso ao produto.

E aí se estabelece um dos grandes mistérios do AH.

Apesar de estar sempre tropeçando em um funcionário "repondo" algo, o abastecimento é deficiente pra ruim pra péssimo. Errático, na melhor das hipóteses. Um dia tem, outro não tem. E cada AH repõe no dia que bem entende o que bem entende. O melhor esquema é descobrir que dia eles repõem que item que você curte no estoque, e ficar de butuca. Porque se acabar, acabou. Só terça que vem, ou sei lá. A hora que rolar. Fazer compras em AH perto da hora de fechar é uma cena desoladora, tudo meio vazio. Compre cedo.

Outro lance desse abastecimento errático é que, bem... vamos dizer assim: olhe sempre a data de validade. Eu sei, eu sei, você já faz isso em qualquer supermercado. Mas as ocorrências de "esquecimentos" no AH são num número razoável. E se você ver algo com 35% de korting (desconto) adesivado nele, olhe muito bem a data de validade.

8. Pesando os produtos

Os produtos a granel, como em geral frutas e verduras, são pesados no caixa. Há, porém, uma balança pra você conferir o peso e quanto vai dar o total. E daí? Bem, veja neste post :) .

9. O AH é holandês

Sim, sim, isso é óbvio. Mas muita gente não se liga que isso quer dizer que tudo no AH está em holandês. Os cartazes. Os anúncios. Os produtos. As etiquetas. Tudo. A única coisa que eu vi escrita em inglês em um Albert Heijn foi na unidade do Dam (a praça central e, portanto mega turística) um cartaz na entrada dizendo "We don't accept credit cards". And they don't. Mesmo. Veja o item 10.

10. Etiqueta no caixa

O ritual do caixa segue um protocolo estabelecido e respeitado por toda a Holanda. Entre na fila. Fique atento pra explicar pra outros fazendo o mesmo que a idéia é entrar no fim da fila. Chute sua cestinha pelo chão porque ela está pesada e você não quis pegar carrinho. Ao chegar no caixa, espere o cara da sua frente colocar os produtos na esteira e depois - mas atenção somente depois - dele colocar o separador de compras, comece a colocar as suas. Se ele não puser o separador, pegue você mesmo e coloque, olhando feio. Se não houver separador, aguarde a caixa repô-los. Colocar suas compras na esteira sem o separador de compras é crime capital, punido por olhar feio e a caixa feliz da vida passando seus produtos junto com os do cara da frente, mesmo que ele já tenha pago, e isso é encrenca certa. Depois, deixe a cestinha no chão, empilhada com as outras cestinhas. Coloque o separador de compras, o que autoriza o cara de trás da fila a começar a esvaziar a cestinha dele. Não colocar o separador irá autorizar o cara de trás a fazer isso por você, te olhando feio. Dê o seu bonuskaart, de preferência com as suas chaves. Se não der, é possível, caso haja algum produto com direito a desconto, que a caixa te pergunte:

- Heeft u een bonuskaart?

O que te soará como rrRRrrRRRaaart? Se você fala holandês, e já está aqui há anos, e fez cursos, soará como rrRRrrbonuskaart? Evite tudo isso simplesmente dando o cartão de cara. É obrigatório, no protocolo, a caixa aceitar e passar seu cartão, mesmo que não haja nenhum produto em bonus (sem acento, é holandês) e que a compra já esteja toda somada e registrada. Ao fim da compra, será dado o total. Se você tiver direito a selos (spaarzegels), ela perguntará se você coleciona:

- Spaart u zegels?

Que soará como srrRRzzRR? Grunha algo em resposta. Whatever. Pague. Não esqueça: o AH não aceita cartão de crédito. Nem de débito que não seja local. Não. Nem Maestro. Não. Nem Visa Electron, nada. Não insista. Não adianta. Se você sabe o que é pinpas (mag ik pinnen?), pode usar. Se não, é dinheiro na mão, bananão. Cash. Bufunfa. Nesse caso, fique a par da lei dos arredondamentos do AH. O governo holandês não emite mais moedas de 1 e 2 cents de euro. Então os estabelecimentos estão autorizados a arredondar pro múltiplo de 5 centavos mais próximo. O AH é meio... "liberal" nessa lei e arredonda pro múltiplo mais alto que ela "tiver troco". Espere perdas de no mínimo 5 centavos. E confira seu troco, na hora, porque pode ser que você dê 10 euros e receba troco como se tivesse dado 5. Concluída a transação, a caixa de perguntará se queres a nota:

- Bonnetje erbij?

