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Dicas de acessibilidade para turistas cadeirantes em Amsterdam

por Daniel Duclos em 22/02/2011

Acessibilidade para cadeirantes em Amsterdam é um assunto que eu não havia pesquisado até que uma pessoa me escreveu com o seguinte pedido:

"Adorei suas dicas, mas senti falta de informações sobre o acesso de cadeira de rodas às visitas. Será que você poderia me ajudar?"

Não é à toa que a leitora sentiu falta: eu faço o Ducs pra relatar minha própria experiência, em primeira pessoa, e com esse assunto não tinha muita intimidade. Mas achei a proposta interessante e me pus a pesquisar pra responder da melhor maneira que conseguisse. O email acabou ficando longo, e depois de um tempo outro leitor fez o mesmo pedido. Desta vez eu estava preparado, mas pensei:

Opa, hora de fazer um artigo sobre o assunto!

Então, aqui estão algumas dicas para cadeirantes fazendo turismo em Amsterdam.

Por favor, tenha em mente que esse não é um assunto com o qual eu tenho grande experiência, então se eu falar bobagem, me avise nos comentários pra que eu corrija.

Acessibilidade em Amsterdam - Foto por Daniel Duclos

Cadeirante em frente à estação central de Amsterdam

Acessibilidade nas principais atrações de Amsterdam

Van Gogh Museum

O Museu do Van Gogh é, logicamente, uma das principais atrações de Amsterdam. É um prédio moderno, pensado levando em conta facilitar o acesso de pessoas com necessidades especiais de locomoção. É totalmente acessível de cadeira de rodas, e inclusive há algumas disponíveis gratuitamente. Logo na entrada há uma escada, mas ao lado há um elevador. Todos os andares são acessíveis de elevador e eu já presenciei uma pessoa fazendo a visita em uma maca.

Acessibilidade em Amsterdam - Foto Daniel Duclos

Elevador de acesso do Van Gogh Museum em Amsterdam

Então, pode ir tranquilo. Ah, e se você vai pro Van Gogh, dá uma lida nessas dicas locais que os turistas em geral não conhecem: a primeira é sobre como evitar filas no museu e ver a exposição praticamente sozinho! Lá tem também o serviço pra você visitar o museu (preço, endereço etc).

Rijksmuseum

O Rijksmuseum é um dos meus museus favoritos na Holanda, e um dos grandes de Amsterdam. Fica ao lado do Van Gogh na famosa Museumplein (o nome quer dizer "Praça dos Museus") e tem uma coleção de arte e história sensacional! Infelizmente ele está parcialmente fechado há anos devido a uma grande reforma (e a cada ano eles empurram a data de abertura mais pra frente. Agora está em 2013), mas o que está em exposição compensa cada minuto investido em uma visita. Pode ser que o espaço esteja reduzido, mas colocaram em exposição o filet mignon: Rembrandt, Van Gogh, Vermeer e muito mais.

A parte de acessibilidade do museu é tranquila, apesar de o prédio ser bem antigo (sabiam que o arquiteto do Rijks foi o mesmo da Centraal Station de Amsterdam? Pois, foi: Pierre Cuypers). Todas as salas são acessíveis de elevador, e o museu também fornece cadeiras de roda.

Acessibilidade em Amsterdam - Foto Daniel Duclos

Sinal internacional de acesso em frente ao Rijksmuseum

A entrada do museu pra quem está de cadeira de rodas fica ao lado da entrada principal.

Serviço
Site: http://www.rijksmuseum.nl/
Endereço: Jan Luijkenstraat 1, 1071 CJ Amsterdam (Fonte)
Horários: Todo dia das 9h00 até as 18h00. Fecha dia 1 de janeiro. A bilheteria fecha as 17h30.
Preços: Procure os preços atualizados ou compre o seu ingresso on-line.

