Assim que alugamos nosso primeiro apê aqui na Holanda e pudemos tratar de ter uma casa de verdade (“moramos” por uns dias em um hotel na chegada), fomos prum supermercado ver qualéra. Quando fui pegar um carrinho (eu ainda não havia aderido à cestinha, naquela época), notei que ele estava preso por uma correntinha aos outros carrinhos.
Hm. Curioso. Pra liberar, era preciso enfiar uma moeda de €0,50. “Que roubo!”, pensei, pagar cinquenta cents pra um passeio de carrinho! Mas resolvi fazer literalmente a parte de “pagar” da expressão “pagar um mico”, pus a moedinha lá sem saber que na verdade é apenas um depósito pra incentivar você a devolver o carrinho no lugar. Na volta você reencaixa a corrente no carrinho da frente e, ploc, a sua moedinha volta pra você. Ou pra um holandês safo que se ligou que você manezou, que foi provavelmente o destino dos meus cinquenta cents.
Desde esse longínquo dia, eu continuo descobrindo novas maneiras de manezar de jeitos criativos, mas ao menos a experiência passada me ajudou a evitar os mesmos erros e economizar pra tentar compensar os 50 cents perdidos. Pode ser que te ajude também. Algumas dessas só compensam pra moradores que querem melhorar o custo de vida na Holanda, mas tem outras que podem ser aproveitadas por quem está de passagem.
Então, se seu dinheiro também não é capim, me acompanhe!
1. Cartão de desconto do Albert Heijn: Bonuskaart
Bem, a pegadinha da moedinha no carrinho não é a única que você encontrará nos supermercados holandeses. O Albert Heijn, um dos mais famosos supermercados daqui, tem outra: ele só dá os descontos e promoções anunciadas pra quem tem o cartão de desconto da rede. Então, se você não sabe disso e enche o carrinho daquele stroopwafel delícia com super desconto, você terá uma surpresa triste no caixa.
Felizmente é super fácil pegar um cartão de desconto. Eles têm uma versão anônima e uma identificada. Até hoje não vi grandes vantagens na versão identificada. Dizem que eles devolvem suas chaves se você perde-las no AH e estiver com um chaveirinho do bonuskaart. Meh. Basta pedir no balcão de serviço que tem na entrada de todo AH e você ganhará uma cartela com um cartão e dois chaveirinhos. Peça por bonuskaart (não “discount card”) e junte-se à população local no porte de chaveirinhos azuis junto de suas chaves de casa e bicicleta. (Cê anda de bicicleta, não anda? Um dos melhores jeitos de economizar no transporte aqui é pedalar!)
2. Cartão de desconto pra viagem de trem fora de horário pico: NS Voordeelurenabonnement
A NS é a Companhia Holandesa de Vias Férreas (Nederlandse Spoorwegen), e apesar das críticas de que não é confiável e de atrasos, de trem ainda é um dos melhores jeitos de viajar aqui dentro da Holanda. Sim, sim, como usuário de anos da NS, sofri minha cota de atrasos, cancelamentos que te deixam na mão na hora agá, trens sujos e afins, e sei que todo ano ela fica badernada por causa da neve (“oh! Nevou de novo esse ano!”), mas na verdade não foram tantas vezes assim e eu ainda acho bastante bons os trens holandeses e gosto de viajar com eles. Gosto mesmo.
Como é super prático ir de uma cidade pra outra de trem, muita gente usa o trem pra trabalhar em uma cidade, morar em outra e assim driblar os congestionamentos que sempre se formam nas rodovias que interligam a Randstad (conurbação das 4 maiores cidades da Holanda e arredores). Se você faz isso, há cartões mensais específicos pro trecho que se faz regularmente, mais baratos do que pagar a passagem todo dia, mas é super comum a sua empresa te pagar esse passe. A dica que vou dar é outra.