Ou: "wilt u de bon?"

Sim, não, tanto faz. Pegue, ou não, e vá recolher seus produtos, enquanto os do próximo cliente são processados pela caixa e jogados pela esteirinha pra irem mansamente se misturarem aos seus. Cadê os saquinhos de supermercado? Não existem como no Brasil, fora uns bem fraquinhos, mais pra você embrulhar algo pra que não suje do que pra carregar compras. Você deveria ter comprado uma sacola (een tasje) por 22 cents. Veja o ítem 4.

11. É caro mesmo?

Mas resta a questão: é caro mesmo, ou é frescura dos holandeses?

Bem ele não é especialmente caro, não. Tem supermercados bem mais baratos, mas... também com bem menos opções e produtos muitas vezes... não tão bons. E claro, nos markts (feiras, em holandês), dá pra comprar verdura e outras coisas mais baratas. Mas aí é aquela coisa, a taxa conveniência. Outros supermercados do mesmo porte e qualidade, penso eu, cobram mais ou menos a mesma coisa. Algumas coisas mais, outras menos e aí vamos. Frutas, eu acho legal comprar em markt ou em quitanda, são melhores e sim, mais baratas.

Mas caro ou não, se você ficar na Holanda tempo suficiente, você irá, em uma hora ou outra, gastar euros no AH. Ou qualquer que venha a ser a moeda nacional holandesa. E é o que eu irei fazer agora (mesmo!). Tot ziens :)

---

[1] Na verdade o Albert Heijn pertence ao grupo Ahold, rede internacional com sede em Amsterdam, que tem cadeias de supermercados em outros países.

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Daniel Duclos (Daniduc), o autor do texto, mora na Holanda, desde novembro de 2007. É o editor do Ducs Amsterdam, o qual escreve, fotografa e ilustra. Possui também um portfolio on-line pra suas fotos e ilustrações.

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Gus dezembro 10, 2008 às 23:27

Dani e Carla,

e aquela foto da holandesa fingindo que está comendo arenque? Eles comem assim mesmo? Ou é meio de sacanagem?

Responder

daniduc dezembro 10, 2008 às 23:30

@Gus: esse é o jeito tradicional, folclórico. Pouquíssima gente come assim de fato no dia a dia. Mas, sim, acontece: eu já vi holandês comendo assim.

Responder

rui de campos fevereiro 24, 2011 às 12:38

Eu sempre comia assim quando lá morava como a Holandesa (até pode ser uma Finlandesa) e sempre assim como quando lá estou a visitar as minhas Filhas. Gosto inteirinho e sem cebola crua (detesto) e pickles. Uma delícia esse “haring”. Trate de ter uma escova de dentes e pasta dental na sua bolsa.

Responder

Daniel Duclos fevereiro 24, 2011 às 13:33

Caramba, Rui, cê achou um comentário meu de 2008 pra responder! :D Mas yeah, eu vi muitos holandeses comendo assim também. Eu gosto de uientjes e zuur, embora aqui em Haia eu aprendi que pedir zuur só te trará desprezo e chacota. Eu não cheguei a pedir, mas um ameigo meu pediu e, pior, pediu em inglês. A resposta foi: “Pickles is for the tourists. If you want pickles, go to Amsterdam.” Ouch. :D

Responder

Carla Puntel dezembro 11, 2008 às 16:01

Olá Ducs,
Tenho adorado receber suas dicas, são todas ótimas, porisso vou aproveitar a boa vontade de vcs. Adoooorei a foto do restaurante Moeders, parece que a comida é ótima. Tem salsichão com maionese de baratas, estas coisas mais Alemãs, ou não ? Bom nossa viagem está quase chegando (dia 20/12) portanto ainda tenho tempo para mais algumas perguntinhas…. :) :) :)
A melhor dica para se chegar a Bruxelas é mesmo trem ? O Thalys é a melhor opção ou tem outra empresa que faz o percurso mais barato ?
Outra coisa, vamos ficar no Lloyd Hotel, Oostelijke Handelskade, 34. Vcs conhecem a região ? Parece que fica próximo à East Docklands. Se pararmos na Estação Central dá pra irmos a pé ou pegamos um taxi da estação central ao hotel ? Tem coisas ou dicas de lugares legais na proximidade ?
Abçs
Carla

Responder

daniduc dezembro 11, 2008 às 17:03

Oi Carla.