Anne Frank huis (Casa da Anne Frank)

Outra grande atração de Amsterdam — na verdade, é o ponto turístico mais visitado da cidade (eu falei sobre ela no artigo sobre principais atrações de Amsterdam também).  O Museu tem até uma página em seu site dedicada somente à acessbilidade [em inglês].

Lance é: a casa original está preservada como era, e casas antigas assim em geral não levavam necessidades especiais em conta. Portanto, toda a parte velha do museu não é acessível com a cadeira de rodas. O prédio ao lado, que hospeda algumas exposições é moderno, e pode ser acessado normalmente. Mas eu sinceramente não sei se a parte moderna compensa uma visita só pra ela. Isso é meio pessoal. Eu tendo a achar que não, na verdade.

Casa da Anne Frank - Foto Daniel Duclos

Prédio moderno da Casa da Anne Frank

Serviço
Site: http://www.annefrank.org/
Veja a página com o serviço, incluindo preço.
Endereço: Prinsengracht 267 (Fonte)
Horários: De Julho a agosto, diariamente das 9h00 às 22h00. De 15 setembro até 14 de março, fecha mais cedo, às 19h00. De 15 de março até 14 de setembro de domingo à sexta das 9h00 às 21h00 e de sábado das 9h00 às 22h00. (Fonte)

Tour de Barco pelos canais

Existem duas empresas que contam com barcos planejados pra serem acessados por cadeira de rodas. A primeira é a Lovers. É, eu sei, o nome é meio brega, mas relevemos. Eles contam com um barco com acesso especial, só que pedem uma ligadinha antes, pra acertar as coisas. O telefone: +31 (0) 20 5305412. Pra ligar do Brasil fica 00 XX 31 20 5305412. Dá uma olhada na página deles, tem um aviso sobre cadeira de rodas no fim.

A outra é a Blue Boat. Eles tem seis barcos com entrada facilitada, mas também pedem que você reserve antes, conforme a FAQ da empresa [em inglês]. Pra saber como entrar em contato e onde fica, dá uma fuçada na página de serviço deles, bem completa. Lá tem o telefone e o email pra contato.

Museum het Rembrandthuis (Casa do Rembrandt)

A Rembrandt huis é a casa do famoso pintor, ou ao menos, a casa onde ele passou grande parte da vida. Quando ele tava mais velho ele se afundou em dívidas e não conseguiu mais pagar a hipoteca e acabou despejado. Uma grande pena, mas graças ao inventário feito pelos credores, eles puderam recriar a casa bem próxima do que era.

E nessa de recriar como era, a casa tem o mesmo problema da casa da Anne Frank: ela não foi projetada levando em conta cadeiras de roda, como as casas do século XVII em geral não eram. Assim como a Anne Frank huis, uma parte pode ser usada com cadeiras de roda, a parte térrea. Será que vale a visita?

Pense na pegadinha: a casa do Rembrandt não tem pinturas do Rembrandt! Sim, tem muitas água-fortes dele lá (não sabe o que água-forte? É um tipo de gravura). E há quadros de outros pintores e há também excelentes exposições temporárias. Mas se você quer ver quadros do mestre holandês, eu aconselho ir ao Rijksmuseum, que ainda por cima é totalmente acessível por cadeirantes.

Serviço
Site: http://www.rembrandthuis.nl/
Endereço: Jodenbreestraat 4 1011 NK Amsterdam
Horários: Todo dia, 10h00 até as 17h00. Fecha dia 1o de janeiro.
Preços: Sempre melhor olhar no site.

Vondelpark

Quem acompanha o blog sabe que nem tento disfarçar o quanto eu curto o Vondelpark. Eu fiz um artigo inteiro dedicado ao Vondelpark em Amsterdam. Vá ler, eu prometo histórias, curiosidades e fotos. Melhor ainda: se puder, vá visitar o parque. Ele é totalmente acessível via cadeira de rodas.

Carrinhod e bebê no Vondelpar em Amsterdam - Foto Daniel Duclos

...e por carrinhos de bebê também!