Pra quem viaja de vez em quando com o trem, em trechos variáveis, pode usar o Voordeelurenabonnement (arf!). É um cartão de desconto anual pra viagens de trem na NS que sejam fora do horário de pico (depois das 9h00 durante a semana, fim de semana e feriado, liberado). Ele custa €55,00 (€45,00 se você pegar o desconto que eles dão no primeiro ano quando você autoriza renovação automática), mas dá desconto de 40% nas passagens suas e de até mais 3 acompanhantes. Isso é importante: o seu grupo de até 3 pessoas ganha desconto se você tem o cartão! No primeiro ano que comprei esse desconto, tirei praticamente o que paguei já no mesmo dia, quando comprei as passagens pra mim e Carla na nossa viagem de natal pra Groningen.
Dá pra comprar on-line e tal, mas o mais prático é ir até uma estação grande de trem procurar o balcão de venda da NS. Leve um ID e uma foto, e saiba seus dados (endereço etc).
3. Devolução de casco nos supermercados: Statiegeld
Quando eu era pequeno, não existiam garrafas PET de refrigerante. Era tudo no casco de vidro. E você guardava os cascos e devolvia quando ia comprar mais refri — e cerveja, aliás. Não tinha essa de casco descartável. Se não levasse o seu próprio, tinha de pagar mais caro pelo vasilhame.
Pois, na Holanda é parecido até hoje. Você paga pelo vasilhame (não só de vidro), mas se você devolvê-lo, ganha o dinheiro de volta. A prática era comum por aqui nos anos 50 em diante pra devolver o dinheiro por vasilhames de vidro do leite, mas hoje em dia eles aceitam principalmente de cerveja e PET de refrigerante e água.
O melhor jeito que eu acho de pegar seu statiegeld é ir até um supermercado. Procure uma máquina, em geral no fundo do mercado, com uma abertura redonda (pros cascos), uma quadrada grande embaixo (pra engradados) e uma tela. Coloque as garrafas na abertura. A máquina lê o código de barras e emite um cupom com o valor dos cascos. Leve esse cupom ao caixa e terá o desconto em sua compra (você também trocar por dinheiro, se quiser).
Mas atenção pra pegadinha (sempre elas): não é todo vasilhame que é retornável. Primeiro, veja se no rótulo está especificado o valor (por exemplo, garrafa de água PET pequena em geral não tem retorno). Depois, veja se no supermercado eles vendem aquele produto. Se o supermercado não vende, ele não vai aceitar a devolução. E daí tome você micando tentando adivinhar porque a máquina cospe suas garrafinhas com um BEEP BEEP irritado (mas não mais irritado que o holandês atrás de você esperando a vez de pegar seu statiegeld). Quem me esclareceu isso foi a Daniela do Submarina, via o twitter dela.
Outra pegadinha: às vezes você vê um pack de cerveja por um preço na gôndola do supermercado. Daí, quando você passa no caixa, sai mais caro do que tava na gôndola. Opa, opa! Como assim? É porque eles estão anunciando o preço do líquido, assumindo que você devolverá os cascos depois. E sim, caímos nessa, a Carla protestou no caixa (ela sempre confere os preços passados) e daí a caixa nos explicou. Ahhhhwwn. Ok.
4. Carteirinha de museus: Museumkaart
Ok, essa só compensa se você é viciado em museus. Eu, no caso, sou. Eu e Carla. Somos. Bastante. Então, yeah, fazemos valer nossa museumkaart. Por €35,00 ao ano, você tem acesso gratuito à exposições permanentes de muitos museus: cerca de 400! Dá uma olhada nos museus de Amsterdam que aceitam. Se você tá se sentindo corajoso, tem um site em holandês que lista os museus da Holanda e você pode filtrar a lista pra mostrar só so que aceitam a museumkaart. Basta selecionar MJKaart como “Ja”. Também pode usar o site da Museumkaart pra por o nome do museu e ver se ele aceita. Tá em holandês, mas acho que você consegue se virar (“Naam” é nome, e “zoek” quer dizer “busca”).
Se o museu tiver uma exposição temporária, você terá de pagar a diferença, já que a carteirinha cobre somente o acervo permanente. Mesmo assim, vale a pena. Aliás, como disse a Bailandesa no seu artigo sobre a museumkaart, faça as contas que de repente vale fazer uma mesmo se você vier passar poucos dias aqui.