Hahaha, se vc perguntar se tem “coisas mais alemãs” num restaurante tipicamente holandês vais entrar numa encrenca ;) Hehehe, a treta alemanha-holanda existe por aqui sim ;) Quando fomos o cardápio foi “surpresa”. Não escolhemos nada, ela nos serviu comida tipicamente holandesa na panela, na mesa. Foi bem legal.

Eu acho que o esquema bruxelas-AMS é trem, sim. Essa viagem a Carla fez uma vez de carro também, mas enfim, acredito que trem is the way to go. Que eu saiba tem a Thalys o Intercity. Veja qual está mais barato: http://www.nshispeed.nl/nl/onze-bestemmingen/belgie/brussel-met-de-trein
A Região da Oosterdok nós passeamos uma vez. É considerada o pico da arquitetura moderna de Amsterdam. O Lonely Planet Amsterdam inclui como um dos top 5 coisas pra ver em Amsterdam. Agora pra descobrir como ir de um lugar pra outro via transporte em Amsterdam o lugar é o 9292ov.nl
Lá ele me diz que dá pra você pegar na Centraal Station (tem dois aa o Centraal mesmo, é em holandês :) Faz assim:

1. Embarque nesse ponto de tram:

CS Tram Oostzijd – na Centraal e pegue o tram 26.

2. Desça quando o tram anunciar “Rietlandpark”. É esta parada aqui.

3. Caminhe até o hotel. Veja aqui o caminho que deve fazer. São 600 metros.

Agora semrpe há a opção de taxi. Tem um ponto bem na saída da Centraal. Fica a seu critério :)

Responder

Mrs. Gueda dezembro 13, 2008 às 12:19

O Albert Heijn já é quase um membro da família de tanto que eu vejo produtos com o AH aqui em casa. Particulamente adoro este jeito holandes de fazer compras…mercados pequenos, praticidade e sempre tem um perto de você. No Brasil quando tinha que comprar uma ou duas coisas quase sempre eu desistia, pois não tinha paciência para entrar naqueles supermecados enormes com filias mais maiores ainda. Ha se tivesse AH no Brasil, ia ser muito bom!

Responder

daniduc dezembro 13, 2008 às 12:44

Oi @Mrs. Gueda! Albert Heijn rox, e o Jeito Holandês ROX muito mais ainda!

Responder

daniduc dezembro 13, 2008 às 12:50

Aliás, tenho a impressão que o AH é membro de toda família na Holanda, hehe. Qdo fui pegar meu cartão de banco aqui, eles me perguntaram onde havia sido a ultima transacao, eu falei provavelmente no Albert Heijn, a mulher riu e disse “TODO MUNDO vai no Albert Heijn!”

Responder

batateira dezembro 14, 2008 às 18:04

Uau!!! Uma enciclopédia do Albert Hein em português, parabéns! Quanta informação pormenorizada! Mas em algumas coisas o AH não é exclusivo, embora vc trate neste post apenas de AH e vc deve conhecer outros supermercados que também reciclam garrafas, vendam sacolas e etc… Mas agora eu entendo porque o povo lá das ilhas de Terschelling e Schiermonnikoog não se sentem holandeses – lá não há AH!
gostei do post!
beijo,

Responder

daniduc dezembro 14, 2008 às 18:12

Olá! bem-vinda ao ducs em Amsterdam :)

É verdade, muitas coisas deste post são comuns e típicas de super mercado na Holanda em geral. O AH é o “supra sumo” do supermerc ado holandês e acaba ilustrando a classe ;) Legal que você curtiu o post, fiquei muito contente! Brigado pela visita! :)

Responder

daniduc dezembro 14, 2008 às 18:16

E, oh, uma parte do território holandês sem AH! Eu bem que ja tava planejando ir conhecer as ilhas, tenho de ver isto em loco!!

Responder

João agosto 2, 2009 às 16:54

Bem, sim senhor bela reportagem adorei, como vivo em zelzate tenho a holanda a 2 kilometros e por vezes vou ao Albert Heijn pois aqui na belgica todos os supermercados estão encerrados aos domingos grrrr.