Acessibilidade no transporte público em Amsterdam

Acessibilidade em Amsterdam - Foto Daniel Duclos

A acessibilidade do transporte público em Amsterdam é meio desigual. No geral, eles ao menos tentam fazer um esforço. Mas na prática eles falham várias vezes. A Connexxion (empresa de ônibus) em geral tem uma frota moderna que permite acesso de cadeirantes sem muito esforço.

A GVB já é médio. Muitos ônibus (bus, autocarro) tem elevadores. Os trams mais modernos alegam que permitem acesso de cadeiras de rodas, e tem o símbolo internacional de acesso (eu, pessoalmente, nunca vi um cadeirante pegando um tram, não posso dizer com certeza).

Acessibilidade em Amsterdam

Agora, há alguns trams antigos que simplesmente não tem acesso e é isso. Espere pelo próximo. Pé no saco, sim.

As estações de metrô tem elevador pra permitir acesso às plataformas, e nas estações centrais (que são provavelmente as que você verá como turista) elas funcionam. Nas estações menores ou mais afastadas... nem sempre.

Eu escrevi um artigo bem completo sobre o transporte público em Amsterdam, vale a pena dar um pulo lá.

Acessibilidade em Amsterdam

Esse modelo de tram não é preparado pra acesso especial. Note a ausência do símbolo.

As ruas de Amsterdam

As ruas em geral são bem acessíveis. Por exemplo, quando você tem de atravessar uma rua, é frequente a rua subir pro mesmo nível da calçada, de modo que o carro tenha de subir a lombada no cruzamento, em vez do pedestre descer o meio-fio. Acho isso ótimo.

Só que isso também varia, e há certas ruas onde o acesso é difícil mesmo pra pessoas que tem o pleno uso das pernas, especialmente algumas bem antigas no centro histórico. E há um grande número de obras rolando sempre na cidade, o que atrapalha todo mundo.

Eu já vi muitos cadeirantes desencanando de usar a calçada e mandando ver nas ciclovias. Amsterdam é extremamente bem servida de ciclovias (na Holanda o ciclismo urbano, como meio de transporte, domina!). Pessoas com dificuldade de locomoção que moram aqui usam muito um carrinho especial que circula pelas ciclovias também.

Carro para pessoas com dificuldade de locomoção na Holanda

O objetivo do artigo é sobre acessibilidade pra cadeirantes, mas vou citar de passagem uma dica pros deficientes visuais: os faróis (semáforo, sinal, sinaleira, enfim... aquele treco que tem um homenzinho verde e um vermelho dizendo quando você pode atravessar a rua) tem o que se chama "tikker": você aperta um botão e ele começa a fazer um barulho regular, mais lento pra quando o farol (sinal, etc) estiver fechado e mais rápido pra quando estiver verde pra você.

Ajuda, e sei por experiência.

Auxílio pra deficientes visuais em Amsterdam - Foto Daniel Duclos

O "tikker" na Holanda ajuda os deficientes visuais a saber quando o sinal está verde.

Explorar a cidade

Historicamente Amsterdam se orgulha de ser uma cidade aberta, embora nem sempre seja fácil. É uma pena que a maioria das pessoas não aproveite essa oportunidade pra explorá-la além dos clichês mais óbvios. O principal obstáculo pra conhecer Amsterdam não é o acesso, mas a limitação de quem não está disposto a levantar a cabeça e observar, preferindo buscar o que já conhecia antes de vir. Pra esse tipo de turistas, não há rampa que resolva seu acesso à riqueza que Amsterdam tem para oferecer. E lembre-se: Amsterdam é, por excelência, uma cidade que se move sobre rodas!

De resto, se você tem experiência com assunto, compartilhe com a gente nos comentários.

--

Artigo dedicado à Maria Luisa.

UPDATE: Recebi um comentário sensacional do Carlos, filho da Maria Luisa. Leiam!