5. Pathé Unlimited
Esse é perigoso e indico cheio de ressalvas. Pathé é uma cadeia francesa de cinemas popular aqui. O foco deles é, principalmente, filmes de Holywood. Claro, eles passam filmes mais alternativos de vez em quando, em algumas unidades (já assisti filme turco, por exemplo. Com legendas em holandês! Hah!), já passaram filmes brasileiros e tudo. A bela unidade Tuschinsky (no link, a história do cinema em inglês) , um prédio em estilo Art Déco, onde são feitas todas as grandes premiéres da Holanda, gosta de passar filmes não Hollywood.
Mas não é o forte da rede. O forte da rede é o que você encontraria num Cinemark no Brasil. Se você curte esse tipo de cinema (eu curto também esse tipo) e vai no mínimo uma vez por semana, o Pathé tem um cartão de assinatura mensal chamado “Pathé Unlimited”. Pra esse, é preciso uma conta de banco local, na Holanda. Eles cobrarão €18,00 ao mês (equivalente a cerca de duas entradas normais) e você pode ir quantas vezes quiser em quantos filmes quiser em qualquer unidade do Pathé. Existem restrições: É preciso haver lugar vago na sala, óbvio, mas isso é relevante, já que você só pode retirar sua entrada do Unlimited no máximo uma hora antes da sessão, e nessa hora às vezes já lotou. E a sala IMAX cobra uma diferença que, da última vez em que fui, estava em €5,00 por entrada, assim como salas 3D, que querem €2,50 extras.
Eu confesso que, no meu entusiasmo inicial, fiz um Pathé Unlimited, e por causa dele assisti grandes porcarias só pra aproveitar e não ter prejuízo no mês. Uma das mais memoráveis foi um filme baseado em um vídeo-game sobre um assassino frio e calculista que era careca com um código de barras tatuado na nuca. E ele era o mestre dos disfarces, ninguém nunca sabia quem era ele, apesar de, tipo, ele ter um código de barras tatuado na nuca visível o tempo todo. O filme era tão ruim e se levava tão a sério que em certo ponto a sala toda começou a rir incontrolavelmente. Bem, não dava pra pedir as duas horas de volta, e o ingresso estava incluso no Unlimited, então aproveitamos a diversão ao máximo, tirando sarro do filme por meses a fio.
Pra fazer o Pathé Unlimited, vá com o seu passaporte (se você for holandês, qualquer ID) em qualquer unidade (menos o Tuschinsky) e peça no balcão.
No fim das contas eu concluí que não valia a pena, na verdade. É preciso bastante disciplina pra ir toda semana, e como gostamos muito de viajar, isso também influencia. Agora estou naquela batalha já conhecida de todo mundo, que é cancelar assinatura de alguma coisa. É, isso é igual a no Brasil. Na hora de fazer é sucesso, super fácil. Cancelar… ah, cancelar…
Bônus: Digitenne
Se você não curte cinema tanto assim e prefere TV, aqui vai uma dica bônus no artigo: a Digitenne da KPN. É uma TV Digital, mas que usa antena. Vem 23 canais, como Discovery, NatGeo, MTV, CNN, Veronica, os canais abertos da Holanda, Eurosport e até um pornozão (bem ruim, na real, mas enfim, na NET do Brasil canal pornô ruim é pago à parte). Vem também um monte de estação de rádio, o que em ajudou muito no holandês, ficar ouvindo rádio. Tudo isso sai por… €8,50 ao mês. Eu acho barato e tem bastante canal bom pelo preço. Pra quem curte TV, vale.
E as suas dicas?
Eu só listei algumas dicas, obviamente existem muito mais (por exemplo, eu listei lugares pra comer barato em Amsterdam). Algumas eu sei, outras talvez eu não saiba ainda. Compartilhe comigo e com o pessoal no Ducs as suas sacadas. O que é óbvio pra você pode ajudar um monte outras pessoas (por exemplo, eu demorei um mês e meio pra descobrir que existia o bonuskaart do Albert Heijn. Enquanto isso, perdi as promoções). Então, diga lá! O microfone está aberto
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Acabei de reparar uma falta. Coloquei vocês no meu blogroll.
Abraços
Lina
OI Maria Lina
É uma honra!
Muito obrigado!