Responder

Daniduc agosto 3, 2009 às 13:32

Fala João! Po, que sensacional isso! Você pode dizer “Pera um pouquinho que vou ali no exterior fazer compras e já volto” hehehe. Aqui os supermercados fora do centro também fecham aos domingos. Daí tenho de ir ao centro, que também fica a 2 km de casa, vjea só – só que é na mesma cidade, :D

Muito obrigado pela visita, elogio e comentário legal (legal = fiche pra quem é de Portugal)! Abraço

Responder

Elisabete Resende agosto 25, 2009 às 06:24

Olá Daniduc, muito bom seu site sobre Holanda. Fui casada (moramos juntos) com um Holandês durante cinco anos, fui à Holanda em 1998, conheci grande parte daí, fiquei em Helmond, hoje meu marido é falecido. Faleceu em 2002 pouco antes de nos casarmos oficialmente. Nosso casamento foi só simbólico, e quero voltar na Holanda sim mas pra ficar uns dois meses, pois sou aposentada. Gostaria de umas dicas sobre cidades pequenas como Venlo, volendan, etc para se ficar um tempo. Seria possível vc me dar essas dicas. Muito obrigado e vc está de parabéns.

Responder

Daniduc agosto 25, 2009 às 12:12

Oi Elisabete. Obrigado pelo contato. Fico contente que tenha gostado do site. Eu, infelizmente, não conheço muito bem essas cidades menores. Quem sabe a Clarissa não consegue te ajudar melhor? Ela tem outro site, o http://www.bailandesa.nl.

De qualquer maneira, se quiser, envie um contato pelo formulário http://www.ducsamsterdam.net/fale-conosco/

Um abraço

Responder

Diego janeiro 7, 2010 às 23:32

Realmente, o AH é um dos melhores lugares (pelo menos na multicultural Amsterdam) para exercitar sua holandesice, especialmente quando se sai um pouco do centro da cidade. Em Zeeburg pude exercitar todas as 5 palavras que sabia de Holandês, na época!

Mas pra próxima viagem se preparem, pois agora já sei 10 palavras!! :P

Abraço!

Responder

ludmilla moreira novembro 7, 2010 às 11:17

Daniduc,olá!!!

Já estive duas vezes na Holanda pois minha prima é casada com um holandes e tem dois filhos, eu adoro este país, acho simplismente lindo,adoro asa comidas o estilo de vida deles, é muito bom que por acaso querendo descobrir sites de supermercados daí descobri seu blog, será que eu posso comprar aí e eles me enviarem pelo correio, pois não quero ficar incomodando minha prima, nos USA da para fazer isto agora aí vc acha que da.Vou visitar o blog da sua mulher já que sou apaixonada por cozinha.Abraços,
Ludmilla.

Responder

Daniduc novembro 7, 2010 às 20:07

OI Ludmilla, brigado pelo comentário. Eu não conheço nenhum supermercado aqui da Holanda que entregue no Brasil. Porém, existem oturos sites que entregam produtos holandeses no mundo. Eu procurei no Google e achei esse:

http://www.internationalfood.eu/

Dá uma olhada, quem sabe é o que você tá procurando? Se Não, busque em inglês no http://www.google.com (atenção: só .com e não no .com.br! tem diferença no resultado!) por Dutch products world delivery e veja se consegue achar algo.

Boa sorte

Responder

Fabricio fevereiro 4, 2011 às 15:20

Outro dia no AH XL da Elandstraat esqueci minha moedinha-oficial-de-deixar-no-carrinho. Quando fui perguntar à tiazinha do caixa se ela nao me trocaria 5 euros em moedas, ela me deu um chaveirinho redondo com um logo do AH proprio pra isso! Pura tecnologia! Me senti mega local ;)

Abraco!

Responder

Daniel Duclos fevereiro 4, 2011 às 15:40

Duas moedas de 10, se nao me engano, tbm servem :)

Responder

Aline fevereiro 4, 2011 às 23:14

Ow, e aquele mercado que vimos em Praga? Não era da mesma rede do AH?

Responder

Daniel Duclos fevereiro 5, 2011 às 00:22

O Albert Heijn e o Albert pertencem ambos à Ahold N.V., uma operadora internacional de supermercados que tem sede em Amsterdam.