Daniel Duclos (Daniduc), é um brazuca que mora na Holanda com a esposa, também brasileira, desde novembro de 2007. Criou o Ducs Amsterdam, o qual escreve, fotografa e edita. Em 2011 lançou um guia de Amsterdam e virou pai de uma linda garotinha, com quem redescobre o mundo todos os dias.


Procurando hotel pra sua viagem?

Eu escrevi um artigo com muitas Dicas de hospedagem.

Se você fizer sua reserva através dos links aqui no Ducs, eles repassam uma comissão pra gente. Então é uma forma de apoiar o Ducs em Amsterdam e ainda descolar um lugar legal, ter suporte em português! :) Todo mundo ganha!

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Pessoal, o Ducs só existe com a força de vocês! Então, divulguem, comentem, usem os serviços que o Ducs oferece e vamos que vamos! Obrigado sempre!

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{ 32 comentários… leia abaixo ou deixe um }

Luanda outubro 7, 2014 às 18:27

Olá Daniel! Você tem o email do Carlos? Não vi no comentário dele onde ele se hospedou. Estou mandando email para vários hotéis em Amsterdã que aparecem nos sites de busca, como Booking, no filtro “com comodidade para hospedes com mobilidade reduzida” que na verdade não possuem quartos com banheiros é adaptados. É a primeira vez que estou passando por esse problema com uma cidade. Já foram uns 5 nãos. Obrigada!

Responder

fabiola junho 18, 2013 às 16:23

E outra, depois de ir até ai vejo que seu artigo ta bem explicativo! Valeu.

Responder

monica junho 15, 2013 às 04:16

Oi Daniel, como vai?
Em setembro estou indo para casa de uma amiga em Munique, vou com meu namorado que é cadeirante e por não falarmos inglês, escolhemos um pacote terrestre, tendo Londres, Bélgica, Amsterdã e Frankfurt. Mas infelizmente a empresa não deu garantia que teríamos ajuda para por e tirar meu namorado do ônibus e sugeriu que levássemos uma pessoa para ajudar, como se isso posse economicamente possível. Estamos pensando em fazer Amsterdã sozinhos. Tenho dúvidas em relação a chegada, se de trem ou avião. Na verdade eu gostaria de chegar em Amsterdã e só andar a pé. Há essa possibilidade? Será que vamos passar muito sufoco? Há hotéis adaptados no centro que não seja tão caro? O povo é bacana? Quantos aos passeios fiquei muito bem informada pelo seu blog. Desde já agradeço sua atenção, abraço Mônica

Responder

Daniel Duclos junho 18, 2013 às 02:12

Monica, é possível andar a pé por Amsterdam, embora as ruas estreitas e tortas às vezes atrapalhem um pouco. Eu abordei isso no artigo, mas recomendo também que Veja esse comentário: http://www.ducsamsterdam.net/acessibilidade-cadeirantes-amsterdam/#comment-4967 Não conheço hotel para indicar.

Responder

fabiola junho 18, 2013 às 16:17

Ola Daniel e Monica , acabei de voltar de Amsterdam, passei 15 dias e sou cadeirante.
Fui sozinha e não tive problemas para andar em Amsterdam de jeito nenhum. As ruas são otimas os TRAMS adaptados, e a ida ara as outras cidades é muito facil . No tram para as outras cidades eles não ajudam mesmo e vc tem que se virar, não é muito alto , mas se vc fazer o pedido com antecedencia de uma semana eles colocam uma rampa no dia do embarque.
O que eu aconselho e o que eu farei nas próximas férias a europa é alugar uma cadeira motorizada a gente anda muito e os braços pedem socorro no final do dia! De resto aproveite a viagem a Europa é incrivel!

Responder

fabiola junho 18, 2013 às 16:20

Sugiro que fique perto do Museumplain é um local central e de facil localização.