Abraços
Olá, curti muito as dicas mesmo não morando em Amsterdan, muito menos na Holanda. Ainda estou no Brasil e nem tenho previsão para sair daqui.
Simplesmente acho curioso esse tipo de informação, então achei muito bom e bacana o artigo.
Aliás, o filme do careca com um código de barras é Hitman, e realmente é ruim, também vi e tirei sarro do filme por messes a fio.
Abraços.
@faneinbox
Opa Fanny
Legal que o artigo conseguiu interessar mesmo quem não está ligado tão diretamente.
Hitman, pode crer. Cara, excelente comédia.
Não era? Ah.
Vish, outro bem ruim que eu vi foi um com o Nicholas Cage… Bangkock Perigosa. Nq verdade, não é tão ruim, se levar em consideração que provavelmente o roteirista foi sequestrado pela máfia norte coreana antes de terminar o script e o diretor era a filha de 3 anos dele tentando terminar o filme sem roteiro mesmo pra tentar pagar o resgate do pai. Se não for isso, o filme não tem desculpa
Valeu pelo comentário, abraço
Hitman, no Brasil era chamado por “Hitman, Assassino 47″ (Manía maluca de sub-títulos) que até chamei de “Palhaço 47″.
E o Nicolas Cage faz 3 filmes meia-boca para cada filme bom. O nome no Brasil é Perigo em Bangkock, mas quem pode adivinhar a tradução que vai ser dada não é mesmo?
Abraços
Hahaha, Palhaço 47, boa. Cara, bom encontrar outro veterano sobrevivente da bomba Hitman. Felizmente somos poucos.
O Nicholas Cage me paga: em geral eu assisto os 3 meia boca, daí desisto de filme com ele e perco o bom que ele faz. Arg.
O título, te confesso que não tava nem certo de qual era o original, meu cérebro bloqueou. Mas valeu a dica, usarei pra evitar o máximo possível o filme
Abração
Cara, quase caí na “armadilha” da moedinha também. Na primeira vez que me deparei com esse lance foi num albergue em Barcelona. Tinha que colocar uma moeda de 2 Euros pra tirar a chave do armário, que nem locker era! Fiquei meio-dia resmungando que era um absurdo, como ia fazer se esquecesse alguma coisa lá dentro, mais 2 euros? Mas precisei abrir o armário, e – clunk! – a moedinha voltou! Felizmente não comentei com ninguém de lá, então o mico não foi dividido! hehehe
Bonuskaart é a maior “sacanagem” do AH. Já sabia por aqui que existia o cartãozinho, mas me esqueci de pegar, e na hora de pagar a menina vai e me pergunta: “bonuskaart?”. Penso comigo “oh, f…”, mas aí é tarde, e só sai um “nee…” arrependido! rs
E aê, cara? Tudo bem?
Tô planejando ir a amsterdã porque quero aprender holandês, mas a língua é muito complicada? É muito diferente do alemão? É mais futuro eu pagar um curso aí ou aprender no dia-a-dia mesmo?
Ah, e quanto tempo vocês levaram pra aprender?
Abraço,
Alberto
Oi Alberto, beleza?
> Tô planejando ir a amsterdã porque quero aprender holandês
Sei que parece contraditório, mas não é o melhor lugar do mundo pra se aprender holandês. Não que seja impossível, mas… considere cidades menores ou menos turísticas na Holanda.
> a língua é muito complicada?
Sim.
> É muito diferente do alemão?
Sim. Há semelhanças superficiais no vocabulário e gramática, mas ao estudar mais a fundo você vê que há muito mais diferenças que semelhanças. E holandês falado é todo um… uma… enfim, é outra coisa. Você vai ver.
> É mais futuro eu pagar um curso aí ou aprender no dia-a-dia mesmo?
Minha opinião é de que um curso é essencial, especialmente se for em Amsterdam.
>quanto tempo vocês levaram pra aprender?
Eu não aprendi ainda. Quando aprender, respondo.