Responder

Aline fevereiro 5, 2011 às 00:40

Quer dizer, é o mesmo mercado, mas para garantir que o que tem na Holanda seja original, mas ao mesmo tempo, conseguirem dominar o mundo, eles criaram a versão “para exportação” e mudaram sutilmente o nome. “Albert Heijn” só tem na Holanda. Mas já que o mundo insiste em nos ter por perto, a gente deixa vocês usarem um pouquinho, a nossa metade “Albert”. Hein?

Povo curioso…

Responder

Daniel Duclos fevereiro 5, 2011 às 00:50

Acho que na real foi meio como a AMBEV: começou como uma junção de cervejarias brasucas, e daí foi crescendo, virou multinacional, e saiu adquirindo outras cervejarias e lançando versões do seu produto no mercado internacional.

No caso a Ahold começou com o ALbert Heijn e hoje é uma multi dona de diversas cadeias, não só de supermercados: por exemplo, a Etos é deles também (é uma mega rede de perfumarias na Holanda pra quem não sabe), a Gall&Gall e, olha aí, a Coffee Company também.

O Albert checo, segundo a Wiki, surgiu quando a Ahold, que nessas alturas queria entrar no mercado checo (o nominho pra gerar frase maldosa), comprou os supermercados da Meinl e mudou tudo pra sua marca. Provavelmente, por causa do IJ, que é uma letra holandesa, eles deixaram só Albert mesmo.

Digo, acho que é por causa do IJ que eles usam o nome Albert Heijn só na Holanda, e nos outros países eles mudam de nome.

Responder

rui de campos fevereiro 23, 2011 às 04:08

Albert Heijn vai abrir 200 filiais na Belgica em Março de 2011. Mas não vai ficar por aí. E vai usar o nome Albert Heijn mesmo.

Responder

Daniel Duclos fevereiro 23, 2011 às 10:24

Opa, bom saber. Mas na Bélgica eles falam Vlaamse/Nederlands, né, eles tem o IJ, faz sentido lá que eles mantenham o nome :)

Responder

rbp fevereiro 5, 2011 às 00:42

A gente podia abrir uma franquia aqui no Brasil: Alberto!

Mas, claro, aqui em São Paulo não tem essa de fechar cedo. Então aqui seria “Alberto 24″!

Heijn? Heijn?

Responder

maria maio 2, 2011 às 20:45

oh lugarzinho que aprende a amar, tudo por alquem que mora ai.
sinto muitas saudades dele! beijos..

Responder

Rodrigo Lopes maio 10, 2011 às 11:40

Sobre a reciclagem, na verdde quando você compra algumproduto com garrafas PET ou grades de cerveja, etc, você paga pela embalagem. Daí você recebe de volta o que pagou quando devolve as garrafas vazias e engadados. Voce não ganha nada…
Não li todos os comentários pra saber se algém já cometou sobre isso.
Ah, parabéns pelo blog.

Responder

Rui outubro 3, 2011 às 20:49

Olá DD, chegamos de amsterdam há pouco tempo e nosso estoque de stroopwafels ainda não acabou (está em +\- 66%). Estamos comendo (eu e minha mulher) um por dia (total=2/dia) no cafezinho depois do almoço, para render mais (do jeitinho que vc ensinou). Compramos diversas coisinhas interessantes (além dos stroopwafels, é claro!) no “Albert Heijn” , aliás o apelidamos de “Albertinho” (o som é quase parecido). De água mineral a queijos, comprei uma caixinha de um petisco muito comum aqui no Brasil no natal: Tãmaras secas. A diferença é que as que comprei aí no “Albertinho” eram gigantes, deliciosas e extremamente macias…
O intrigante é que na embalagem que continha exatamente 12 unidades estava escrito “verse dadels”, que traduzindo pelo google é tâmaras frescas. Bom, frescas, frescas elas não eram não. Mas, maravilhosas SIM!
Antes que eu me esqueça, parabéns pelo melhor site/blog em lingua portuguesa de toda net sobre Amsterdam! Tiquei quase todos os pontos e dicas na semana que passei por aí com minha mulher!
Abs,
Rui

Responder

Heloisa janeiro 13, 2012 às 21:09

Passei no AH e foi exatamente como vc descreveu! Ainda bem que eu tinha lido aqui antes: assim pude me comportar direitinho.
Aproveito para parabenizar o site. É excelente! Se eu tivesse descoberto antes de reservar o hostel, teria feito por aqui. De qq forma, ja sei como fazer da próxima vez e vou tb indicar a amigos.

Responder

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