Responder

fabiola maio 8, 2013 às 14:29

Mas já esta em um bom começo!!!
Vou escrever um artigo sobre a Holanda na Claudia de Agosto, te mando.
Bjs

Responder

Fabiola maio 7, 2013 às 02:59

Achei contudo meio raso ainda… Vou agora e te conto minhas impressões e vc faz mais observações ai! rs

Responder

Daniel Duclos maio 8, 2013 às 01:50

:( Lamento – fiz o melhor que pude.

Responder

Daniel Duclos maio 8, 2013 às 01:51
Fabiola maio 6, 2013 às 01:44

Como o post é antigo não sei se verá… Mas vou usar suas dicas agora!
Sou cadeirante e vou para Amsterdam 1 de junho! Espero curtir muito bjs

Responder

Daniel Duclos maio 7, 2013 às 02:09

Vejo sim, Fabiola. Fico feliz por ter ajudado. Boa viagem! Abraço

Responder

Alexandra Costa abril 15, 2013 às 21:48

Gostei bastante das dicas para visitantes em cadeira de rodas, possívelmente irei com o meu filho, um menino de 13 anos com paralisia cerebral, no próximo mês de junho e como visitei Amesterdão ja em 1998, nao fazia ideia nenhuma se a cidade tinha bons acessos nos edifícios e transportes, apesar de ser completamente plana. Fiquei especialmente satisfeita com a ideia de poder fazer um passeio de barco pelos canais, em Paris nao consegui fazer o passeio com ele pq o acesso é completamente impossivel. Aconselha-me algum transporte em especial do aeroporto até ao centro?
Obrigado.

Responder

Daniel Duclos abril 16, 2013 às 19:36

Alexandra, o trem é uma boa opção, porém vai precisar pedir ajuda para embarcar. Há onibus com acesso especial, da conexxion. E sempre há taxi. Abraços e boa viagem

Responder

Alexandra Costa abril 17, 2013 às 23:31

Obrigada! Ja deixei outros comentários noutros posts seus, quando quiser vir novamente até Lisboa, mas desta vez com sol, terei todo o prazer em fazer um programa com vocês e vossa babyduc. Abraços. Iremos para Amesterdão por volta do 10 e 13 de junho feriado de Portugal e de Lisboa respetivamente, ja nao vou apanhar o Keukenhof aberto, uma pena, tenho paixão por túlipas.

Responder

Carolina novembro 17, 2012 às 23:02

Ola estou fazendo um trabalho de escola que o assunto é países que falam inglês e assunto livre e como sou cadeirante e conheci uma familia Holandesa que veio para o Brasil me chamou a atenção em pesquisar sobre acessibilidade algo dificil na vida das pessoas com deficiencias e encontrei teu blog e adorei a matéria bacana mesmo,parabéns.

Responder

Luiza setembro 24, 2012 às 19:57

Estou indo em janeiro com meus pais e minha irmã, que é cadeirante e adorei as dicas! Acredito que no inverno seja um pouco mais difícil por causa da neve, mas com as dicas com certeza vai facilitar muito! Obrigada!

Responder

Daniel Duclos setembro 24, 2012 às 21:25

Fico mjito feliz em ouvir isso.Lembre-se que o van Gogh está fechado por 7 meses, até abril do ano que vem: http://www.ducsamsterdam.net/museu-van-gogh-fechado-novas-regras-coffeeshops-amsterdam/

Abraço e boa viagem

Responder

Luis Beccaro agosto 10, 2012 às 13:51

Parabens pela reportagem.É desta forma que modificamos a consciencia de um pais em processo evolutivo.

Responder

Daniel Duclos agosto 10, 2012 às 20:32

Valeu luis!

Responder

mariana julho 6, 2011 às 21:35

Nossa!!adorei esse seu blog!
Estou pensando em conhecer a Holanda em novembro com meu marido que é cadeirante.
Muito obrigada pelas dicas!