Abraço
Oi Dani,
super-dicas-amsterdam!!!
minha dica: vc conhece a Action, é uma loja super-baratex que tem de tudo, cosmeticos, artigos pra casa, têxteis,decoração,brinquedos, guloseimas, etc,etc…
aqui tá o site pra ver os endereços:
http://www.action.nl/
valeu!
abraço
Oi bacano! Essa do desconto no Albertijn é só uma jogada de marketing, como aliás com muitas lojas e os holandeses adoram. Mas deixa-me dizer-te que a holanda não para sem o Albertijn! E dos supermercados mais caros da Holanda. Vai ao lidl ou ao aldi, ai ves a diferenca de precos. E ja agora tens que falar nos mercados de segunda mão..Também tens razão que os supers teem muita coisa embalada em pequenas quantidades e ja limpas, como os legumes e peixe(nao muito peixe) mas a transformacão da comida aqui na holanda faz mover a economia. Mas Amsterdao não é mesmo Holanda (para os holandese) Primeiro ai tudo é caro, e depois amestardao é principalmente habitado por estrangeiros>
Desejo uma boa estadia e que te consigas habituar rápido a isto como eu..
Oi Aida
Brigado pelo comentário! Vamos respondê-lo por partes, que fica mais organizado
Albertijn é só uma jogada de marketing
Sem dúvida que é uma jogada de marketing, e uma bem sofisticada: eles passam a ter, além da fidelidade do cliente, acesso à dados de compras: o que está sendo comprado junto, hábitos, padrões, o que é bem útil. No Brasil estão fazendo esses cartões também (como o Pão de Açúcar).
Mas, não é *apenas* jogada de marketing no sentido que sim, os descontos são aplicados. Ah, sim, o AH é o “mais caro”, tô sabendo… já chego lá
Mas deixa-me dizer-te que a holanda não para sem o Albertijn
Ah bem – vamos deixar claro que eu não quis dizer literalmente – era mais uma certa tirada com a popularidade e onipresença do super. Mas que a Holanda depende em muitos aspectos do AH, eu sustento. Não só economicamente, mas também com serviços (onde carregar seu OV chipkaart sem ser no metrô/estação de trem – que são poucas? Nos pontos? Nops, no AH).
E dos supermercados mais caros da Holanda.
Hahaha, já vi que não leu meu artigo sobre o AH. Bem, bem, isso é o que *todos* os holandeses, 100%, sem exceção me dizem desde que pus os pés na Holanda.
Sério, “Albert Heijn is te duur” é uma das coisas que mais ouço. Foi literalmente a segunda coisa que meu vizinho me disse na primeira semana de Holanda (a primeira foi o nome dele, eu tava indo pro supermercado), mais de 2 anos atrás.
Albert Heijn é muito caro é um dogma holandês
Mas uma coisa é certa: não são só os estrangeiros e turistas em Amsterdam que sustentam um AH em cada esquina da Holanda (exceto nas ilhas do norte, onde não tem).
Uma vez a Carla questionou nossa professora de holandês, que estava recitando o “albert-heijn-is-te-duur”: ok, e onde a senhora fez compras a última vez?
- …
Sim, tinha sido no AH.
O AH tem sem dúvida produtos caros pra vender, e as verduras, frutas e legumes deles perdem *de longe* pros markts e quitandas. De longe! Mas depois das prijzenoorlog, o AH perdeu um pouco o lance de ser o mais caro, e tem linhas de produtos bem baratos, como a Euroshop.
E é, convenhamos, prático por estar em toda a parte e tem alguns produtos de boa qualidade pra vender.
Vai ao lidl ou ao aldi, ai ves a diferenca de precos.
Você parece achar que eu nunca fui a outros supermercados, o que não é verdade. O AH nem foi o primeiro super em que fui, contrariando a estatística de um por esquina. Foi o Vomar. Já fui ao aldi, Dirk van den Broek… ao Lidl só fui na Alemanha. Aqui na Holanda eles não me deixam entrar com mochila, que é onde carrego minhas compras. Enfim, sim, já fui e vi diferença de preço – e de produtos também. AInda quero ir a um Super De Boer (graag gedaan!) e C1000, que calharam de nunca estarem perto quando precisei.