Responder

Najla junho 6, 2011 às 20:50

Oi Daniel, tudo bom?
Estou indo para a Noruega visitar minha irmã que mora lá e vou fazer uma longa escala de quase 9 horas em Amsterdam e estou indo com a minha avó de 82 anos que tem um pouco de dificuldade para andar devido a sua idade. Você sabe me dizer se quando desembarcar no aeroporto se tem cadeiras de rodas disponíveis para as pessoas que precisam ou se é necessário fazer alguma reserva antes.
Aguardo sua rsposta!
Obrigada!!!

Responder

Daniel Duclos junho 7, 2011 às 00:26

Existem cadeiras de rodas disponíveis nas garagens P1 e P2 do aeroporto. Não é necessário reserva e o uso é gratuito. Você precisará de uma moeda de 2€ pra liberar a cadeira. A moeda retorna pra vocÊ quando você devolve a cadeira.

Fonte: http://www.schiphol.nl/Travellers/AtSchiphol/AirportFacilities/AssistanceForPeopleWithDisabilities.htm

Boa viagem

Responder

jose de andrade nunes junho 4, 2011 às 15:52

Sou pai do Carlos que fez o comentario acima sobre acessibilidade em Amsterdam. Vocês concordam que não é preciso acrescentar mais nada. Sou orgulhoso do filho que tenho. è só…………….

Responder

Bailandesa março 14, 2011 às 00:37

Dani,
excelente artigo. Minha mãe tem artrite e de certa forma, tem limitação para se deslocar. Ele vem pra cá esse ano de novo e o seu post vai ser superútil pra gente.

Parabéns e obrigada

Responder

Daniel Duclos março 15, 2011 às 17:24

OI bailandesa

Poxa, legal, ico muito contente em saber que pude ajudar um tico.

E parabéns pelo novo design do Bailandesa.nl ficou muito legal!! :D

bjs

Responder

Carlos Frederico fevereiro 28, 2011 às 15:39

Olá, Daniel! Eu sou cadeirante e filho da pessoa que te escreveu pedindo informações sobre acessibilidade em Amsterdam. Pois bem, tuas dicas à época foram essenciais para o sucesso da viagem, por isso, vejo com muita alegria esse artigo com dicas de acessibilidade para turistas cadeirantes em AMS.
Baseado em minhas experiências em setembro de 2010, comentarei algumas das dicas.
Os grandes museus europeus são via de regra muito bem adaptados. O Van Gogh Museum e o Rijksmuseum não fogem a esse padrão. As informações do Ducs são precisas.
Sobre a Casa da Anne Frank não comentarei, pois só conheci a fachada e a multidão querendo entrar. Não achei que valesse a pena a visita.
O tour de barco pelos canais eu fiz com a Blue Boat e enfaticamente recomendo. Foi seguro e o passeio é muito bacana. O acesso é feito pela popa (parte de trás) do barco através de rampa + plataforma hidráulica (elevador).
A Casa do Rembrandt também não visitei. Para ser bem sincero, se não usasse cadeira de rodas acho que também não passaria lá; tenho dúvidas se ter morado nela tenha influenciado tanto as suas pinturas. Bem… é só uma opção de tipo de viagem/escassez de tempo.
O Vondelpark é maravilhoso, com bom acesso e enorme para rodar numa cadeira manual/sem motor. Mas você não precisa ver todo nem ter pressa de “perder” um tempinho ali. Notei que na “faixa” para bicicletas também havia o símbolo internacional p/ pessoa com deficiência (escolha rodar por ali para não atrapalhar quem está correndo). Um ocioso final de tarde no Vondelpark é sensacional!