Mas Amsterdao não é mesmo Holanda (para os holandese) Primeiro ai tudo é caro, e depois amestardao é principalmente habitado por estrangeiros
Bem, agora é habitado por menos dois estrangeiros: tem um mês eu e a Carla nos mudamos de Amsterdam. Estou morando na segunda cidade aqui na Holanda, e já fui conhecer diversas outras (gosto de viajar). E sim, já ouvi muito que “Amsterdam não é Holanda”. Mas acho injusto. É tão Holanda quanto Pijnacker ou Groningen ou Texel. Não quer dizer que seja igual, mas são aspectos diferentes da Holanda. A Holanda também é ser multicultural e habitada por estrangeiros, ué. E ser caro tem a ver com o comércio em cima dos turistas, e pouca coisa me parece mais holandesa do que habilidade no comércio.
Desejo uma boa estadia e que te consigas habituar rápido a isto como eu
Obrigado! Estou fazendo o possível – e adorando na verdade
Abraços
Oi, Ducs
Td bem?
Bom, como eu tinha comentado contigo pelo twitter, estou indo pra Holanda entre julho/agosto pra visitar minha sis (que está em Schevingen – acho q é isso, rs! Não aprenderei nunca a escreverm, rs!). Vamos passar uns dias em Amsterdam e queria te perguntar se vc tem dica de albergues. Imagino que não pq vc de cara foi pra morar, né? Mas se algum leitor do Ducs tiver e puder me ajudar, agradeceria mto.
Tenho pesquisado na net mas só encontro uns onde me parecem que as pessoas vão para fumar (sério mesmo… tem uns em que ressaltam “free smoking” ou “you’re gonna be addicted to this place”) ou outros bem carinhos na comparação com os que achamos em outras cidades da Europa.
Mta obrigada e bom finde!
Sem comentários… fiz uma busca aqui no blog agora e já achei suas dicas sobre isso… =) sorry…
Dani,
Estou aqui em Amsterdam e parabenizo você por estas excelentes dicas.
Sou de BH-MG, e acho que deve ter muita qualidade de vida em morar aqui, estou certo?
um abraço
Sérgio Murilo
Oi Sérgio, brigado! Legal que você curtiu.
Tão, qualidade de vida é subjetivo. Eu acho que tem. Um colega que veio pra cá tá mudando de volta pro Brasil no fim de ano, acha que não. O que melhora a minha qualidade de vida é diferente d o que melhora pra ele. Isso é meio pessoal, apesar do que os famosos “índices de qualidade de vida” fazem parecer (dando a entender que é uma medida objetiva e quantificável em um número).
Abraço
Meu amigo (pô, já te considero meu amigo) teu blog é muito bacana!!!!!! Você está de parabéns. Considero você um amigo por sua idéia de partilhar com todos essas informações valiosíssimas e sem cobrar nada. Valeu, cara. Da mesma forma que a Lina do Conexão Paris, você está de parabéns!!!!!! Vou à Paris, Bruges, Ruen e Londres em 2011. Queria muito tomar uma heiniken em Amsterdam. Com certeza seu blog está sendo muito útil para mim. Precisando de algo na capital da República é só avisar. Abração e obrigado. Sucesso sempre!!!!!
Fala Marcelo!
Valeu pelo comentário, cara. Fico contente que tenha curtido e que o blog esteja ajudando. Eu confesso que heineken não é a minha cerva favorita, mas saiu ontem um artigo sobre os lugares que considero melhores de Amsterdam pra tomar uma cerveja diferente. Dá uma olhada, quem sabe não te inspira?
Abraço
Fala cara, vou passar por aí em janeiro. Li aqui sobre o desconto dos trens. Vamos num grupo de 4 pessoas e uma delas tem passaporte português. Você acha que vale a pena fazermos o Voordeelurenabonnement (com todas as suas consoantes e vogais)?
valeu e aquele amplexo
OI Salva. A não ser que vocês saiam pra rodar a Holanda toda, não vale muito a pena não, é mais pra quem mora aqui. Aliás, nem se se você pode fazer o cartão sem ter endereço na Holanda. O passaporte é indiferente nesse caso.
abraço
Dani,
Vi agora que você linkou o artigo. Obrigada!
Clarissa
Oras, sempre link conteúdo relevante