A acessibilidade do transporte público em AMS é boa, mas pode melhorar bastante. Como disse o Ducs, os ônibus estão mais avançados nesse aspecto, ou pelo menos em maior número. Contudo, fora do centro a espera pode ser um pouco longa para passar um adaptado com rampa.
O número de Trams adaptados (uma rampa com pequena inclinação que é aberta pelo motorista ou pelo cobrador e local reservado) é bem menor que o de ônibus, porém se você viajar em cadeira manual/sem motor e acompanhado, como foi meu caso, o desnível é relativamente pequeno e dá para subir/descer sem muito sacrifício. Como os Trams são o melhor e mais frequente meio de transporte público na região central e arredores não distantes, o cadeirante pode “se adaptar” e tentar utilizá-lo. Não é ideal mas…
Eu não andei de metrô nem de trem.
Encontrei sites de empresas de táxi que dizem ter veículos adaptados com rampas ou elevadores para cadeirantes. Mas só com reserva. Ao chegar ao aeroporto peguei um táxi comum e muito alto, o que dificulta as transferências da/para cadeira de rodas.

As ruas de AMS são diferentes. Além da citada “lombadinha” no ponto de travessia, algumas ruas (como a que chega ou sai da Leidseplein) não tem calçada e você divide espaço com as bicicletas e tem que ficar esperto com os Trams que passam no centro da via. Por vezes, há uma pequena inclinação das extremidades da rua para o centro. Você fica andando meio torto. O piso é irregular, o que dificulta um pouco.
Nas ruas “normais” as calçadas não têm buracos, porém onde ela é estreita, você tem que disputar espaço com as bicicletas estacionadas.
As ciclovias são o melhor local para andar com cadeira de rodas. Em vários pontos vi o já mencionado símbolo (uma cadeira de rodas pintada no chão) e presenciei cadeirantes locais circulando por ali, mas é bom ficar esperto com as bikes.
Os cadeirantes que usam cadeiras motorizadas terão mais facilidade em rodar por AMS.

AMS é uma cidade relativamente plana com aclives e declives não muito acentuados. As praças são normalmente acessíveis. Já as edificações são mal sinalizadas e muitas vezes você tem que perguntar onde fica a entrada com rampa. Quando o degrau é pequeno, raramente tem rampa.
Comparando com outras cidades europeias (principalmente Madrid, Barcelona, Londres), AMS está atrasada na acessibilidade universal, porém, com um pouco de boa vontade e espírito aventureiro, é possível curtir muito a visita e aproveitar o que ela tem de melhor. Vale muito a pena.

Por fim, quero agradecer publicamente ao Daniel. Sua generosidade, desprendimento e solicitude nos cativaram. É raro encontrar pessoas que “constroem rampas”.

Minha gratidão.

Obs.: Sou filho da Maria Luisa e moro em Recife. Não tenho muitos movimentos dos membros superiores e, portanto, preciso de auxílio com minha cadeira manual/sem motor nas ruas e locais menos planos ou com piso menos liso.

Responder

Daniel Duclos fevereiro 28, 2011 às 16:24

Wow, Carlos, nem tenho o que dizer… eu que agradeço as boas palavras e o verdadeiro artigo que foi seu comentário, cheio de dicas e experiência preciosa em primeira mão. Está linkado no artigo principal… valeu!!

Responder

Malka fevereiro 23, 2011 às 13:40

Olá Duc,
Sobre as ruas “subirem de nível” perto de um cruzamento não é pra ajudar cadeirante não (pode até ser também)..mas a principal razão é pra sinalização de trânsito…elas indicam uitrits (quando só em uma rua) e avisam que quem vem da direita tem preferência (quando no cruzamento inteiro)..Talvez tenha acabado de te dar uma dica pro próximo post: regras de trânsito que são diferentes do BR.
Beijos

Responder

Daniel Duclos fevereiro 23, 2011 às 14:02

Oi Malka

Ah, sim, eu não quiz dizer que eram feitas pra isso, mas que elas ajudavam nisso. Quanto à essa pauta, vou precisar que alguém faça esse post: não posso dirigir (de maneira nenhuma, tenho um problema de visão), e não entendo realmente nada do assunto. É uma pauta interessante, porém, vou ver se acho alguém que tope escrever.

Bjs

Responder

Badá fevereiro 22, 2011 às 17:00

Muito bom, pra variar!

Responder

Daniel Duclos fevereiro 23, 2011 às 14:02

Valeu Badá

Responder

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